por Max Lucado
Eu sou a voz do que clama no deserto: “Endireitai o caminho do Senhor” João 1:23.
Há alguns anos atrás, havia uma vila no deserto. A água era escassa e as pessoas valorizavam muito o pouco que tinham. Raramente chovia, mas quando chovia, as pessoas apressavam-se para capturá-la em baldes e potes. Cada pingo era um tesouro. Cada xícara era preciosa.
Por essa razão, o descobrimento da caverna era uma notícia emocionante.
Um dia, um fazendeiro estava cavando buracos para colocar uma cerca. A uma pequena distância abaixo da superfície, ele encontrou uma caverna – não era grande, mas estava cheia de água.
Ele imediatamente desceu um balde, puxou para fora e provou, para seu deleite, água doce e fresca. Ele estava tão emocionado que encheu todos os seus baldes, colocou-os na parte de trás de sua caminhonete e correu para a vila.
“Eu tenho água! Eu tenho água!” ele gritava. As pessoas da vila saíram correndo de suas casas. Quando as pessoas se reuniram, o fazendeiro explicou como ele tinha descoberto o tesouro. Ele anunciou com alegria que tinha o suficiente para todos. “Bebam o quanto quiserem”, ele ofereceu. E então, para a admiração de todos, ele pegou um balde e encharcou um menininho.
“Há em abundância!” ele proclamou. “Aproveitem”. E com isso as pessoas começaram a rir e jogar água umas nas outras. Pela primeira vez pelo que alguém pudesse lembrar, havia água suficiente para todos.
Depois da celebração, o fazendeiro anunciou seu plano. “Eu trarei água todas as manhãs para que cada um de vocês possa ter o que precisar”.
E isso foi exatamente o que ele fez. O fazendeiro tornou-se o dono da água. Todas as manhãs ele carregava sua caminhonete com os baldes, dirigia até a cidade e dava água para as pessoas. Era um novo dia. A água era de graça. O fazendeiro estava entusiasmado, e as pessoas da vila estavam agradecidas.
Até uma noite quando o fazendeiro teve um sonho.
No sonho ele viu as pessoas pegando a água e não sendo agradecidas. Elas entravam na caminhonete, pegavam um balde e iam embora sem uma palavra de apreciação.
Quando ele acordou, estava preocupado. Enquanto dirigia para a cidade, ele resolveu dar água apenas para quem fosse agradecido.
Antes de permitir que as pessoas pegassem seus baldes, ele anunciou, “De agora em diante não darei água para os que não forem gratos”. As pessoas ficaram surpresas. Cada pessoa o agradeceu quando ele ou ela recebeu a água.
Tudo estava bem até o fazendeiro ter um outro sonho. Neste sonho, algumas pessoas que estavam bebendo a água eram cruéis com seus vizinhos e cruéis com seus animais. Na manhã seguinte ele estava chateado de novo. Ele decidiu dar água apenas para quem merecesse.
“Se vocês forem cruéis com seus animais ou com seus vizinhos, vocês não receberão água”, ele decretou.
As pessoas olharam umas para as outras e ficaram em silêncio. Elas sabiam quem eram as más pessoas entre eles. Quando o dono da água viu os olhares de desconfiança, teve uma idéia.
“Cada um de vocês vem e diz para mim quem não merece, então eu saberei quem é mesquinho e cruel”.
Então eles vieram um a um com seus nomes e ele fez uma lista. A lista ficava cada vez maior. Finalmente, depois que cada morador da vila falou, o fazendeiro leu os nomes. Ele estava chocado. Cada pessoa da cidade estava na lista, exceto uma.
O fazendeiro.
Então ele ficou em pé na caminhonete e anunciou que, como eram poucos os que eram gratos e ninguém era merecedor, ele não traria mais água à vila. Ele virou sua caminhonete com a água e foi para casa.
* * *
“Amai, porém a vossos inimigos, fazei bem e emprestai ... e sereis filhos do Altíssimo; porque ele é benigno até para com os ingratos e maus” (Lucas 6:35).
“Seja rápido para compartilhar a água da graça com seus inimigos – como um presente para eles, assim como foi um presente para você”.
Fonte: http://www.irmaos.com/artigos/?id=1795
sábado, 31 de maio de 2008
Parábolas inestimáveis: A parábola do carrinho de limpeza
por Max Lucado
O corredor está silencioso a não ser pelas rodas do carrinho de limpeza e do arrastar dos pés de um senhor.
Ambos soam cansados. Ambos conhecem esses pisos. Por quantas noites Hank os limpou? Sempre cuidadoso para limpar os cantos. Sempre atento para colocar sua placa de aviso amarela de cuidado em pisos molhados. Sempre rindo quietinho como é de seu costume. “Tenham todos cuidado,” ele ri para si mesmo, sabendo que não há ninguém por perto.
Não às 3 horas da manhã.
A saúde de Hank não é mais como era antes. A inflamação o mantém acordado. A artrite o faz mancar. Seus óculos são tão grossos que os seus globos oculares parecem duas vezes maiores. Ombros curvados. Mas ele faz seu trabalho. Jogando água com sabão em tapete de borracha. Esfregando as marcas de sapato deixadas pelos ricos advogados. Ele terminará uma hora antes de ir embora. Sempre acaba cedo. Tem acabado cedo por vinte anos.
Quando acaba, ele guarda seu carrinho e senta do lado de fora do escritório do sócio sênior e espera. Nunca sai mais cedo. Poderia. Ninguém saberia. Mas ele não sai.
Ele quebrou as regras uma vez. Nunca as quebrou de novo.
Algumas vezes, se a porta estiver aberta, ele entra no escritório. Não por muito tempo. Só para olhar. A sala é maior que seu apartamento. Ele passa seu dedo na mesa. Ele mexe no sofá macio de couro. Ele fica perto da janela e olha o céu cinzento tornar-se dourado. E ele se lembra.
Uma vez ele teve um escritório como esse.
Antigamente quando Hank era Henry. Antigamente quando o zelador era um executivo. Há muito tempo atrás. Antes do turno da noite. Antes do carrinho de limpeza. Antes do uniforme de manutenção. Antes do escândalo.
Hank não pensa muito sobre isso agora. Não tem razão para isso. Teve problemas, foi demitido, e saiu. Só isso. Não são muitas pessoas que sabem sobre isso. Melhor assim. Não há necessidade de contar a elas.
É seu segredo.
A história do Hank, a propósito, é verdadeira. Troquei o nome e um detalhe ou dois. Dei a ele um emprego diferente e o coloquei em um século diferente. Mas a história é real. Você a ouviu. Você a conhece. Quando eu der o nome verdadeiro, você se lembrará.
Mas mais do que uma história real, é uma história comum. É uma história de um sonho descarrilhado. É uma história de muitas expectativas chocando com realidades ásperas.
Acontece com todos os sonhadores. E como todos sonhamos, acontece com todos nós.
No caso do Hank, foi um erro que ele nunca consegue esquecer. Um erro grave. Hank matou uma pessoa. Ele encontrou um rufião espancando um homem inocente, e Hank perdeu o controle. Ele matou o assaltante. Assim que começou, Hank agiu.
Hank preferiu esconder-se a ir para a cadeia. Então ele correu. O executivo tornou-se um fugitivo.
História real. História comum. A maioria das histórias não é tão extrema quanto a de Hank. São poucos os que passam suas vidas fugindo da lei. Muitos, entretanto, vivem com remorsos.
“Eu poderia ter ido pra faculdade com bolsa de estudo por jogar golfe,” um rapaz me disse na semana passada na quarta base. “Tive um oferta assim que saí da escola. Mas entrei para uma banda de rock and roll. Acabou que nunca fui. Agora estou preso consertando portas de garagem.”
“Agora estou preso”. Epitáfio de um sonho descarrilhado.
Pegue um anuário de um colégio e leia a frase “O que eu quero fazer” sob cada foto. Você ficará atordoado de respirar o ar rarefeito de visões de pico de montanha:
“Entrar para uma faculdade que tenha prestígio”.
“Escrever livros e morar na Suíça”.
“Médico em um país de Terceiro Mundo.”
“Ensinar crianças carentes”.
Mas, leve o anuário para um encontro depois de vinte anos e leia o capítulo seguinte. Alguns sonhos se tornaram realidade, mas muitos não. Não que todos devessem, você pensa. Espero que o garoto miúdo que sonhava em tornar-se um lutador de sumô tenha caído em si. E espero que ele não tenha perdido sua paixão neste processo. Mudar de direção na vida não é trágico. Perder a paixão na vida é. Alguma coisa acontece conosco ao longo do caminho. As convicções para mudar o mundo se reduzem aos compromissos para pagar as contas. Antes de fazer diferença, pensamos em um salário. Antes de olhar adiante, olhamos para trás. Antes de olhar para fora, olhamos para dentro.
E não gostamos do que vemos.
Hank não gostou. Hank viu um homem que tinha se contentado com a mediocridade. Treinado nas melhores instituições do mundo, mas trabalhando no turno da noite por um salário mínimo para que ele não fosse visto durante o dia.
Mas tudo isso mudou quando ele ouviu a voz do carrinho de limpeza. (Mencionei que a história dele é real?)
No começo ele achou que a voz fosse uma piada. Alguns dos colegas do terceiro andar fazem esse tipo de brincadeira.
“Henry, Henry,” a voz chamou.
Hank se virou. Ninguém mais o chamava de Henry.
“Henry, Henry.”
Ele se virou em direção ao balde. Ele estava brilhando. Vermelho brilhante. Vermelho quente. Ele podia sentir o calor a 3 metros de distância. Ele chegou mais perto e olhou para dentro. A água não estava fervendo.
“Isto está estranho,” Hank balbuciou para si mesmo enquanto dava mais um passo para olhar mais de perto. Mas a voz o interrompeu.
“Não chegue mais perto. Tire seus sapatos. Você está em terra santa.”
De repente Hank soube quem estava falando. “Deus?”
Eu não estou inventando isso. Eu sei que você acha que estou. Sons malucos. Quase irreverentes. Deus falando de um carrinho de limpeza quente a um zelador chamado Hank? Isso seria acreditável se eu dissesse que Deus estava falando de uma sarça ardente a um pastor chamado Moisés?
Talvez com esta seja mais fácil de lidar – porque você já a ouviu antes. Mas só porque é Moisés e uma sarça ao invés de Hank e um carrinho de limpeza, não é menos espetacular.
Isso certamente impressionou Moisés. Nós queremos saber o que mais assombrou o velho amigo: Deus ter falado em uma sarça ou Deus ter falado.
Moisés, como Hank, cometeu um erro.
Você lembra sua história. Adotado pela nobreza. Um israelita criado em um palácio egípcio. Seus compatriotas eram escravos, mas Moisés era privilegiado. Comia à mesa real. Foi educado nas melhores escolas.
Mas a professora que mais o influenciou não tinha título. Ela era sua mãe. Uma judia que foi contratada para ser sua babá. “Moisés,” você quase pode ouvi-la sussurrar ao seu filho, “Deus o colocou aqui intencionalmente. Um dia você libertará o seu povo. Nunca se esqueça, Moisés. Nunca se esqueça.”
Moisés não se esqueceu. A chama da justiça ficou mais quente até explodir. Moisés viu um egípcio bater em um escravo hebreu. Assim como Hank matou o assaltante, Moisés matou o egípcio.
No dia seguinte Moisés viu o hebreu. Você acharia que o hebreu agradeceria. Ele não agradeceu. Ao invés de expressar gratidão, ele expressou raiva. “Você me matará também?” ele perguntou (veja Êxodo 2:14).
Moisés sabia que estava com problemas. Ele fugiu do Egito e se escondeu no deserto. Chame isso de mudança de carreira. Ele saiu de jantares com os cabeças do Estado e foi contar cabeças de ovelhas.
Dificilmente uma promoção.
E então aconteceu que um hebreu promissor e brilhante começou a pastorear ovelhas nas colinas. De faculdade com prestígio para remendo de algodão. Do Salão Oval para um táxi. De balançar um taco de golfe a cavar uma vala.
Moisés pensou que a mudança fosse permanente. Não há indicação de que ele alguma vez tivesse pretendido voltar ao Egito. Na verdade, há todas as indicações de que ele queria ficar com suas ovelhas. Descalço diante da sarça, ele confessou, “Quem sou eu, para que vá a Faraó e tire do Egito os filhos de Israel?” (Êxodo 3:11).
Fico feliz por Moisés ter feito essa pergunta. É uma boa pergunta. Por que Moisés? Ou, mais especificamente, por que Moisés com oitenta anos de idade?
A versão com quarenta anos de idade era mais atraente. O Moisés que vimos no Egito era impetuoso e confiante. Mas o Moisés que encontramos quatro décadas mais tarde é relutante e resistente.
Se você ou eu tivéssemos visto Moisés no Egito, nós teríamos dito, “Este homem está pronto para a batalha”. Educado nos melhores sistemas do mundo. Treinado pelos soldados mais habilidosos. Acesso instantâneo ao centro de influência do Faraó. Moisés falou sua língua e sabia de seus hábitos. Ele era o homem perfeito para o trabalho.
Nós gostamos de Moisés com quarenta anos. Mas Moisés com oitenta? De jeito nenhum. Velho demais. Cansado demais. Cheira como pastor. Fala como um estrangeiro. Que impacto teria no Faraó? Ele é o homem errado para o trabalho.
E Moisés teria concordado. “Tentei isso antes”, ele diria. “Aquelas pessoas não querem ser ajudadas. Só me deixe aqui para cuidar das minhas ovelhas. Com elas é mais fácil de lidar”.
Moisés não teria ido. Você não o teria enviado. Eu não o teria enviado.
Mas Deus enviou. Como você entende? Sentado aos quarenta e levantado aos oitenta? Por quê? O que é que ele sabe agora que não sabia naquela época? O que é que ele aprendeu no deserto que não tivesse aprendido no Egito?
Primeiro, os caminhos do deserto. O Moisés de quarenta anos era um garoto da cidade. O Moisés octogenário sabe o nome de todas as cobras e a localização de todos os poços. Se ele irá liderar milhares de hebreus no deserto, é melhor que ele saiba o básico sobre a vida no deserto pessoalmente.
Outro, como funcionam as famílias. Se ele irá viajar com famílias por quarenta anos, pode ser que entender como elas funcionam ajude. Ele se casa com uma mulher de fé, a filha de um pastor midianita e estabelece sua própria família.
Mas mais do que os caminhos do deserto e das pessoas, Moisés precisa aprender algo sobre si mesmo.
Aparentemente ele aprendeu. Deus diz que Moisés está pronto.
E para convencê-lo, Deus fala através de uma sarça. (Precisava fazer algo dramático para atrair a atenção de Moisés).
“Para fora da escola,” Deus fala para ele. “Agora é hora de trabalhar”. Pobre Moisés. Ele nem sabia no que estava matriculado.
Mas ele estava. E, adivinhe o quê? Você também está. A voz que sai da sarça é a voz que sussurra para você. Ela o lembra que Deus não terminou com você ainda. Ah, você pode achar que Ele terminou. Você pode achar que você já está cansado. Você pode achar que Ele tem outra pessoa para fazer o trabalho.
Se acha, pense novamente.
“Deus começou uma boa obra em vocês, e estou certo de que irá continuá-la até que esteja terminada quando Jesus Cristo voltar”.
Você viu o que Deus está fazendo? Uma boa obra em você.
Você viu quando Ele irá terminá-la? Quando Jesus voltar.
Posso deixar a mensagem clara? Deus ainda não terminou com você.
O seu Pai quer que você saiba isso. E para convencê-lo, Ele pode surpreendê-lo. Ele pode falar através de uma sarça, um carrinho de limpeza, ou mais estranho ainda, Ele pode falar através deste texto.
Fonte: http://www.irmaos.com/artigos/?id=1770
O corredor está silencioso a não ser pelas rodas do carrinho de limpeza e do arrastar dos pés de um senhor.
Ambos soam cansados. Ambos conhecem esses pisos. Por quantas noites Hank os limpou? Sempre cuidadoso para limpar os cantos. Sempre atento para colocar sua placa de aviso amarela de cuidado em pisos molhados. Sempre rindo quietinho como é de seu costume. “Tenham todos cuidado,” ele ri para si mesmo, sabendo que não há ninguém por perto.
Não às 3 horas da manhã.
A saúde de Hank não é mais como era antes. A inflamação o mantém acordado. A artrite o faz mancar. Seus óculos são tão grossos que os seus globos oculares parecem duas vezes maiores. Ombros curvados. Mas ele faz seu trabalho. Jogando água com sabão em tapete de borracha. Esfregando as marcas de sapato deixadas pelos ricos advogados. Ele terminará uma hora antes de ir embora. Sempre acaba cedo. Tem acabado cedo por vinte anos.
Quando acaba, ele guarda seu carrinho e senta do lado de fora do escritório do sócio sênior e espera. Nunca sai mais cedo. Poderia. Ninguém saberia. Mas ele não sai.
Ele quebrou as regras uma vez. Nunca as quebrou de novo.
Algumas vezes, se a porta estiver aberta, ele entra no escritório. Não por muito tempo. Só para olhar. A sala é maior que seu apartamento. Ele passa seu dedo na mesa. Ele mexe no sofá macio de couro. Ele fica perto da janela e olha o céu cinzento tornar-se dourado. E ele se lembra.
Uma vez ele teve um escritório como esse.
Antigamente quando Hank era Henry. Antigamente quando o zelador era um executivo. Há muito tempo atrás. Antes do turno da noite. Antes do carrinho de limpeza. Antes do uniforme de manutenção. Antes do escândalo.
Hank não pensa muito sobre isso agora. Não tem razão para isso. Teve problemas, foi demitido, e saiu. Só isso. Não são muitas pessoas que sabem sobre isso. Melhor assim. Não há necessidade de contar a elas.
É seu segredo.
A história do Hank, a propósito, é verdadeira. Troquei o nome e um detalhe ou dois. Dei a ele um emprego diferente e o coloquei em um século diferente. Mas a história é real. Você a ouviu. Você a conhece. Quando eu der o nome verdadeiro, você se lembrará.
Mas mais do que uma história real, é uma história comum. É uma história de um sonho descarrilhado. É uma história de muitas expectativas chocando com realidades ásperas.
Acontece com todos os sonhadores. E como todos sonhamos, acontece com todos nós.
No caso do Hank, foi um erro que ele nunca consegue esquecer. Um erro grave. Hank matou uma pessoa. Ele encontrou um rufião espancando um homem inocente, e Hank perdeu o controle. Ele matou o assaltante. Assim que começou, Hank agiu.
Hank preferiu esconder-se a ir para a cadeia. Então ele correu. O executivo tornou-se um fugitivo.
História real. História comum. A maioria das histórias não é tão extrema quanto a de Hank. São poucos os que passam suas vidas fugindo da lei. Muitos, entretanto, vivem com remorsos.
“Eu poderia ter ido pra faculdade com bolsa de estudo por jogar golfe,” um rapaz me disse na semana passada na quarta base. “Tive um oferta assim que saí da escola. Mas entrei para uma banda de rock and roll. Acabou que nunca fui. Agora estou preso consertando portas de garagem.”
“Agora estou preso”. Epitáfio de um sonho descarrilhado.
Pegue um anuário de um colégio e leia a frase “O que eu quero fazer” sob cada foto. Você ficará atordoado de respirar o ar rarefeito de visões de pico de montanha:
“Entrar para uma faculdade que tenha prestígio”.
“Escrever livros e morar na Suíça”.
“Médico em um país de Terceiro Mundo.”
“Ensinar crianças carentes”.
Mas, leve o anuário para um encontro depois de vinte anos e leia o capítulo seguinte. Alguns sonhos se tornaram realidade, mas muitos não. Não que todos devessem, você pensa. Espero que o garoto miúdo que sonhava em tornar-se um lutador de sumô tenha caído em si. E espero que ele não tenha perdido sua paixão neste processo. Mudar de direção na vida não é trágico. Perder a paixão na vida é. Alguma coisa acontece conosco ao longo do caminho. As convicções para mudar o mundo se reduzem aos compromissos para pagar as contas. Antes de fazer diferença, pensamos em um salário. Antes de olhar adiante, olhamos para trás. Antes de olhar para fora, olhamos para dentro.
E não gostamos do que vemos.
Hank não gostou. Hank viu um homem que tinha se contentado com a mediocridade. Treinado nas melhores instituições do mundo, mas trabalhando no turno da noite por um salário mínimo para que ele não fosse visto durante o dia.
Mas tudo isso mudou quando ele ouviu a voz do carrinho de limpeza. (Mencionei que a história dele é real?)
No começo ele achou que a voz fosse uma piada. Alguns dos colegas do terceiro andar fazem esse tipo de brincadeira.
“Henry, Henry,” a voz chamou.
Hank se virou. Ninguém mais o chamava de Henry.
“Henry, Henry.”
Ele se virou em direção ao balde. Ele estava brilhando. Vermelho brilhante. Vermelho quente. Ele podia sentir o calor a 3 metros de distância. Ele chegou mais perto e olhou para dentro. A água não estava fervendo.
“Isto está estranho,” Hank balbuciou para si mesmo enquanto dava mais um passo para olhar mais de perto. Mas a voz o interrompeu.
“Não chegue mais perto. Tire seus sapatos. Você está em terra santa.”
De repente Hank soube quem estava falando. “Deus?”
Eu não estou inventando isso. Eu sei que você acha que estou. Sons malucos. Quase irreverentes. Deus falando de um carrinho de limpeza quente a um zelador chamado Hank? Isso seria acreditável se eu dissesse que Deus estava falando de uma sarça ardente a um pastor chamado Moisés?
Talvez com esta seja mais fácil de lidar – porque você já a ouviu antes. Mas só porque é Moisés e uma sarça ao invés de Hank e um carrinho de limpeza, não é menos espetacular.
Isso certamente impressionou Moisés. Nós queremos saber o que mais assombrou o velho amigo: Deus ter falado em uma sarça ou Deus ter falado.
Moisés, como Hank, cometeu um erro.
Você lembra sua história. Adotado pela nobreza. Um israelita criado em um palácio egípcio. Seus compatriotas eram escravos, mas Moisés era privilegiado. Comia à mesa real. Foi educado nas melhores escolas.
Mas a professora que mais o influenciou não tinha título. Ela era sua mãe. Uma judia que foi contratada para ser sua babá. “Moisés,” você quase pode ouvi-la sussurrar ao seu filho, “Deus o colocou aqui intencionalmente. Um dia você libertará o seu povo. Nunca se esqueça, Moisés. Nunca se esqueça.”
Moisés não se esqueceu. A chama da justiça ficou mais quente até explodir. Moisés viu um egípcio bater em um escravo hebreu. Assim como Hank matou o assaltante, Moisés matou o egípcio.
No dia seguinte Moisés viu o hebreu. Você acharia que o hebreu agradeceria. Ele não agradeceu. Ao invés de expressar gratidão, ele expressou raiva. “Você me matará também?” ele perguntou (veja Êxodo 2:14).
Moisés sabia que estava com problemas. Ele fugiu do Egito e se escondeu no deserto. Chame isso de mudança de carreira. Ele saiu de jantares com os cabeças do Estado e foi contar cabeças de ovelhas.
Dificilmente uma promoção.
E então aconteceu que um hebreu promissor e brilhante começou a pastorear ovelhas nas colinas. De faculdade com prestígio para remendo de algodão. Do Salão Oval para um táxi. De balançar um taco de golfe a cavar uma vala.
Moisés pensou que a mudança fosse permanente. Não há indicação de que ele alguma vez tivesse pretendido voltar ao Egito. Na verdade, há todas as indicações de que ele queria ficar com suas ovelhas. Descalço diante da sarça, ele confessou, “Quem sou eu, para que vá a Faraó e tire do Egito os filhos de Israel?” (Êxodo 3:11).
Fico feliz por Moisés ter feito essa pergunta. É uma boa pergunta. Por que Moisés? Ou, mais especificamente, por que Moisés com oitenta anos de idade?
A versão com quarenta anos de idade era mais atraente. O Moisés que vimos no Egito era impetuoso e confiante. Mas o Moisés que encontramos quatro décadas mais tarde é relutante e resistente.
Se você ou eu tivéssemos visto Moisés no Egito, nós teríamos dito, “Este homem está pronto para a batalha”. Educado nos melhores sistemas do mundo. Treinado pelos soldados mais habilidosos. Acesso instantâneo ao centro de influência do Faraó. Moisés falou sua língua e sabia de seus hábitos. Ele era o homem perfeito para o trabalho.
Nós gostamos de Moisés com quarenta anos. Mas Moisés com oitenta? De jeito nenhum. Velho demais. Cansado demais. Cheira como pastor. Fala como um estrangeiro. Que impacto teria no Faraó? Ele é o homem errado para o trabalho.
E Moisés teria concordado. “Tentei isso antes”, ele diria. “Aquelas pessoas não querem ser ajudadas. Só me deixe aqui para cuidar das minhas ovelhas. Com elas é mais fácil de lidar”.
Moisés não teria ido. Você não o teria enviado. Eu não o teria enviado.
Mas Deus enviou. Como você entende? Sentado aos quarenta e levantado aos oitenta? Por quê? O que é que ele sabe agora que não sabia naquela época? O que é que ele aprendeu no deserto que não tivesse aprendido no Egito?
Primeiro, os caminhos do deserto. O Moisés de quarenta anos era um garoto da cidade. O Moisés octogenário sabe o nome de todas as cobras e a localização de todos os poços. Se ele irá liderar milhares de hebreus no deserto, é melhor que ele saiba o básico sobre a vida no deserto pessoalmente.
Outro, como funcionam as famílias. Se ele irá viajar com famílias por quarenta anos, pode ser que entender como elas funcionam ajude. Ele se casa com uma mulher de fé, a filha de um pastor midianita e estabelece sua própria família.
Mas mais do que os caminhos do deserto e das pessoas, Moisés precisa aprender algo sobre si mesmo.
Aparentemente ele aprendeu. Deus diz que Moisés está pronto.
E para convencê-lo, Deus fala através de uma sarça. (Precisava fazer algo dramático para atrair a atenção de Moisés).
“Para fora da escola,” Deus fala para ele. “Agora é hora de trabalhar”. Pobre Moisés. Ele nem sabia no que estava matriculado.
Mas ele estava. E, adivinhe o quê? Você também está. A voz que sai da sarça é a voz que sussurra para você. Ela o lembra que Deus não terminou com você ainda. Ah, você pode achar que Ele terminou. Você pode achar que você já está cansado. Você pode achar que Ele tem outra pessoa para fazer o trabalho.
Se acha, pense novamente.
“Deus começou uma boa obra em vocês, e estou certo de que irá continuá-la até que esteja terminada quando Jesus Cristo voltar”.
Você viu o que Deus está fazendo? Uma boa obra em você.
Você viu quando Ele irá terminá-la? Quando Jesus voltar.
Posso deixar a mensagem clara? Deus ainda não terminou com você.
O seu Pai quer que você saiba isso. E para convencê-lo, Ele pode surpreendê-lo. Ele pode falar através de uma sarça, um carrinho de limpeza, ou mais estranho ainda, Ele pode falar através deste texto.
Fonte: http://www.irmaos.com/artigos/?id=1770
O justo viverá da fé
Romanos 1:17
por Max Lucado
Havia quatro filhos que moravam em um castelo com seu pai. O mais velho era obediente, mas os três mais novos eram negligentes. O pai os advertiu quanto ao rio, mas eles não deram atenção. Ele disse para que ficassem fora de suas águas turbulentas, mas eles não obedeceram. Ele implorou para que eles ficassem longe para não serem levados rio abaixo, mas a tentação era muito forte.
A cada dia eles se aventuravam mais e mais perto do rio até que um deles ousou alcançá-lo e sentir a água. “Segure minha mão para eu não cair”, e os irmãos seguraram, mas quando ele encostou na água, a corrente atirou ele e os outros dois na correnteza e os levou rio abaixo.
Eles rolaram sobre pedras, eles gritaram através dos canais, eles foram levados pelas ondas. Seus gritos por socorro se perderam no barulho do rio. Eles lutaram para ter equilíbrio mas eram impotentes diante da correnteza. Depois de horas de resistência, eles perderam a esperança de escaparem e renderam-se a serem levados a qualquer lugar que o rio conduzisse. Finalmente a água os deixou em uma terra estranha, em um país distante, em um lugar ermo.
Pessoas selvagens habitavam na terra. Lá não era seguro como suas casas.
Ventos gelados esfriavam a terra. Lá não era quente como suas casas.
Montanhas rudes demarcavam a terra. Lá não era convidativo como suas casas. Apesar de eles não saberem onde estavam, de um fato eles tinham certeza: eles não foram feitos para este lugar.
Por um longo tempo os filhos ficaram deitados à margem do rio, atônitos com suas caídas, sem saberem para onde virar. Depois de algum tempo, eles reuniram forças e entraram novamente nas águas, esperando andar rio acima. A correnteza era muito forte. Eles se aventuraram a andar na beira do rio; o terreno era muito íngreme. Eles pensaram em escalar as montanhas, mas os picos eram muito altos. Além disso, eles não sabiam o caminho.
Finalmente, eles fizeram uma fogueira e sentaram. “Cometemos um erro”, eles admitiram, “e estamos muito longe de casa”, disseram.
Com o passar do tempo, os filhos aprenderam a sobreviver na terra estranha. Encontraram nozes para terem comida e mataram animais para terem peles. Eles decidiram não se esquecerem de sua pátria nem de abandonarem a esperança do retorno. Todos os dias eles definiam as tarefas para encontrar comida e construir abrigo. Todas as noites eles faziam uma fogueira e contavam histórias de seu pai e de seu irmão mais velho e almejavam vê-los novamente.
Então, certa noite, um dos irmãos não foi à fogueira. Seus irmãos o encontraram na manhã seguinte nas montanhas com os selvagens. Ele estava construindo uma cabana de grama e barro. “Fiquei cansado de nossas conversas”, ele disse. “Que bem faz relembrar? Além disso, esta terra não é tão má. Vou construir uma grande casa e vou estabelecer-me aqui”.
“Mas aqui não é nossa casa”, eles replicaram.
“Não, mas ela é se você não pensar na nossa verdadeira casa”.
“Mas e quanto ao Pai?”
“O que quanto a ele? Ele não está aqui. Ele não está perto. Eu vou ficar eternamente esperando sua chegada? Estou fazendo novos amigos, estou aprendendo novos caminhos. Se ele vier, ele vem, mas não estou prendendo minha respiração”.
E então os dois irmãos deixaram o irmão construtor de cabana e foram embora. Eles continuavam encontrando-se ao redor da fogueira para falar de casa e sonhar com o retorno.
Mas certa noite, um irmão não foi à reunião. Na manhã seguinte seu irmão encontrou o irmão desaparecido próximo ao rio empilhando pedras na água.
“É inútil”, ele explicou enquanto trabalhava. “O pai não virá. Eu preciso ir até ele. Eu o ofendi. Eu o insultei. Eu o desapontei. Fui eu que toquei primeiro na água. Fui eu que causei sua queda e a queda do nosso irmão. Há apenas uma opção. Vou construir um caminho através do rio e ir até a presença de nosso pai. Vou empilhar pedra por pedra até conseguir viajar rio acima até o lugar onde caímos. Quando ele vir o quão duro eu trabalhei e quão diligente eu tenho sido, ele não terá escolha mas abrir a porta e me deixar entrar em sua casa”.
O último irmão não sabia o que dizer.
Sozinho, ele voltou para a fogueira.
Certa noite, quando o irmão remanescente sentou-se perto da fogueira, ele ouviu uma voz familiar falar saindo das sombras.
“O pai me enviou para trazê-lo para casa”.
Ele levantou sua cabeça para ver os olhos de seu irmão mais velho. Por um longo tempo os dois se abraçaram.
“E seus irmãos?”, o mais velho finalmente perguntou.
“Um deles fez uma casa aqui. O outro está construindo um caminho para nosso pai”.
E então o primogênito partiu para encontrar seus irmãos. Ele encontrou um deles em uma cabana de palha em uma ladeira.
“Vá embora, forasteiro!”, o irmão gritou através da janela. “Você não é bem-vindo aqui!”
“Eu vim para levá-lo para casa”.
“Não veio. Você veio para pegar minha mansão”.
“Isto não é nenhuma mansão”, o filho mais velho contrariou. “Isto é uma cabana”.
“Isto é uma mansão! A melhor da planície. Eu a construí com minhas próprias mãos. Agora, vá embora, você não pode ficar com minha mansão”.
“Você não se lembra da casa de seu pai?”
“Eu não tenho pai”.
“Você nasceu em um castelo em uma terra distante onde o ar é quente e as frutas são abundantes. Você desobedeceu seu pai e acabou nesta terra estranha. Eu vim para levá-lo para casa”.
O irmão olhou através da janela para o Primogênito como se estivesse vendo um rosto que ele viu em um sonho. Mas a pausa foi breve, repentinamente os selvagens que estavam dentro da casa também foram para a janela.
“Vá embora, intruso!” eles ordenaram. “Esta não é sua casa”.
“Vocês estão certos,” respondeu o primogênito. “E nem é dele”.
Os olhos dos dois irmãos encontraram-se novamente e mais uma vez o irmão sentiu um aperto em seu coração, mas os selvagens tinham ganhado sua confiança. “Ele só quer sua mansão,” eles gritavam. “Mande-o embora!”
E assim ele fez.
O primogênito procurou o outro irmão. Ele o encontrou ajoelhado no rio, empilhando pedras. Ele lutava para manter seu equilíbrio contra a corrente.
“O pai me enviou para levá-lo para casa”.
O irmão não olhava para cima. “Não posso falar agora, meu amigo. Tenho que trabalhar”.
“O pai sabe que vocês caíram. Mas ele irá perdoá-los...”
“Pode ser”, o irmão interrompeu, “mas primeiro preciso chegar ao castelo. Preciso construir um caminho rio acima. Então pedirei sua misericórdia”.
“Ele já deu sua misericórdia. Eu o levarei rio acima. O rio é muito comprido. A água é muito rápida para suas pernas. A tarefa é muito grande para suas mãos. Ele me enviou. Eu sou mais forte”.
Pela primeira vez o irmão olhou para cima. “Como você ousa falar com tanta irreverência! O meu pai não irá simplesmente perdoar. Eu pequei. Eu pequei demasiadamente! Ele me disse para evitar o rio e eu desobedeci. Não só isso, eu puxei meus irmãos para a água comigo. Eu sou um grande pecador. Eu preciso de muito trabalho”.
“Não, meu irmão, você não precisa de muito trabalho. Você precisa de muita graça. A distância entre você e a casa de nosso pai é muito grande. Você não tem força nem pedras suficientes para construir o caminho. Este é o motivo do Pai ter me enviado. Eu o levarei para casa”.
“Você está dizendo que eu não consigo fazer isso? Você está dizendo que eu não sou forte o bastante? Olhe para o meu trabalho. Olhe para as minhas pedras. Até agora eu já viajei cinco passos!”
“Mas ainda faltam milhões para chegar!”
O irmão mais novo olhou para o Primogênito com raiva: “Eu sei quem você é. Você é a voz do mal. Você está tentando me seduzir para parar o meu trabalho santo. Afaste-se de mim, sua serpente!” Com a pedra que estava pronta para ser colocada no rio, ele atacou o Primogênito.
“Herege!” gritou o construtor do caminho. “Saia desta terra. Você não pode me deter! Eu construirei este caminho e ficarei diante de meu pai e ele terá que me perdoar. Eu ganharei seu favor. Eu merecerei sua misericórdia”.
O Primogênito balançou sua cabeça. “Favor ganho não é favor. Misericórdia merecida não é misericórdia. Você trata seu pai como uma prostituta tentando comprar seu amor”.
Desta vez a pedra acertou a mira. “Saia de perto de mim, forasteiro”, o irmão gritou.
O Primogênito tirou o sangue de sua testa. “Eu suplico, deixe-me levá-lo rio acima”.
A resposta foi outra pedra. Então o Primogênito virou e saiu.
O irmão mais novo estava esperando quando o Primogênito voltou.
“Os outros dois não vieram?”
“Não, um deles escolheu o prazer e o outro escolheu a culpa. Nenhum deles escolheu o pai”.
“Então eles vão ficar?”
O irmão mais velho abaixou a cabeça lentamente. “Pelo menos por enquanto”.
“E nós vamos voltar para o nosso pai?” perguntou o irmão.
“Sim”.
“Ele irá me perdoar?”
“Ele teria me enviado se no fosse perdoá-lo?”
E então o irmão mais novo subiu nas costas do Primogênito e começou a jornada para casa.
Fonte: http://www.irmaos.com/artigos/?coluna=maxlucado
por Max Lucado
Havia quatro filhos que moravam em um castelo com seu pai. O mais velho era obediente, mas os três mais novos eram negligentes. O pai os advertiu quanto ao rio, mas eles não deram atenção. Ele disse para que ficassem fora de suas águas turbulentas, mas eles não obedeceram. Ele implorou para que eles ficassem longe para não serem levados rio abaixo, mas a tentação era muito forte.
A cada dia eles se aventuravam mais e mais perto do rio até que um deles ousou alcançá-lo e sentir a água. “Segure minha mão para eu não cair”, e os irmãos seguraram, mas quando ele encostou na água, a corrente atirou ele e os outros dois na correnteza e os levou rio abaixo.
Eles rolaram sobre pedras, eles gritaram através dos canais, eles foram levados pelas ondas. Seus gritos por socorro se perderam no barulho do rio. Eles lutaram para ter equilíbrio mas eram impotentes diante da correnteza. Depois de horas de resistência, eles perderam a esperança de escaparem e renderam-se a serem levados a qualquer lugar que o rio conduzisse. Finalmente a água os deixou em uma terra estranha, em um país distante, em um lugar ermo.
Pessoas selvagens habitavam na terra. Lá não era seguro como suas casas.
Ventos gelados esfriavam a terra. Lá não era quente como suas casas.
Montanhas rudes demarcavam a terra. Lá não era convidativo como suas casas. Apesar de eles não saberem onde estavam, de um fato eles tinham certeza: eles não foram feitos para este lugar.
Por um longo tempo os filhos ficaram deitados à margem do rio, atônitos com suas caídas, sem saberem para onde virar. Depois de algum tempo, eles reuniram forças e entraram novamente nas águas, esperando andar rio acima. A correnteza era muito forte. Eles se aventuraram a andar na beira do rio; o terreno era muito íngreme. Eles pensaram em escalar as montanhas, mas os picos eram muito altos. Além disso, eles não sabiam o caminho.
Finalmente, eles fizeram uma fogueira e sentaram. “Cometemos um erro”, eles admitiram, “e estamos muito longe de casa”, disseram.
Com o passar do tempo, os filhos aprenderam a sobreviver na terra estranha. Encontraram nozes para terem comida e mataram animais para terem peles. Eles decidiram não se esquecerem de sua pátria nem de abandonarem a esperança do retorno. Todos os dias eles definiam as tarefas para encontrar comida e construir abrigo. Todas as noites eles faziam uma fogueira e contavam histórias de seu pai e de seu irmão mais velho e almejavam vê-los novamente.
Então, certa noite, um dos irmãos não foi à fogueira. Seus irmãos o encontraram na manhã seguinte nas montanhas com os selvagens. Ele estava construindo uma cabana de grama e barro. “Fiquei cansado de nossas conversas”, ele disse. “Que bem faz relembrar? Além disso, esta terra não é tão má. Vou construir uma grande casa e vou estabelecer-me aqui”.
“Mas aqui não é nossa casa”, eles replicaram.
“Não, mas ela é se você não pensar na nossa verdadeira casa”.
“Mas e quanto ao Pai?”
“O que quanto a ele? Ele não está aqui. Ele não está perto. Eu vou ficar eternamente esperando sua chegada? Estou fazendo novos amigos, estou aprendendo novos caminhos. Se ele vier, ele vem, mas não estou prendendo minha respiração”.
E então os dois irmãos deixaram o irmão construtor de cabana e foram embora. Eles continuavam encontrando-se ao redor da fogueira para falar de casa e sonhar com o retorno.
Mas certa noite, um irmão não foi à reunião. Na manhã seguinte seu irmão encontrou o irmão desaparecido próximo ao rio empilhando pedras na água.
“É inútil”, ele explicou enquanto trabalhava. “O pai não virá. Eu preciso ir até ele. Eu o ofendi. Eu o insultei. Eu o desapontei. Fui eu que toquei primeiro na água. Fui eu que causei sua queda e a queda do nosso irmão. Há apenas uma opção. Vou construir um caminho através do rio e ir até a presença de nosso pai. Vou empilhar pedra por pedra até conseguir viajar rio acima até o lugar onde caímos. Quando ele vir o quão duro eu trabalhei e quão diligente eu tenho sido, ele não terá escolha mas abrir a porta e me deixar entrar em sua casa”.
O último irmão não sabia o que dizer.
Sozinho, ele voltou para a fogueira.
Certa noite, quando o irmão remanescente sentou-se perto da fogueira, ele ouviu uma voz familiar falar saindo das sombras.
“O pai me enviou para trazê-lo para casa”.
Ele levantou sua cabeça para ver os olhos de seu irmão mais velho. Por um longo tempo os dois se abraçaram.
“E seus irmãos?”, o mais velho finalmente perguntou.
“Um deles fez uma casa aqui. O outro está construindo um caminho para nosso pai”.
E então o primogênito partiu para encontrar seus irmãos. Ele encontrou um deles em uma cabana de palha em uma ladeira.
“Vá embora, forasteiro!”, o irmão gritou através da janela. “Você não é bem-vindo aqui!”
“Eu vim para levá-lo para casa”.
“Não veio. Você veio para pegar minha mansão”.
“Isto não é nenhuma mansão”, o filho mais velho contrariou. “Isto é uma cabana”.
“Isto é uma mansão! A melhor da planície. Eu a construí com minhas próprias mãos. Agora, vá embora, você não pode ficar com minha mansão”.
“Você não se lembra da casa de seu pai?”
“Eu não tenho pai”.
“Você nasceu em um castelo em uma terra distante onde o ar é quente e as frutas são abundantes. Você desobedeceu seu pai e acabou nesta terra estranha. Eu vim para levá-lo para casa”.
O irmão olhou através da janela para o Primogênito como se estivesse vendo um rosto que ele viu em um sonho. Mas a pausa foi breve, repentinamente os selvagens que estavam dentro da casa também foram para a janela.
“Vá embora, intruso!” eles ordenaram. “Esta não é sua casa”.
“Vocês estão certos,” respondeu o primogênito. “E nem é dele”.
Os olhos dos dois irmãos encontraram-se novamente e mais uma vez o irmão sentiu um aperto em seu coração, mas os selvagens tinham ganhado sua confiança. “Ele só quer sua mansão,” eles gritavam. “Mande-o embora!”
E assim ele fez.
O primogênito procurou o outro irmão. Ele o encontrou ajoelhado no rio, empilhando pedras. Ele lutava para manter seu equilíbrio contra a corrente.
“O pai me enviou para levá-lo para casa”.
O irmão não olhava para cima. “Não posso falar agora, meu amigo. Tenho que trabalhar”.
“O pai sabe que vocês caíram. Mas ele irá perdoá-los...”
“Pode ser”, o irmão interrompeu, “mas primeiro preciso chegar ao castelo. Preciso construir um caminho rio acima. Então pedirei sua misericórdia”.
“Ele já deu sua misericórdia. Eu o levarei rio acima. O rio é muito comprido. A água é muito rápida para suas pernas. A tarefa é muito grande para suas mãos. Ele me enviou. Eu sou mais forte”.
Pela primeira vez o irmão olhou para cima. “Como você ousa falar com tanta irreverência! O meu pai não irá simplesmente perdoar. Eu pequei. Eu pequei demasiadamente! Ele me disse para evitar o rio e eu desobedeci. Não só isso, eu puxei meus irmãos para a água comigo. Eu sou um grande pecador. Eu preciso de muito trabalho”.
“Não, meu irmão, você não precisa de muito trabalho. Você precisa de muita graça. A distância entre você e a casa de nosso pai é muito grande. Você não tem força nem pedras suficientes para construir o caminho. Este é o motivo do Pai ter me enviado. Eu o levarei para casa”.
“Você está dizendo que eu não consigo fazer isso? Você está dizendo que eu não sou forte o bastante? Olhe para o meu trabalho. Olhe para as minhas pedras. Até agora eu já viajei cinco passos!”
“Mas ainda faltam milhões para chegar!”
O irmão mais novo olhou para o Primogênito com raiva: “Eu sei quem você é. Você é a voz do mal. Você está tentando me seduzir para parar o meu trabalho santo. Afaste-se de mim, sua serpente!” Com a pedra que estava pronta para ser colocada no rio, ele atacou o Primogênito.
“Herege!” gritou o construtor do caminho. “Saia desta terra. Você não pode me deter! Eu construirei este caminho e ficarei diante de meu pai e ele terá que me perdoar. Eu ganharei seu favor. Eu merecerei sua misericórdia”.
O Primogênito balançou sua cabeça. “Favor ganho não é favor. Misericórdia merecida não é misericórdia. Você trata seu pai como uma prostituta tentando comprar seu amor”.
Desta vez a pedra acertou a mira. “Saia de perto de mim, forasteiro”, o irmão gritou.
O Primogênito tirou o sangue de sua testa. “Eu suplico, deixe-me levá-lo rio acima”.
A resposta foi outra pedra. Então o Primogênito virou e saiu.
O irmão mais novo estava esperando quando o Primogênito voltou.
“Os outros dois não vieram?”
“Não, um deles escolheu o prazer e o outro escolheu a culpa. Nenhum deles escolheu o pai”.
“Então eles vão ficar?”
O irmão mais velho abaixou a cabeça lentamente. “Pelo menos por enquanto”.
“E nós vamos voltar para o nosso pai?” perguntou o irmão.
“Sim”.
“Ele irá me perdoar?”
“Ele teria me enviado se no fosse perdoá-lo?”
E então o irmão mais novo subiu nas costas do Primogênito e começou a jornada para casa.
Fonte: http://www.irmaos.com/artigos/?coluna=maxlucado
quinta-feira, 15 de maio de 2008
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Estão pregando um “JESUS” que o próprio Jesus não conhece!
Todos os dias encontro pessoas que vivem como bem entendem, mas desejam assim mesmo as bênçãos do Evangelho.
O ardil é simples:
A pessoa não lê a Palavra [exceto em reuniões públicas e a fim de basear o discurso de algum pregador], não conhece Jesus [exceto como nome poderoso nas bocas dos faladores de Deus], não ora [exceto dando gritos de apoio às orações coletivas], não pratica a Palavra [exceto a palavra do profeta do grupo, ou do bispo ou autoridade religiosa da prosperidade ou da maldição], não se compromete com o Evangelho [exceto como dízimo e dinheiro no “Banco de Deus”: a “igreja”]; e, de Jesus, nada sabe; pois, de fato, nada Dele experimenta [exceto como medo].
Entretanto, a pessoa fica pensando que o Evangelho que ela nem sabe o que é haverá de abençoá-la em razão de que ela está sempre no “endereço de Deus”: o templo da “igreja”.
Assim, vivem como pagãos em nome “de um certo Jesus” que não é Jesus conforme o Evangelho; e, mesmo assim, seguem “um evangelho” que não é Evangelho, para, então, depois de um tempo, acharem que o Evangelho não tem poder, posto que acham que já o provaram e de nada adiantou; sem saberem que de fato deram suas vidas a uma miragem, a um estelionato, a uma fantasia de “Deus”.
Milhões pronunciam o nome de Jesus, mas poucos o conhecem numa relação pessoal!
Na realidade o que vejo são pessoas estudando teologia sem conhecerem a Deus; entregando-se ao ministério sem experiência do amor de Deus em si mesmas; brigando pela “igreja” [como grupo de afinidades] sem amarem o Corpo de Cristo em seu real significado; pregando “a mensagem da visão da igreja” julgando que tem algo a ver com a Palavra de Jesus [apenas porque o nome “Jesus” recheia os discursos].
E mais: os que aparentemente sabem o que é o Evangelho e quais são as suas implicações, ou não querem as implicações para as suas vidas pessoais, ou, em outras ocasiões, não querem a sua pratica em razão de que ela acabaria com o “poder” de bruxos que exercem sobre o povo.
Assim, vão se enganando enquanto enganam!
O final é trágico: vivem sem Deus e ensinam as pessoas a viverem na mesma aridez sem Deus na vida!
O amor à Bíblia como livro mágico acabou com o amor à Palavra como espírito e vida!
Não se lê mais a Palavra. As pessoas levam a Bíblia aos “cultos” apenas para figurar na coreografia e na cenografia da reunião — nada mais!
Oração em casa, sozinho, com a porta fechada, e como algo do amor e da intimidade com Deus, quase mais ninguém pratica!
Ora, enquanto as pessoas não voltarem a ler a Palavra, especialmente o Novo Testamento, jamais crescerão em entendimento e jamais provarão o beneficio do Evangelho como Boa Nova em suas vidas.
Há até os que depois de um tempo julgam que o Evangelho é fracassado em razão da “igreja” estar fracassada.
Para tais pessoas a “igreja” não é apenas a “representante de Deus”, mas, também, é o próprio Evangelho!
Que tragédia: um Deus que se faz representar pelo coletivo da doença do “Cristianismo” e que tem “igreja” a encarnação de um evangelho que é a própria negação do ensino de Jesus!
O que esperar como bem para tal povo?
Ora, se não tiverem o entendimento aberto, o que lhes aguarda é apenas frustração, tristeza e profundo cinismo.
Quem puder entender o que aqui digo, faço-o para o seu próprio bem!
Nele, que não é quem dizem que Ele é,
Caio
09/05/08
Lago Norte
Brasília
DF
www.caiofabio.com
www.caiofabio.com.br
O ardil é simples:
A pessoa não lê a Palavra [exceto em reuniões públicas e a fim de basear o discurso de algum pregador], não conhece Jesus [exceto como nome poderoso nas bocas dos faladores de Deus], não ora [exceto dando gritos de apoio às orações coletivas], não pratica a Palavra [exceto a palavra do profeta do grupo, ou do bispo ou autoridade religiosa da prosperidade ou da maldição], não se compromete com o Evangelho [exceto como dízimo e dinheiro no “Banco de Deus”: a “igreja”]; e, de Jesus, nada sabe; pois, de fato, nada Dele experimenta [exceto como medo].
Entretanto, a pessoa fica pensando que o Evangelho que ela nem sabe o que é haverá de abençoá-la em razão de que ela está sempre no “endereço de Deus”: o templo da “igreja”.
Assim, vivem como pagãos em nome “de um certo Jesus” que não é Jesus conforme o Evangelho; e, mesmo assim, seguem “um evangelho” que não é Evangelho, para, então, depois de um tempo, acharem que o Evangelho não tem poder, posto que acham que já o provaram e de nada adiantou; sem saberem que de fato deram suas vidas a uma miragem, a um estelionato, a uma fantasia de “Deus”.
Milhões pronunciam o nome de Jesus, mas poucos o conhecem numa relação pessoal!
Na realidade o que vejo são pessoas estudando teologia sem conhecerem a Deus; entregando-se ao ministério sem experiência do amor de Deus em si mesmas; brigando pela “igreja” [como grupo de afinidades] sem amarem o Corpo de Cristo em seu real significado; pregando “a mensagem da visão da igreja” julgando que tem algo a ver com a Palavra de Jesus [apenas porque o nome “Jesus” recheia os discursos].
E mais: os que aparentemente sabem o que é o Evangelho e quais são as suas implicações, ou não querem as implicações para as suas vidas pessoais, ou, em outras ocasiões, não querem a sua pratica em razão de que ela acabaria com o “poder” de bruxos que exercem sobre o povo.
Assim, vão se enganando enquanto enganam!
O final é trágico: vivem sem Deus e ensinam as pessoas a viverem na mesma aridez sem Deus na vida!
O amor à Bíblia como livro mágico acabou com o amor à Palavra como espírito e vida!
Não se lê mais a Palavra. As pessoas levam a Bíblia aos “cultos” apenas para figurar na coreografia e na cenografia da reunião — nada mais!
Oração em casa, sozinho, com a porta fechada, e como algo do amor e da intimidade com Deus, quase mais ninguém pratica!
Ora, enquanto as pessoas não voltarem a ler a Palavra, especialmente o Novo Testamento, jamais crescerão em entendimento e jamais provarão o beneficio do Evangelho como Boa Nova em suas vidas.
Há até os que depois de um tempo julgam que o Evangelho é fracassado em razão da “igreja” estar fracassada.
Para tais pessoas a “igreja” não é apenas a “representante de Deus”, mas, também, é o próprio Evangelho!
Que tragédia: um Deus que se faz representar pelo coletivo da doença do “Cristianismo” e que tem “igreja” a encarnação de um evangelho que é a própria negação do ensino de Jesus!
O que esperar como bem para tal povo?
Ora, se não tiverem o entendimento aberto, o que lhes aguarda é apenas frustração, tristeza e profundo cinismo.
Quem puder entender o que aqui digo, faço-o para o seu próprio bem!
Nele, que não é quem dizem que Ele é,
Caio
09/05/08
Lago Norte
Brasília
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quinta-feira, 8 de maio de 2008
Salvação
A Bíblia é bem clara sobre a necessidade de uma pessoa nascer de novo para receber a vida eterna. Jesus cunhou esse termo em João 3:3-7, quando disse ao líder religioso Nicodemos: "Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus." Como essa necessidade é tão importante, Satanás a tem atacado com todo o seu poder nos últimos dois mil anos, fazendo a maioria das igrejas cristãs deixar de ensinar essa doutrina, apesar de que ninguém pode ser salvo sem passar por essa maravilhosa conversão espiritual. No entanto, a arma mais eficiente de Satanás contra a doutrina do Novo Nascimento sempre foi a confusão.
Felizmente, Jesus tornou esse processo de transformação bem simples, tão simples que todas as pessoas, independente de seu grau de instrução ou de inteligência, podem compreender. Existem vários passos para nascer de novo e eles estão relacionados a seguir:
1. Compreenda que TODOS os homens nascem pecadores. Romanos 3:23, diz "Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus." Essa mensagem que todos os homens são pecadores é amplamente repetida nas Escrituras, tanto no Velho quanto no Novo Testamento. Isso significa que você é um pecador diante dos olhos de um Deus que é santo e que precisa punir todo o pecado. Você reconhece que é um pecador?
2. Como todo homem é um pecador imperfeito, e Deus é um Deus perfeito, nenhum homem pode salvar a si mesmo. Jesus deixou esse fato bem claro em Mateus 5:48, quando disse, "Portanto, sede vós perfeitos, como perfeito é o vosso Pai celeste." Se todos precisamos ser perfeitos aos olhos de Deus, como alguém poderá ir ao céu, especialmente se a Bíblia declara diversas vezes que TODOS são pecadores? Obviamente, ninguém irá ao céu assim, tentando ser bom para merecê-lo. Como a Bíblia diz que milhões de pessoas estarão no céu, deve haver um outro modo de chegar lá, além de tentar ser bom o suficiente.
Você precisa estar arrependido dos seus pecados e querer obter o perdão. Isso se chama Arrependimento. A palavra arrependimento significa que você se arrepende dos pecados passados e que não quer pecar mais. Arrependimento significa o desejo de dar uma volta de 180 graus em sua vida. Não significa que você nunca mais pecará, mas significa que o pecado será uma exceção na sua vida, não a regra. Não se preocupe - o Espírito Santo de Deus lhe dará o poder espiritual para se transformar nesse tipo de pessoa.
3. Jesus Cristo, oferecendo seu sangue derramado no Calvário, morreu como um sacrifício substituto pelos seus pecados, e agora está oferecendo vida eterna no céu para você como um Dom Gratuito!! Parece bom demais para ser verdade? Em Romanos 6:23, temos: "Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor." A vida eterna é um dom, um dom gratuito, de Deus por meio do sacrifício de Jesus na cruz. Você não pode comprar a vida eterna, e com certeza não a merece, mas ela é oferecida como um DOM GRATUITO.
4. Em Efésios 2:8-9, o Apóstolo Paulo reitera esse ensino que a vida eterna com Deus é um dom gratuito. "Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie." Nenhum homem poderá estar diante de Deus na eternidade, e se gloriar que "comprou" sua entrada no céu. Ao contrário, todas as pessoas no céu estarão ali somente por causa do Dom GRATUITO de Deus, que Jesus obteve com sua morte em nosso lugar na cruz. Em vez de punir os pecados individuais de cada pessoa, Deus acumulou esses pecados sobre Jesus quando ele estava na cruz. [Isaías 53:2-12]
Agora, você provavelmente está pensando, 'Como posso receber esse dom gratuito da vida eterna?' Em Atos 16:25-33, o carcereiro perguntou a Paulo, "O que devo fazer para que seja salvo?" Paulo respondeu: "Crê no Senhor Jesus Cristo, e serás salvo, tu e tua casa." Você precisa CRER em Jesus Cristo como seus Senhor e Salvador pessoal. Para crer realmente, você precisa colocar toda sua fé e confiança em Cristo e depender somente dele como sua única esperança de salvação e de vida eterna. Essa é uma questão de crer no coração e você não pode fingir e enganar a Deus, pois ele sabe tudo a seu respeito. Muitas pessoas erroneamente pensam que aceitando os fatos acerca da morte, sepultamento e ressurreição de Jesus Cristo, automaticamente receberão o dom da vida eterna. No entanto, esse não é o caso. Normalmente, os pregadores chamam isso de "conhecimento mental, mas sem aceitação no coração". A salvação é dada gratuitamente, mas somente para aqueles que creram genuinamente.
5. Em João 1:1,14, vemos que Jesus Cristo é Deus, igual com Deus, presente com Deus antes do início dos tempos, e o verdadeiro criador do Universo e de tudo o que nele há. Jesus fez repetidamente essa afirmação durante seu ministério. Ele é 100% Deus e 100% humano ao mesmo tempo, e é essa a razão pela qual ele usou ambos os títulos durante seu ministério, Filho de Deus e Filho do homem. Para nascer de novo, você precisa crer nessa doutrina acerca de Jesus Cristo.
O verso 14 é o mais importante, o ensino que o Filho de Deus, Jesus Cristo, tornou-se homem. Esse ensino torna-se um ponto de separação entre os seguidores de Cristo e do Anticristo. Em 1 João 4:1-3, vemos que se alguém nega que Jesus veio em carne tem o espírito do Anticristo. Logicamente, isso era exatamente o que os gnósticos daquele tempo estavam dizendo, isto é, que o Jesus humano não era o Deus Messias vindo em carne; em vez disso, a 'Consciência do Cristo' a Consciência do Messias veio sobre Jesus por ocasião do seu batismo e o deixou quando ele estava na cruz. Eles não criam que Jesus fosse Deus e homem. O Movimento de Nova Era e a Maçonaria ressuscitaram essa blasfêmia.
6. Isaías 53:6 prediz exatamente o que Jesus Cristo fez por nós na cruz; "O SENHOR fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos." Glória a Deus!! Somente a sabedoria, a graça e o poder do Deus Todo Poderoso poderia conceber um Plano de Salvação tão gracioso!! A natureza de Deus exige a punição de todo pecado. Ponto final! No entanto, Deus teve um plano por meio do qual um substituto inocente seria punido no lugar do pecador. No Antigo Testamento, Deus permitia que um cordeiro fosse o sacrifício substituto para o pecado; Jesus então tornou-se o sacrifício perfeito, para todos os pecados do mundo. Seu sacrifício foi perfeito, nunca precisa ser repetido e salva todas as pessoas em todas as épocas.
Para nascer de novo, você precisa compreender e crer nesse princípio da morte substitutiva de Jesus na cruz do Calvário em seu lugar.
Agora que você compreende essas verdades, e crê nelas, precisa compreender como pode receber esse Dom GRATUITO da vida eterna por meio de Jesus Cristo. Afinal, se eu estivesse tentando lhe dar um presente GRATUITO, esse presente não se tornaria seu se você se recusasse a estender o braço e pegá-lo da minha mão. Você precisa ir até o Senhor Jesus e receber o Dom GRATUITO da Vida Eterna das mãos dele. Como você faz isso?
Por meio da fé salvadora.
Observe que eu disse fé salvadora. Existem tipos de fés que não o salvarão. Você pode entender intelectualmente os fatos sobre a pessoa de Jesus Cristo, mas essa não é uma fé salvadora. Você pode estar em uma 'igreja' ou em uma seita que ensina muitas verdades sobre Jesus Cristo, mas que ensina que você precisa fazer outras coisas para ganhar sua entrada no céu. Essa também não é a fé salvadora.
Fé salvadora é confiar em Jesus Cristo e nele somente, para sua salvação.
Se você acha que precisa de algo mais do que confiar na obra de Jesus Cristo na cruz, está contrariando Efésios 2:8-9 e Isaías 53:6b. A maioria das seitas e as falsas religiões cristãs erram nesse ponto; acrescentam outras coisas que são "necessárias" para a salvação, ou oferecem um caminho falso para o céu (por exemplo, salvação por meio do batismo).
Você recebe esse maravilhoso Dom GRATUITO de Vida Eterna aceitando-o pela fé salvadora. Essa é a maior história já contada, sobre a maior oferta que já foi feita, pela maior de todas as pessoas que já viveu. Verdadeiramente, somente um Deus sábio e gracioso poderia conceber um plano maravilhoso assim por meio do qual os homens pudessem ter seus pecados perdoados, e obter a vida eterna. Pense nisso!! Deus, por sua própria natureza, precisa punir todo pecado, mas como é misericordioso, oferece o Plano da Punição Substitutiva, por meio de seu Filho Jesus Cristo. Historicamente, chamamos esse plano maravilhoso de Evangelho, ou Boas Novas!!
Quer receber esse Dom da Vida Eterna que Jesus Cristo oferece? Se sua resposta for 'Sim", pode receber imediatamente a vida eterna.
Deixe-me deixar bem claro o que está envolvido. Primeiro, você vai transferir sua confiança, sua esperança de vida eterna do que está fazendo para o que Jesus fez por você na cruz. Jesus removerá seus pecados e transferirá para você a justiça dele. Isso significa que embora você tenha falhado continuamente em guardar os mandamentos de Deus, e em viver de acordo com sua palavra, Cristo obedeceu perfeitamente todas essas leis de Deus. Ele viveu uma vida imaculada e pode ser o sacrifício substitutivo perfeito, inocente que Deus aceitou pelos seus pecados e os de todo o mundo, para todos os que aceitarem essa dádiva.
Você deseja arrepender-se de seus pecados agora, e tornar-se um membro responsável da família de Deus para sempre, seguindo-o, servindo-o como membro do corpo de Cristo, a igreja? Se a resposta do seu coração for 'Sim', então podemos ir a ele agora em oração e podemos dizer-lhe que você quer deixar de confiar em qualquer outra coisa, especialmente naquilo que você mesmo tentou fazer para obter a salvação eterna. Você pode colocar sua confiança nele e nele somente para sua salvação, recebendo-o agora como seu Salvador pessoal. Antes de orarmos uma oração simples, preciso enfatizar que o Senhor Jesus Cristo está olhando mais para o seu coração do que para seus lábios. Como ele prometeu, "Buscar-me-eis e me achareis, quando me buscardes de todo vosso coração". [Jeremias 29:13]
Se é isso que você quer, então o Senhor ouvirá sua oração e lhe dará a vida eterna, agora, na privacidade do seu lar. Vamos orar.
"Pai, peço que concedas o Dom GRATUITO da vida eterna. Que teu Santo Espírito leve esta pessoa até ti. Conceda-lhe a fé para crer nas tuas maravilhosas promessas. Dá-lhe o arrependimento para converter-se dos seus pecados. Revele a ela Jesus Cristo crucificado como o sacrifício substitutivo perfeito."
O Senhor Jesus Cristo está com você a partir deste momento. Você não está falando com ninguém agora, somente com ele. Se você realmente quer nascer de novo, entrar na família de Deus por meio de Jesus Cristo, faça esta oração, no seu coração:
"Senhor Jesus, quero recebê-lo na minha vida e que passe a ter o controle dela. Sou um pecador. Até aqui confiei em mim mesmo e nas minhas boas obras, e em outras coisas. Mas, agora, coloco minha confiança em ti. Eu o aceito como meu Salvador pessoal. Creio na tua morte em meu lugar. Eu te recebo como Senhor e Mestre da minha vida. Ajude-me a deixar os pecados e a te seguir. Aceito tua oferta do Dom GRATUITO da vida eterna. Sou indigno dela, mas agradeço a tua graça. Amém."
Agora, permita que eu ore por você. "Pai, o Senhor ouviu a oração feita por esta pessoa. Que neste momento silencioso, teu Santo Espírito lhe dê segurança absoluta da vida eterna; conceda-lhe a certeza que seus pecados estão perdoados. Que ela possa ouvir, no fundo de sua alma, tua voz dizendo 'Perdoados estão teus pecados. Vá em paz.' Que possa ouvir tua voz dizendo, "Quanto dista o oriente do ocidente, assim afastarei de ti as transgressões, e nunca mais me lembrarei dos teus pecados." Aquele que crê em Jesus Cristo passou da morte para a vida, não perecerá, mas terá a vida eterna. Oro no nome de Jesus. Amém." [Salmo 103:12; João 3:16,18, 5:24, paráfrase].
Você acaba de fazer a oração mais importante da sua vida. Se foi sincero nisso, quero que veja o que Jesus diz sobre o que você acaba de fazer. Em João 6:47, ele diz, "Em verdade, em verdade vos digo, que aquele que crê em mim tem a vida eterna." Na sua oração, você não ouviu um coral de anjos ou teve alguma visão; no entanto, por um simples ato de fé, colocou sua confiança para sua salvação eterna em Jesus Cristo.
Fé salvadora é confiar em Jesus Cristo SOMENTE para a sua salvação. Se no seu coração, você concordou com o que seus lábios disseram, tem a promessa de Jesus Cristo que ele perdoa seus pecados, o adota no Reino dos Céus, e que concede vida eterna nos céus com ele.
Se isso tudo parece simples e você acha inacreditável que possa ser verdade, a Bíblia garante que é assim mesmo. Ao longo dos séculos, o homem complicou o Plano de Salvação e a maioria das pessoas não sabe o quão simples e descomplicado é esse plano por meio de Jesus Cristo!! Se você foi genuíno na sua oração, tem agora a vida eterna e a certeza dela como se já estivesse no céu. Jesus disse que ninguém pode tomar aquele que está em suas mãos. Não há nada no céu ou na terra que possa tirá-lo de lá!!
Como você pode saber com certeza que nasceu de novo? Não espere uma experiência de "tremor no chão", porque na maioria dos casos ela vem de uma forma tranquila, uma sensação de alívio, de ter uma carga removida dos ombros. Você não verá fogos de artifício ou bandas tocando, mas sentirá uma calma maravilhosa no coração. Com o passar do tempo, descobri que um dos melhores indicadores do novo nascimento é uma genuína compreensão da Palavra de Deus. Antes de nascer de novo, o "homem natural" (a pessoa perdida), não pode compreender as Escrituras porque elas se discernem espiritualmente (1 Coríntios 2:14). Na verdade, a Bíblia é uma tolice para essa pessoa. Assim, quando a Palavra de Deus começar a fazer sentido, a falar ao seu coração e a convencê-lo do pecado, esse é um indicador muito bom que você tenha o Espírito Santo de Deus habitando em sua vida. O cristão obtém uma nova natureza espiritual por meio do novo nascimento, mas não se liberta da velha natureza pecaminosa com a qual nasceu. Portanto, é vitalmente importante que "cresçamos na graça e no conhecimento de Jesus Cristo." [2 Pedro 3:18]. Precisamos cooperar com o Espírito Santo durante o tempo em que vivemos rodeados pelo pecado neste mundo. O Espírito Santo literalmente passa a residir dentro de nós quando nascemos de novo e nunca nos deixará ou nos esquecerá.
Outra evidência maravilhosa da salvação genuína encontra-se no "fruto do Espírito" [Gálatas 5:22] que ocorre nas nossas vidas cotidianas à medida que o Espírito Santo opera dentro de nós. A presença dele será manifesta ao mundo exterior por meio do amor, da alegria, da paz, da longanimidade, da fé, etc. que o mundo verá em nós! A Bíblia diz em Romanos 8:16 que, "O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus." Em outras palavras, o Espírito Santo que habita dentro de nós nos diz que pertencemos a Deus.
No entanto, há muito mais!! Em Apocalipse 3:20, Jesus prometeu: "Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e cearei com ele e ele comigo." Jesus Cristo acaba de entrar NO SEU CORAÇÃO por meio da atuação do Espírito Santo, para viver nele para o resto da sua vida!! É uma grande notícia, pois agora temos o mesmo poder do Espírito Santo que ressuscitou Jesus Cristo dentre os mortos. [Romanos 8:11]. Na verdade, recomendo que você leia o Capítulo 8 de Romanos para ver todas as vantagens que temos pelo fato de o Espírito Santo habitar em nós.
A salvação por meio do sangue que Jesus derramou no Calvário lhe dá um relacionamento pessoal e profundo com o Espírito Santo enquanto você viver!! Quando você começar a ler a Bíblia, e especialmente o Novo Testamento, compreenderá a maravilhosa profundidade do relacionamento que pode ter com o Criador!! A salvação produz um relacionamento que enriquecerá diariamente sua vida!! Você nunca conseguirá acreditar, até que nasça de novo, o tipo de vida que perdeu por tanto tempo!
Fonte: http://www.espada.eti.br/salvacao.asp
Felizmente, Jesus tornou esse processo de transformação bem simples, tão simples que todas as pessoas, independente de seu grau de instrução ou de inteligência, podem compreender. Existem vários passos para nascer de novo e eles estão relacionados a seguir:
1. Compreenda que TODOS os homens nascem pecadores. Romanos 3:23, diz "Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus." Essa mensagem que todos os homens são pecadores é amplamente repetida nas Escrituras, tanto no Velho quanto no Novo Testamento. Isso significa que você é um pecador diante dos olhos de um Deus que é santo e que precisa punir todo o pecado. Você reconhece que é um pecador?
2. Como todo homem é um pecador imperfeito, e Deus é um Deus perfeito, nenhum homem pode salvar a si mesmo. Jesus deixou esse fato bem claro em Mateus 5:48, quando disse, "Portanto, sede vós perfeitos, como perfeito é o vosso Pai celeste." Se todos precisamos ser perfeitos aos olhos de Deus, como alguém poderá ir ao céu, especialmente se a Bíblia declara diversas vezes que TODOS são pecadores? Obviamente, ninguém irá ao céu assim, tentando ser bom para merecê-lo. Como a Bíblia diz que milhões de pessoas estarão no céu, deve haver um outro modo de chegar lá, além de tentar ser bom o suficiente.
Você precisa estar arrependido dos seus pecados e querer obter o perdão. Isso se chama Arrependimento. A palavra arrependimento significa que você se arrepende dos pecados passados e que não quer pecar mais. Arrependimento significa o desejo de dar uma volta de 180 graus em sua vida. Não significa que você nunca mais pecará, mas significa que o pecado será uma exceção na sua vida, não a regra. Não se preocupe - o Espírito Santo de Deus lhe dará o poder espiritual para se transformar nesse tipo de pessoa.
3. Jesus Cristo, oferecendo seu sangue derramado no Calvário, morreu como um sacrifício substituto pelos seus pecados, e agora está oferecendo vida eterna no céu para você como um Dom Gratuito!! Parece bom demais para ser verdade? Em Romanos 6:23, temos: "Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor." A vida eterna é um dom, um dom gratuito, de Deus por meio do sacrifício de Jesus na cruz. Você não pode comprar a vida eterna, e com certeza não a merece, mas ela é oferecida como um DOM GRATUITO.
4. Em Efésios 2:8-9, o Apóstolo Paulo reitera esse ensino que a vida eterna com Deus é um dom gratuito. "Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie." Nenhum homem poderá estar diante de Deus na eternidade, e se gloriar que "comprou" sua entrada no céu. Ao contrário, todas as pessoas no céu estarão ali somente por causa do Dom GRATUITO de Deus, que Jesus obteve com sua morte em nosso lugar na cruz. Em vez de punir os pecados individuais de cada pessoa, Deus acumulou esses pecados sobre Jesus quando ele estava na cruz. [Isaías 53:2-12]
Agora, você provavelmente está pensando, 'Como posso receber esse dom gratuito da vida eterna?' Em Atos 16:25-33, o carcereiro perguntou a Paulo, "O que devo fazer para que seja salvo?" Paulo respondeu: "Crê no Senhor Jesus Cristo, e serás salvo, tu e tua casa." Você precisa CRER em Jesus Cristo como seus Senhor e Salvador pessoal. Para crer realmente, você precisa colocar toda sua fé e confiança em Cristo e depender somente dele como sua única esperança de salvação e de vida eterna. Essa é uma questão de crer no coração e você não pode fingir e enganar a Deus, pois ele sabe tudo a seu respeito. Muitas pessoas erroneamente pensam que aceitando os fatos acerca da morte, sepultamento e ressurreição de Jesus Cristo, automaticamente receberão o dom da vida eterna. No entanto, esse não é o caso. Normalmente, os pregadores chamam isso de "conhecimento mental, mas sem aceitação no coração". A salvação é dada gratuitamente, mas somente para aqueles que creram genuinamente.
5. Em João 1:1,14, vemos que Jesus Cristo é Deus, igual com Deus, presente com Deus antes do início dos tempos, e o verdadeiro criador do Universo e de tudo o que nele há. Jesus fez repetidamente essa afirmação durante seu ministério. Ele é 100% Deus e 100% humano ao mesmo tempo, e é essa a razão pela qual ele usou ambos os títulos durante seu ministério, Filho de Deus e Filho do homem. Para nascer de novo, você precisa crer nessa doutrina acerca de Jesus Cristo.
O verso 14 é o mais importante, o ensino que o Filho de Deus, Jesus Cristo, tornou-se homem. Esse ensino torna-se um ponto de separação entre os seguidores de Cristo e do Anticristo. Em 1 João 4:1-3, vemos que se alguém nega que Jesus veio em carne tem o espírito do Anticristo. Logicamente, isso era exatamente o que os gnósticos daquele tempo estavam dizendo, isto é, que o Jesus humano não era o Deus Messias vindo em carne; em vez disso, a 'Consciência do Cristo' a Consciência do Messias veio sobre Jesus por ocasião do seu batismo e o deixou quando ele estava na cruz. Eles não criam que Jesus fosse Deus e homem. O Movimento de Nova Era e a Maçonaria ressuscitaram essa blasfêmia.
6. Isaías 53:6 prediz exatamente o que Jesus Cristo fez por nós na cruz; "O SENHOR fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos." Glória a Deus!! Somente a sabedoria, a graça e o poder do Deus Todo Poderoso poderia conceber um Plano de Salvação tão gracioso!! A natureza de Deus exige a punição de todo pecado. Ponto final! No entanto, Deus teve um plano por meio do qual um substituto inocente seria punido no lugar do pecador. No Antigo Testamento, Deus permitia que um cordeiro fosse o sacrifício substituto para o pecado; Jesus então tornou-se o sacrifício perfeito, para todos os pecados do mundo. Seu sacrifício foi perfeito, nunca precisa ser repetido e salva todas as pessoas em todas as épocas.
Para nascer de novo, você precisa compreender e crer nesse princípio da morte substitutiva de Jesus na cruz do Calvário em seu lugar.
Agora que você compreende essas verdades, e crê nelas, precisa compreender como pode receber esse Dom GRATUITO da vida eterna por meio de Jesus Cristo. Afinal, se eu estivesse tentando lhe dar um presente GRATUITO, esse presente não se tornaria seu se você se recusasse a estender o braço e pegá-lo da minha mão. Você precisa ir até o Senhor Jesus e receber o Dom GRATUITO da Vida Eterna das mãos dele. Como você faz isso?
Por meio da fé salvadora.
Observe que eu disse fé salvadora. Existem tipos de fés que não o salvarão. Você pode entender intelectualmente os fatos sobre a pessoa de Jesus Cristo, mas essa não é uma fé salvadora. Você pode estar em uma 'igreja' ou em uma seita que ensina muitas verdades sobre Jesus Cristo, mas que ensina que você precisa fazer outras coisas para ganhar sua entrada no céu. Essa também não é a fé salvadora.
Fé salvadora é confiar em Jesus Cristo e nele somente, para sua salvação.
Se você acha que precisa de algo mais do que confiar na obra de Jesus Cristo na cruz, está contrariando Efésios 2:8-9 e Isaías 53:6b. A maioria das seitas e as falsas religiões cristãs erram nesse ponto; acrescentam outras coisas que são "necessárias" para a salvação, ou oferecem um caminho falso para o céu (por exemplo, salvação por meio do batismo).
Você recebe esse maravilhoso Dom GRATUITO de Vida Eterna aceitando-o pela fé salvadora. Essa é a maior história já contada, sobre a maior oferta que já foi feita, pela maior de todas as pessoas que já viveu. Verdadeiramente, somente um Deus sábio e gracioso poderia conceber um plano maravilhoso assim por meio do qual os homens pudessem ter seus pecados perdoados, e obter a vida eterna. Pense nisso!! Deus, por sua própria natureza, precisa punir todo pecado, mas como é misericordioso, oferece o Plano da Punição Substitutiva, por meio de seu Filho Jesus Cristo. Historicamente, chamamos esse plano maravilhoso de Evangelho, ou Boas Novas!!
Quer receber esse Dom da Vida Eterna que Jesus Cristo oferece? Se sua resposta for 'Sim", pode receber imediatamente a vida eterna.
Deixe-me deixar bem claro o que está envolvido. Primeiro, você vai transferir sua confiança, sua esperança de vida eterna do que está fazendo para o que Jesus fez por você na cruz. Jesus removerá seus pecados e transferirá para você a justiça dele. Isso significa que embora você tenha falhado continuamente em guardar os mandamentos de Deus, e em viver de acordo com sua palavra, Cristo obedeceu perfeitamente todas essas leis de Deus. Ele viveu uma vida imaculada e pode ser o sacrifício substitutivo perfeito, inocente que Deus aceitou pelos seus pecados e os de todo o mundo, para todos os que aceitarem essa dádiva.
Você deseja arrepender-se de seus pecados agora, e tornar-se um membro responsável da família de Deus para sempre, seguindo-o, servindo-o como membro do corpo de Cristo, a igreja? Se a resposta do seu coração for 'Sim', então podemos ir a ele agora em oração e podemos dizer-lhe que você quer deixar de confiar em qualquer outra coisa, especialmente naquilo que você mesmo tentou fazer para obter a salvação eterna. Você pode colocar sua confiança nele e nele somente para sua salvação, recebendo-o agora como seu Salvador pessoal. Antes de orarmos uma oração simples, preciso enfatizar que o Senhor Jesus Cristo está olhando mais para o seu coração do que para seus lábios. Como ele prometeu, "Buscar-me-eis e me achareis, quando me buscardes de todo vosso coração". [Jeremias 29:13]
Se é isso que você quer, então o Senhor ouvirá sua oração e lhe dará a vida eterna, agora, na privacidade do seu lar. Vamos orar.
"Pai, peço que concedas o Dom GRATUITO da vida eterna. Que teu Santo Espírito leve esta pessoa até ti. Conceda-lhe a fé para crer nas tuas maravilhosas promessas. Dá-lhe o arrependimento para converter-se dos seus pecados. Revele a ela Jesus Cristo crucificado como o sacrifício substitutivo perfeito."
O Senhor Jesus Cristo está com você a partir deste momento. Você não está falando com ninguém agora, somente com ele. Se você realmente quer nascer de novo, entrar na família de Deus por meio de Jesus Cristo, faça esta oração, no seu coração:
"Senhor Jesus, quero recebê-lo na minha vida e que passe a ter o controle dela. Sou um pecador. Até aqui confiei em mim mesmo e nas minhas boas obras, e em outras coisas. Mas, agora, coloco minha confiança em ti. Eu o aceito como meu Salvador pessoal. Creio na tua morte em meu lugar. Eu te recebo como Senhor e Mestre da minha vida. Ajude-me a deixar os pecados e a te seguir. Aceito tua oferta do Dom GRATUITO da vida eterna. Sou indigno dela, mas agradeço a tua graça. Amém."
Agora, permita que eu ore por você. "Pai, o Senhor ouviu a oração feita por esta pessoa. Que neste momento silencioso, teu Santo Espírito lhe dê segurança absoluta da vida eterna; conceda-lhe a certeza que seus pecados estão perdoados. Que ela possa ouvir, no fundo de sua alma, tua voz dizendo 'Perdoados estão teus pecados. Vá em paz.' Que possa ouvir tua voz dizendo, "Quanto dista o oriente do ocidente, assim afastarei de ti as transgressões, e nunca mais me lembrarei dos teus pecados." Aquele que crê em Jesus Cristo passou da morte para a vida, não perecerá, mas terá a vida eterna. Oro no nome de Jesus. Amém." [Salmo 103:12; João 3:16,18, 5:24, paráfrase].
Você acaba de fazer a oração mais importante da sua vida. Se foi sincero nisso, quero que veja o que Jesus diz sobre o que você acaba de fazer. Em João 6:47, ele diz, "Em verdade, em verdade vos digo, que aquele que crê em mim tem a vida eterna." Na sua oração, você não ouviu um coral de anjos ou teve alguma visão; no entanto, por um simples ato de fé, colocou sua confiança para sua salvação eterna em Jesus Cristo.
Fé salvadora é confiar em Jesus Cristo SOMENTE para a sua salvação. Se no seu coração, você concordou com o que seus lábios disseram, tem a promessa de Jesus Cristo que ele perdoa seus pecados, o adota no Reino dos Céus, e que concede vida eterna nos céus com ele.
Se isso tudo parece simples e você acha inacreditável que possa ser verdade, a Bíblia garante que é assim mesmo. Ao longo dos séculos, o homem complicou o Plano de Salvação e a maioria das pessoas não sabe o quão simples e descomplicado é esse plano por meio de Jesus Cristo!! Se você foi genuíno na sua oração, tem agora a vida eterna e a certeza dela como se já estivesse no céu. Jesus disse que ninguém pode tomar aquele que está em suas mãos. Não há nada no céu ou na terra que possa tirá-lo de lá!!
Como você pode saber com certeza que nasceu de novo? Não espere uma experiência de "tremor no chão", porque na maioria dos casos ela vem de uma forma tranquila, uma sensação de alívio, de ter uma carga removida dos ombros. Você não verá fogos de artifício ou bandas tocando, mas sentirá uma calma maravilhosa no coração. Com o passar do tempo, descobri que um dos melhores indicadores do novo nascimento é uma genuína compreensão da Palavra de Deus. Antes de nascer de novo, o "homem natural" (a pessoa perdida), não pode compreender as Escrituras porque elas se discernem espiritualmente (1 Coríntios 2:14). Na verdade, a Bíblia é uma tolice para essa pessoa. Assim, quando a Palavra de Deus começar a fazer sentido, a falar ao seu coração e a convencê-lo do pecado, esse é um indicador muito bom que você tenha o Espírito Santo de Deus habitando em sua vida. O cristão obtém uma nova natureza espiritual por meio do novo nascimento, mas não se liberta da velha natureza pecaminosa com a qual nasceu. Portanto, é vitalmente importante que "cresçamos na graça e no conhecimento de Jesus Cristo." [2 Pedro 3:18]. Precisamos cooperar com o Espírito Santo durante o tempo em que vivemos rodeados pelo pecado neste mundo. O Espírito Santo literalmente passa a residir dentro de nós quando nascemos de novo e nunca nos deixará ou nos esquecerá.
Outra evidência maravilhosa da salvação genuína encontra-se no "fruto do Espírito" [Gálatas 5:22] que ocorre nas nossas vidas cotidianas à medida que o Espírito Santo opera dentro de nós. A presença dele será manifesta ao mundo exterior por meio do amor, da alegria, da paz, da longanimidade, da fé, etc. que o mundo verá em nós! A Bíblia diz em Romanos 8:16 que, "O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus." Em outras palavras, o Espírito Santo que habita dentro de nós nos diz que pertencemos a Deus.
No entanto, há muito mais!! Em Apocalipse 3:20, Jesus prometeu: "Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e cearei com ele e ele comigo." Jesus Cristo acaba de entrar NO SEU CORAÇÃO por meio da atuação do Espírito Santo, para viver nele para o resto da sua vida!! É uma grande notícia, pois agora temos o mesmo poder do Espírito Santo que ressuscitou Jesus Cristo dentre os mortos. [Romanos 8:11]. Na verdade, recomendo que você leia o Capítulo 8 de Romanos para ver todas as vantagens que temos pelo fato de o Espírito Santo habitar em nós.
A salvação por meio do sangue que Jesus derramou no Calvário lhe dá um relacionamento pessoal e profundo com o Espírito Santo enquanto você viver!! Quando você começar a ler a Bíblia, e especialmente o Novo Testamento, compreenderá a maravilhosa profundidade do relacionamento que pode ter com o Criador!! A salvação produz um relacionamento que enriquecerá diariamente sua vida!! Você nunca conseguirá acreditar, até que nasça de novo, o tipo de vida que perdeu por tanto tempo!
Fonte: http://www.espada.eti.br/salvacao.asp
Pergunte ao próximo o que é que, de fato, ele está querendo ou precisando!
Perto de Jericó, um cego pediu ajuda a Jesus. O Mestre pára, olha para o cego e faz uma pergunta aparentemente desconcertante: "Que queres que eu faça" (Lucas 18:41). Foi só quando o homem lhe pediu para ver que o Senhor curou a sua cegueira. Pelo jeito, Jesus queria saber se o cego tinha certeza do que estava querendo.
Nem sempre temos este mesmo cuidado, revelado por Jesus. Quantas e quantas vezes interferimos na vida do outro, sem sequer termos a certeza de estarmos fazendo aquilo que ele quer baseados na famosa postura "conheço você como a palma da minha mão", criamos situações embaraçosas para o outro e para nós.
Que custa imitar Jesus, de vez em quando, e ter o bom senso de perguntar ao outro o que é que, de fato, ele está querendo ou precisando? Esta simples pergunta poderá evitar um monte de constrangimentos, ou de desapontamentos.
Ninguém tem bola de cristal. Quer agradar a pessoa amada? Experimente a pergunta : "Que queres que eu faça?".
Texto meditado: Lucas 18:41
Nem sempre temos este mesmo cuidado, revelado por Jesus. Quantas e quantas vezes interferimos na vida do outro, sem sequer termos a certeza de estarmos fazendo aquilo que ele quer baseados na famosa postura "conheço você como a palma da minha mão", criamos situações embaraçosas para o outro e para nós.
Que custa imitar Jesus, de vez em quando, e ter o bom senso de perguntar ao outro o que é que, de fato, ele está querendo ou precisando? Esta simples pergunta poderá evitar um monte de constrangimentos, ou de desapontamentos.
Ninguém tem bola de cristal. Quer agradar a pessoa amada? Experimente a pergunta : "Que queres que eu faça?".
Texto meditado: Lucas 18:41
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Leis espirituais
1. PRIMEIRA LEI
DEUS TE AMA, E TEM UM PLANO MARAVILHOSO PARA A SUA VIDA.
O AMOR DE DEUS
"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigénito, para que todo o que nele cré não pereça, mas tenha a vida eterna"
(João 3:16).
O PLANO DE DEUS
Cristo afirma: "Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância" (uma vida plena e com propósito) (João 10:10).
Por que é que a maioria das pessoas não conhecem essa "vida em abundância"?
--------------------------------------------------------------------------------
2. SEGUNDA LEI
O HOMEM É PECADOR E ESTÁ SEPARADO DE DEUS; POR ISSO NÃO PODE CONHECER NEM EXPERIMENTAR O AMOR E O PLANO DE DEUS PARA A SUA VIDA.
O HOMEM É PECADOR
"Pois todos pecaram e separados estão da glória de Deus" (Romanos 3:23). O homem foi criado para ter um relacionamento perfeito com Deus, mas por causa da sua desobediência e rebelião, escolheu seguir o seu próprio caminho, e o relacionamento com Deus desfez-se. O pecado é um estado de indiferença do homem para com Deus.
O HOMEM ESTÁ SEPARADO
"Porque o salário do pecado é a morte" (separação espiritual de Deus) (Romanos 6:23).
Deus é santo e o homem é pecador. Um grande abismo separa-os. Mas o homem sente que lhe falta algo, tem um vazio e está continuamente a procurar alcançar Deus e a vida abundante, através dos seus próprios esforços: vida reta, boa moral, filosofia, etc.
A Terceira Lei oferece-nos a única resposta para o problema da separação...
--------------------------------------------------------------------------------
3. TERCEIRA LEI
JESUS CRISTO É A ÚNICA SALVAÇÃO DE DEUS PARA O PECADO DO HOMEM. POR MEIO DELE VOCÊ PODE CONHECER O AMOR E O PLANO DE DEUS PARA A SUA VIDA.
ELE MORREU EM NOSSO LUGAR
"Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores" (Romanos 5:8).
ELE RESSUSCITOU DENTRE OS MORTOS
"Cristo morreu pelos nossos pecados... foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras."
(I Coríntios 15:3,4).
ELE É O ÚNICO CAMINHO
Respondeu-lhe Jesus: "Eu sou o caminho e a verdade, e a vida: ninguém vem ao Pai senão por mim" (João 14:6).
Deus ligou o abismo que nos separa dele, ao enviar o seu Filho, Jesus Cristo, para morrer na cruz em nosso lugar.
Não é suficiente conhecer estas três leis...
--------------------------------------------------------------------------------
4. QUARTA LEI
PRECISAMOS RECEBER JESUS CRISTO COMO SALVADOR E SENHOR, POR MEIO DE UM CONVITE PESSOAL. SÓ ENTÃO PODEREMOS CONHECER E EXPERIMENTAR O AMOR E O PLANO DE DEUS PARA A NOSSA VIDA.
PRECISAMOS RECEBER CRISTO
"Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; a saber; aos que crêem no seu nome" (João 1:12)
RECEBEMOS CRISTO PELA FÉ
"Porque pela graça sois salvos; mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não das obras, para que ninguém se glorie" (Efésios 2:8-9).
RECEBEMOS CRISTO POR MEIO DE UM CONVITE PESSOAL
Cristo afirma: "Eis que estou à porta, e bato: se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa" (Apocalipse 3:20)
Receber Cristo implica num desejo de mudança de vida, uma nova atitude para com Deus, é deixar de confiar em nossos próprios esforços, crendo que Cristo, ao entrar em nossos vidas faz de nos aquilo que Ele quer que sejamos.
Estes dois círculos representam dois tipos de vida:
Qual dos dois círculos representa a sua vida?
Qual deles desejaria que representasse sua vida?
Eu gostaria de explicar-lhe como pode receber Cristo.
--------------------------------------------------------------------------------
VOCÊ PODE RECEBER A CRISTO AGORA MESMO EM ORAÇÃO
(Orar é falar com Deus)
Deus conhece o seu coração e está mais interessado na atitude do seu coração do que nas suas palavras. A oração seguinte serve como exemplo:
"Senhor Jesus, eu preciso de ti. Abro a porta da minha vida e recebo-te como meu Salvador e Senhor. Toma conta da minha vida. Agradeço-te porque perdoas os meus pecados e aceitas-me como sou. Desejo estar dentro do teu propósito para minha vida".
Esta oração expressa o desejo do seu coração?
Se assim for, faça-a agora mesmo e Cristo entrará em sua vida, como prometeu.
Deus te abençõe, em nome de Jesus.
Fonte: http://www.deusamavoce.com/?gclid=CNLU6fy-j5MCFQIgPAodzHRdFg
DEUS TE AMA, E TEM UM PLANO MARAVILHOSO PARA A SUA VIDA.
O AMOR DE DEUS
"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigénito, para que todo o que nele cré não pereça, mas tenha a vida eterna"
(João 3:16).
O PLANO DE DEUS
Cristo afirma: "Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância" (uma vida plena e com propósito) (João 10:10).
Por que é que a maioria das pessoas não conhecem essa "vida em abundância"?
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2. SEGUNDA LEI
O HOMEM É PECADOR E ESTÁ SEPARADO DE DEUS; POR ISSO NÃO PODE CONHECER NEM EXPERIMENTAR O AMOR E O PLANO DE DEUS PARA A SUA VIDA.
O HOMEM É PECADOR
"Pois todos pecaram e separados estão da glória de Deus" (Romanos 3:23). O homem foi criado para ter um relacionamento perfeito com Deus, mas por causa da sua desobediência e rebelião, escolheu seguir o seu próprio caminho, e o relacionamento com Deus desfez-se. O pecado é um estado de indiferença do homem para com Deus.
O HOMEM ESTÁ SEPARADO
"Porque o salário do pecado é a morte" (separação espiritual de Deus) (Romanos 6:23).
Deus é santo e o homem é pecador. Um grande abismo separa-os. Mas o homem sente que lhe falta algo, tem um vazio e está continuamente a procurar alcançar Deus e a vida abundante, através dos seus próprios esforços: vida reta, boa moral, filosofia, etc.
A Terceira Lei oferece-nos a única resposta para o problema da separação...
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3. TERCEIRA LEI
JESUS CRISTO É A ÚNICA SALVAÇÃO DE DEUS PARA O PECADO DO HOMEM. POR MEIO DELE VOCÊ PODE CONHECER O AMOR E O PLANO DE DEUS PARA A SUA VIDA.
ELE MORREU EM NOSSO LUGAR
"Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores" (Romanos 5:8).
ELE RESSUSCITOU DENTRE OS MORTOS
"Cristo morreu pelos nossos pecados... foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras."
(I Coríntios 15:3,4).
ELE É O ÚNICO CAMINHO
Respondeu-lhe Jesus: "Eu sou o caminho e a verdade, e a vida: ninguém vem ao Pai senão por mim" (João 14:6).
Deus ligou o abismo que nos separa dele, ao enviar o seu Filho, Jesus Cristo, para morrer na cruz em nosso lugar.
Não é suficiente conhecer estas três leis...
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4. QUARTA LEI
PRECISAMOS RECEBER JESUS CRISTO COMO SALVADOR E SENHOR, POR MEIO DE UM CONVITE PESSOAL. SÓ ENTÃO PODEREMOS CONHECER E EXPERIMENTAR O AMOR E O PLANO DE DEUS PARA A NOSSA VIDA.
PRECISAMOS RECEBER CRISTO
"Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; a saber; aos que crêem no seu nome" (João 1:12)
RECEBEMOS CRISTO PELA FÉ
"Porque pela graça sois salvos; mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não das obras, para que ninguém se glorie" (Efésios 2:8-9).
RECEBEMOS CRISTO POR MEIO DE UM CONVITE PESSOAL
Cristo afirma: "Eis que estou à porta, e bato: se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa" (Apocalipse 3:20)
Receber Cristo implica num desejo de mudança de vida, uma nova atitude para com Deus, é deixar de confiar em nossos próprios esforços, crendo que Cristo, ao entrar em nossos vidas faz de nos aquilo que Ele quer que sejamos.
Estes dois círculos representam dois tipos de vida:
Qual dos dois círculos representa a sua vida?
Qual deles desejaria que representasse sua vida?
Eu gostaria de explicar-lhe como pode receber Cristo.
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VOCÊ PODE RECEBER A CRISTO AGORA MESMO EM ORAÇÃO
(Orar é falar com Deus)
Deus conhece o seu coração e está mais interessado na atitude do seu coração do que nas suas palavras. A oração seguinte serve como exemplo:
"Senhor Jesus, eu preciso de ti. Abro a porta da minha vida e recebo-te como meu Salvador e Senhor. Toma conta da minha vida. Agradeço-te porque perdoas os meus pecados e aceitas-me como sou. Desejo estar dentro do teu propósito para minha vida".
Esta oração expressa o desejo do seu coração?
Se assim for, faça-a agora mesmo e Cristo entrará em sua vida, como prometeu.
Deus te abençõe, em nome de Jesus.
Fonte: http://www.deusamavoce.com/?gclid=CNLU6fy-j5MCFQIgPAodzHRdFg
Os Perigos da Adivinhação
Autor: Pastor Bob DeWaay
"Quando entrares na terra que o SENHOR teu Deus te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daquelas nações. Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR teu Deus os lança fora de diante de ti." [Deuteronômio 18:9-12]
Recentemente, fui convidado a pregar em um seminário. Antes da reunião, almoçei com alguns professores, um dos quais tinha trabalhado por muitos anos como missionário em Taiwan. O ex-missionário contou a seguinte história que ilustra a realidade do mundo espiritual:
Um menino de doze anos em Taiwan estava tendo algumas experiências estranhas. Ele tinha a impressão que alguém sempre o estava seguindo mas quando ele se virava e olhava para trás, não via ninguém. Algumas vezes na manhã após uma noite de sono ruim, ele se sentia machucado e disse aos seus pais que alguém tinha batido nele à noite, enquanto ele dormia. Os pais do menino o levaram aos médicos, mas estes não conseguiram encontrar nada de errado. Finalmente, os pais o levaram a um vidente cego - que tinha a reputação de conseguir sentir o mundo espiritual.
O vidente disse ao menino e aos seus pais que havia um irmão gêmeo e que a outra criança tinha morrido ao nascer. Isso, é claro, era do conhecimento dos pais, mas poucas pessoas sabiam sobre o fato, pois a família o mantinha em segredo. O vidente também disse que os problemas do menino eram causados pelo espírito do irmão gêmeo falecido, que estava com raiva por ter sido negligenciado. Os pais não o estavam venerando com fidelidade e provendo para ele no mundo espiritual. Portanto, o espírito dele os estava punindo e assediando o filho deles (o irmão gêmeo sobrevivente). A solução era erguer um altar para o espírito do falecido, venerá-lo com alimentos e com incenso, e queimar notas de dinheiro em seu favor. Quando a família fez isso, conforme as instruções, as estranhas experiências do menino cessaram. [1]
Alguém pode perguntar: "Como isso pode ter funcionado?" A resposta é que Satanás tem boas razões para fazer isso funcionar. Os espíritos que estavam atormentando a criança estavam fazendo aquilo que os espíritos malignos gostam de fazer. O vidente estava conectado com o conhecimento espiritual real. Os espíritos contaram ao vidente a respeito do irmão gêmeo. Os espíritos deram ao vidente a "prescrição" e os outros espíritos pararam de atormentar porque com isso, fizeram com que toda a família imergisse nas crenças animistas da adoração aos espíritos. Imagine quão sólidas serão as crenças deles e quão difícil será para eles se converterem a Jesus Cristo. A adivinhação e o espiritismo funcionam - isto é o que torna o perigo tão grande. As enganações que não funcionam têm vida curta.
A Natureza e História da Adivinhação
O erudito em Antigo Testamento Eugene H. Merrill dá uma definição geral da adivinhação: "A frase 'praticantes de adivinhação' refere-se geralmente a todo o conjunto de meios de se obter conhecimento dos deuses, independente de qualquer técnica em particular." [2]
Aqui está outra definição: "A prática de tomar decisões ou predizer o futuro por meio da leitura dos sinais e dos presságios." [3]
Todas as sociedades pagãs, antigas e modernas, praticam a adivinhação. As pessoas nessas sociedades sabiam que viviam em um mundo de 'deuses' e de seres espirituais e que precisavam de meios de obter informações sobre os espíritos que supostamente criavam o bom e o mau destino. Várias técnicas foram desenvolvidas para obter esse conhecimento. Nâo há limite lógico para a variedade de técnicas que podem funcionar. Essas técnicas persistem porque funcionam com alguma precisão e os espíritos estão mais do que dispostos a fornecer suas informações enganosas.
Existem categorias de adivinhação que foram muito comuns no mundo antigo. A prática da astrologia surgiu porque os planetas eram anomalias no sentido que seguiam um curso diferente do movimento das estrelas. As pessoas costumavam examinar o fígado ou as entranhas dos animais para obter informações dos deuses. Isso é mencionado na Bíblia. "Porque o rei de Babilônia parará na encruzilhada, no cimo dos dois caminhos, para fazer adivinhações; aguçará as suas flechas, consultará as imagens, atentará para o fígado." [Ezequiel 21:21] O que eles estavam procurando era encontrar anormalidades que pudessem ser lidas como presságios. As setas podiam ser derrubadas ou lançadas no chão e a direção ou padrão em que elas caíam podiam ser lidos como indicação de onde atacar. [5]
Nem todas as formas de adivinhação tinham que ver com a leitura de anomalias. Algumas formas eram modos de fazer contato direto com os espíritos. A necromancia é uma delas. "A necromancia, a consulta dos espíritos dos mortos (Levítico 19:31; Isaías 8:19 e 19:3) é um modo de obter conhecimento prévio de uma fonte sobrenatural que era ilícita entre os judeus... mas lícita entre os outros povos." [6] O que a adivinhação está sempre buscando é informações secretas, sejam do passado, do presente, ou do futuro.
A adivinhação está freqüentemente vinculada com a feitiçaria, os encantamentos, e outras práticas. Por exemplo: "E deixaram todos os mandamentos do SENHOR seu Deus, e fizeram imagens de fundição, dois bezerros; e fizeram um ídolo do bosque, e adoraram perante todo o exército do céu, e serviram a Baal. Também fizeram passar pelo fogo a seus filhos e suas filhas, e deram-se a adivinhações, e criam em agouros; e venderam-se para fazer o que era mau aos olhos do SENHOR, para o provocarem à ira. Portanto o SENHOR muito se indignou contra Israel, e os tirou de diante da sua face; nada mais ficou, senão somente a tribo de Judá." [2 Reis 17:16-18]
A frase "fizeram passar pelo fogo a seus filhos e suas filhas" é também mencionada em Deuteronômio 18:10 junto com a adivinhação. É bem possível que no contexto isso se refira a uma forma específica de adivinhação, e não ao sacrifício de crianças. Possivelmente, era uma forma de adivinhação que envolvia a interrogação pelo fogo. A natureza exata da prática não é clara. Mas o que é claro é que era uma prática pagã associada com a adivinhação e que era proibida por Deus. Em muitas passagens, diversos termos intimamente relacionados são citados para mostrar que toda essa atividade é proibida. Por exemplo, falando a respeito do rei Manassés: "E até fez passar a seu filho pelo fogo, adivinhava pelas nuvens, era agoureiro e ordenou adivinhos e feiticeiros; e prosseguiu em fazer o que era mau aos olhos do SENHOR, para o provocar à ira." [2 Reis 21:6]
Existem algumas práticas que podem ser vistas como adivinhação em um sentido pagão, ou algo que Deus usa. Um exemplo disso é a interpretação de sonhos e outra é o lançamento de sortes. Há um termo técnico para a interpretação de sonhos que é descrito como segue: "Oniromancia, a interpretação de sonhos, é tolerada no Antigo Testamento (Gênesis 40:5-8; Daniel 1:17). As narrativas atribuem a interpretação completamente a Iavé, excluindo aqueles que eram treinados nas disciplinas da interpretação de sonhos (que era de enorme interesse no Egito e na Mesopotâmia)." [8] Na Bíblia, Deus forneceu a interpretação de sonhos quando quis a indivíduos específicos, como José e Daniel. A interpretação pagã dos sonhos era uma arte praticada como outras formas de adivinhação. Um sonhador de sonhos precisava ser julgado como um profeta, como veremos quando discutirmos Deuteronômio 13:1-5. Posteriormente, discutiremos o uso correto e incorreto dos sonhos.
A prática de lançar as sortes (fazer sorteios) para determinar a decisão do Senhor era permitida em certas circunstâncias. O urim e tumim no peitoral de Arão evidentemente serviam a esse propósito (veja Êxodo 28:30 e Números 27:21) A passagem a seguir mostra que Deus nem sempre respondia: "E perguntou Saul ao SENHOR, porém o SENHOR não lhe respondeu, nem por sonhos, nem por Urim, nem por profetas." [1 Samuel 28:6] Quando isso aconteceu, Saul afastou-se daquilo que Deus tinha ordenado: "Então disse Saul aos seus criados: Buscai-me uma mulher que tenha o espírito de feiticeira, para que vá a ela, e consulte por ela. E os seus criados lhe disseram: Eis que em En-Dor há uma mulher que tem o espírito de adivinhar." [1 Samuel 28:7]
Qualquer um dos meios que Deus tinha prescrito, seja sonhos, profetas, ou o lançamento de sorte, poderia ser mal-empregado. Os meios que Deus forneceu no Antigo Testamento somente poderiam ser usados pelas pessoas que Ele realmente tinha chamado e do modo como Ele tinha prescrito. Posteriormente discutiremos os testes que o Senhor dá para determinar se essas pessoas são legítimas. Também é importante observar que todos os outros métodos da buscar informações espirituais são ilegítimos em todos os casos.
Por Que Deus Proíbe a Adivinhação?
A Bíblia proíbe a adivinhação porque ela envolve o desejo ardente de obter conhecimento secreto que Deus preferiu não revelar. "As coisas encobertas pertencem ao SENHOR nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei." [Deuteronômio 29:29] Esse desejo de obter conhecimento proibido tem suas raízes no primeiro pecado do homem. "Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal." [Gênesis 3:4-5] Satanás tentou Eva com um desejo de conhecer aquilo que Deus preferiu não revelar e assim transgrediu a fronteira entre o Criador e a criatura. Eva e depois Adão sucumbiram a essa tentação (Gênesis 3:6) A adivinhação é uma tentativa de obter conhecimento proibido.
Existem somente duas fontes legítimas de conhecimento que estão disponíveis para nós: 1) As coisas reveladas por Deus; 2) Aquilo que pode ser aprendido por meio da revelação geral. Aquilo que está revelado por Deus está contido na Bíblia. A revelação geral está limitada àquilo que pode ser aprendido por meio dos sentidos físicos e as implicações racionais daquilo que é visto na criação.
O que é proibido é a informação secreta, não disponível pelos meios comuns de aprendizado e não revelada por Deus. A adivinhação envolve várias técnicas para obter essas informações espirituais. Por exemplo, no caso da criança que foi levada ao vidente, tivesse havido um interrogatório e os resultados de cuidadosa investigação descoberto que a criança teve um irmão gêmeo que morreu, essa seria uma fonte legítima de informação. Que influência, se é que existente, esse fato exercia sobre a criança somente poderia ser discernido na medida em que a evidência e as implicações racionais pudessem fornecer. Entretanto, a informação do vidente, embora verdadeira pelo menos no que se refere ao fato da morte do irmão gêmeo, é ainda proibida porque veio por meio da adivinhação.
A ilustração do vidente mostra por que a adivinhação é proibida. Ela funciona por causa da operação de espíritos malignos. Os espíritos malignos estão dispostos a fornecer algumas informações factuais desde que isso sirva aos seus propósitos de contar uma mentira maior. A pessoas são sugadas para dentro do ocultismo por causa da exatidão da informação secreta que elas obtêm.
Já entrevistei pessoas que participaram de sessões espíritas. Em alguns casos, informações específicas eram dadas a respeito de um parente falecido que o necromante nunca tinha conhecido. Essas informações convenciam os clientes que eles realmente estavam contactando seus familiares já falecidos. Entretanto, os demônios têm essas informações e podem fornecê-las para fazer as pessoas acreditarem em uma mentira maior. Em alguns casos, a mentira é que o parente falecido está em um "lugar melhor", apesar do fato de que nunca creu no evangelho. Isso perpetra a mentira que todas as pessoas vão para um lugar melhor e, portanto, não é necessário se arrepender dos pecados e crer no evangelho. Isso serve ao propósito dos espíritos enganadores que fazem a sessão espírita funcionar.
O que é importante ter em mente com relação à adivinhação é que há uma razão muito boa por que as pessoas em diversas culturas em toda a história humana a praticaram. Ela funciona! É isso que a torna tão sedutora. Afirmar ingenuamente que ela não é real e não funciona nunca fará as pessoas renunciarem à adivinhação. O que precisa ser conhecido é que esses métodos são proibidos porque dão acesso ao mundo dos espíritos. Esses espíritos não são seres do bem, embora queiram nos fazer pensar que sim. Eles são espíritos enganadores e praticam suas enganações há milhares de anos. O principal objetivo deles é evitar que as pessoas entrem em um relacionamento com Deus por intermédio de Jesus Cristo. Se eles não conseguirem impedir as pessoas de virem a Cristo, o objetivo secundário é enganá-las a adotar falsas doutrinas, desse modo distorcendo a compreensão delas da verdade revelada de Deus.
A Adivinhação é Rebelião
Considere o que o profeta Isaías teve a dizer: "Quando, pois, vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram: Porventura não consultará o povo a seu Deus? A favor dos vivos consultar-se-á aos mortos? À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, é porque não há luz neles." O mundo obscuro do conhecimento espiritual secreto é caracterizado por "chilreios e murmúrios" não muito claros. Buscar essas informações secretas é o equivalente a deixar de consultar a Deus, que nos revelou Sua verdade de forma objetiva em Sua Palavra (a Bíblia). Aqueles que não estão satisfeitos com aquilo que Deus escolheu revelar vão para outras fontes espirituais. Isso, como veremos, é uma rebelião contra Deus.
Aquilo que os adivinhos fazem é proibido porque eles não falam em nome de Deus. Deuteronômio 18 contém uma lista das práticas proibidas:
"Quando entrares na terra que o SENHOR teu Deus te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daquelas nações. Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR teu Deus os lança fora de diante de ti." [Deuteronômio 18:9-12]
O que Moisés diz mostra que essas práticas eram uma alternativa a ouvir os porta-vozes escolhidos de Deus. "Porque estas nações, que hás de possuir, ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém a ti o SENHOR teu Deus não permitiu tal coisa. O SENHOR teu Deus te levantará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, como eu; a ele ouvireis." [Deuteronômio 18:14-15] Moisés foi um legislador. O profeta que Deus levantou é Jesus Cristo [veja Hebreus 1:1-2; João 5:37-57; Atos 3:22-23]
Moisés foi aquele por meio de quem Deus outorgou a lei. Os profetas não faziam acréscimos à lei de Deus, mas a usavam para exortar e também profetizaram sobre o futuro. Eles especificamente profetizaram acerca do Messias, o profeta de quem Moiséis falou. De acordo com Hebreus 1:1-2, Jesus Cristo falou a nós nestes últimos tempos a plena e final revelação. Ir além daquilo que foi dado no Antigo Testamento e dito por Jesus Cristo e por Seus apóstolos no Novo Testamento é rebelião; é praticar adivinhação de modo a obter revelações espirituais sobre coisas que Deus não revelou.
Em 1 Samuel 15, Saul recusou-se a ouvir a Deus. Ele tomou os despojos que Deus disse para não tomar. Isto é o que o profeta Samuel disse ao rei Saul: "Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e o porfiar é como iniqüidade e idolatria. Porquanto tu rejeitaste a palavra do SENHOR, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei." [1 Samuel 15:23]
Aqueles que rejeitam a palavra de Deus são "adivinhos" no sentido que eles se recusam a reconhecer aquilo que foi revelado. Essa recusa é literalmente adivinhação, pois eles vão a outro lugar para obterem sua informação espiritual. Ou a pessoa ouve aquilo que foi objetivamente revelado ou busca informações do reino da adivinhação e do conhecimento secreto. Esse é o reino dos espíritos. O resultado da ação de Saul foi que ele logo passou a ser atormentado por um espírito maligno. "E o Espírito do SENHOR se retirou de Saul, e atormentava-o um espírito mau da parte do SENHOR" [1 Samuel 16:14]
Pode ser chocante saber que o espírito mau veio da parte do Senhor, mas isso é coerente com outras Escrituras que falam sobre o resultado de rejeitar a verdade. Aqueles que propositadamente vão para longe daquilo que Deus escolheu revelar colocam-se sob o julgamento da reprovação. Isso significa que Deus permite que eles sejam enganados.
"A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem. E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira; para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade." [2 Tessalonicenses 2:9-12; ênfase adicionada]
Como Saul, os indivíduos enganados pelos sinais e maravilhas do Anticristo serão desviados por suas próprias cobiças. Os adivinhos e médiuns espíritas satisfazem a esses desejos e cobiças dos pecadores. Deus não envia a enganação diretamente, pois Deus não pode mentir, mas indiretamente, dando a Satanás a permissão de enviar espíritos enganadores para iludir as vítimas.
No texto grego original, a passagem em 2 Tessalonicenses diz: "para que eles possam acreditar na mentira". O artigo definido é importante pois aponta para a mentira que Satanás contou no Jardim do Éden: "Sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal." A mentira aponta para o conhecimento oculto. Na forma mais simples, a mentira aponta para conhecimento secreto que Deus não revelou e a verdade aponta para o evangelho de Jesus Cristo. Aqueles que praticam a adivinhação estão se afastando do evangelho para aprender aquilo que Deus preferiu não revelar. Eles terminam iludidos pela mentira!
A Adivinhação e os Falsos Profetas
Balaão era um ocultista. Em Josué 13:22 ele é chamado de "adivinho". Ele ia aos lugares altos para interpretar os augúrios. Ele cria nos augúrios. Sua fama em lidar com maldições espirituais era tal que o rei moabita Balaque estava disposto a pagar para que Balaão amaldiçoasse Israel. Sempre que mencionado na Bíblia, Balaão é condenado (a história de Balaão está em Números 22-24; ele é condenado em 2 Pedro 2:15; Judas 1:11 e Apocalipse 2:14.
Uma coisa que chama a atenção em Balaão é que embora ele fosse um falso profeta, fez uma profecia verdadeira significativa. Ele profetizou sobre a vinda do Messias! Ele disse: "Vê-lo-ei, mas não agora, contemplá-lo-ei, mas não de perto; uma estrela procederá de Jacó e um cetro subirá de Israel, que ferirá os termos dos moabitas, e destruirá todos os filhos de Sete." [Números 24:17] Embora Balaão normalmente praticasse a adivinhação, o Espírito de Deus veio sobre ele. "Vendo Balaão que bem parecia aos olhos do SENHOR que abençoasse a Israel, não se foi esta vez como antes ao encontro dos encantamentos; mas voltou o seu rosto para o deserto. E, levantando Balaão os seus olhos, e vendo a Israel, que estava acampado segundo as suas tribos, veio sobre ele o Espírito de Deus." [Números 24:1-2] Balaão abençou Israel embora tivesse sido contratado para amaldiçoá-lo.
Existem três testes para os profetas em Deuteronômio: 1) Se eles usam métodos proibidos então esses profetas são falsos. (Deuteronômio 18:10-12). Se fazem uma predição que não se cumpre, então esses profetas são falsos (Deuteronômio 18:22), e 3) Se fizerem uma predição verdadeira que levar o povo para longe da fidelidade a Deus, então esses profetas também são falsos. (Deuteronômio 13:1-5)
Dado o fato que Deus falou com e por meio de Balaão, como pode ele ter sido um falso profeta? Balaão falhou em dois dos testes dados em Deuteronômio. Ele era um falso profeta de acordo com Deuteronômio 18 porque usava métodos proibidos. Os israelitas estavam instruídos especificamente a não ouvirem a ninguém que praticava a adivinhação. Balaão também falhou no teste dos profetas dado em Deuteronômio 13.
"Quando profeta ou sonhador de sonhos se levantar no meio de ti, e te der um sinal ou prodígio, e suceder o tal sinal ou prodígio, de que te houver falado, dizendo: Vamos após outros deuses, que não conheceste, e sirvamo-los; não ouvirás as palavras daquele profeta ou sonhador de sonhos; porquanto o SENHOR vosso Deus vos prova, para saber se amais o SENHOR vosso Deus com todo o vosso coração, e com toda a vossa alma." [Deuteronômio 13::1-3]
Um profeta pode fazer uma predição exata ou realizar um sinal que indicaria que ele tem o poder de Deus, mas mesmo assim levar o povo para longe da fidelidade à Palavra de Deus.
Embora Balaão não tenha amaldiçoado Israel por meio da adivinhação, ele ensinou o rei Balaque a levar Israel para o mau caminho, fazendo assim com que caísse sob maldição. Aprendemos isso no Novo Testamento. "Mas algumas poucas coisas tenho contra ti, porque tens lá os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel, para que comessem dos sacrifícios da idolatria, e se prostituíssem." [Apocalipse 2:13] Mesmo sem ter amaldiçoado Israel, Balaão ensinou Balaque a fazer os israelitas caírem sob a maldição de Deus. Assim, ele levou Israel para longe da fidelidade à aliança com Deus, e falhou no teste de Deuteronômio 13.
Os falsos profetas estão vinculados com a adivinhação na seguinte passagem: "E disse-me o SENHOR: Os profetas profetizam falsamente no meu nome; nunca os enviei, nem lhes dei ordem, nem lhes falei; visão falsa, e adivinhação, e vaidade, e o engano do seu coração é o que eles vos profetizam." [Jeremias 14:14] Esses profetas estavam dizendo ao povo aquilo que o povo queria ouvir, que o julgamento predito por Jeremias não se tornaria realidade. [Jeremias 14:15] Em pouco tempo ficaria provado que eles estavam errados. O ponto é este: O povo de Deus precisa saber distingüir entre os profetas e os adivinhos. O critério para fazer isso é objetivo, não subjetivo. Os falsos profetas eram adivinhos cuja fonte era subjetiva: "o engano de seu coração".
O Verdadeiro Papel do Profeta
O verdadeiro profeta no Antigo Testamento exercia vários papéis importantes. Um deles era o de exortar o povo à fidelidade à Lei de Moisés, que continha os estatutos da aliança. Um tipo de material profético no Antigo Testamento chama-se "processo da aliança". [9] O profeta listava os termos da aliança, depois trazia em testemunho a transgressão do povo e pronunciava o veredito. Os profetas não eram legisladores, mas exortavam o povo. Outro papel era o predizer o futuro. Os tópicos da predição deles incluia o futuro de Israel e seu relacionamento com as outras nações, profecias contra as nações, e os detalhes da vinda do Messias, o "profeta" de quem Moisés tinha falado. Os profetas também entregavam profecias específicas para os reis e davam orientações específicas em momentos cruciais na história de Israel.
Como vimos, se um profeta não pregasse a fidelidade à aliança, ele era falso, se não anunciasse com exatidão o futuro, então era falso, e se usasse técnicas proibidas, também era falso. Os verdadeiros profetas não eram praticantes de adivinhação. Eles foram chamados por Deus e inspirados pelo Espírito Santo. A fonte deles não eram técnicas especiais para sondar 'o divino' e obter informações secretas, mas Deus, que soberanamente falava por meio deles. Não havia uma técnica profética secreta que poderia ser ensinada aos outros. Como era a inspiração de Deus que lhes dava suas palavras, as palavras deles eram verdadeiras.
Os Meios Ordenados por Deus
Resta uma questão sobre as práticas que Deus permitiu que eram consideradas adivinhação quando usadas pelos pagãos. O conceito fundamental é se Deus ordena ou não uma prática. Por exemplo, quando os israelitas entraram na Terra Prometida e a conquistaram, a terra deveria ser dividida entre as tribos por sorte. Eis o que Deus disse: "Segundo sair a sorte, se repartirá a herança deles entre as tribos de muitos e as de poucos." [Números 26:56] Josué 19:51 mostra que eles fizeram isso e dividiram a terra. Como Deus ordenou que eles lançassem a sorte para determinar a divisão da terra, quando eles fizeram isso, o resultado foi a vontade de Deus. Ele falou por meio do sorteio porque ordenou o uso nesta situação.
Houve outras situações em que o sorteio foi usado para tomar decisão. Algumas dessas incluíam casos criminais, indicação para um cargo, a divisão da propriedade, e a seleção do bode no Dia da Expiação (Josué 7:14 e seguintes; 1 Samuel 10:20; Atos 1:26; Levítico 16:10). O último uso do lançamento de sortes na Bíblia foi no livro de Atos, na escolha de Matias. Uma vez que o Espírito Santo foi dado, não há mais o uso do lançamento de sortes. O livro de Atos mostra que o Espírito Santo guiava os apóstolos à medida que eles tomavam as decisões. O fato que Deus ordenou o uso do lançamento de sortes no Antigo Testamento em certas circunstâncias não justifica seu uso para a adivinhação por qualquer pessoa e por qualquer razão. O uso ordenado foi cuidadosamente prescrito.
A interpretação de sonhos é outra prática que era comum entre os pagãos e algumas vezes permitida para o povo de Deus. Deus particularmente usou José e Daniel para interpretar os sonhos de reis pagãos que revelaram-se significativos para o futuro de Israel de seu relacionamento com as nações. Entretanto, como nas outras formas de profecia, nem todas eram válidas. Como vimos em Deuteronômio 13:1-5, um "sonhador de sonhos" poderia dar um sinal que se tornava verdadeiro, mas mesmo assim levar o povo para o mau caminho e promover a idolatria. O mesmo critério de julgamento para alguém que afirma ter tido um sonho dado por Deus, ou a interpretação de um sonho, aplica-se à profecia e aos profetas. Isso significa que eles precisam pregar e praticar a fidelidade à aliança e suas predições precisam ser totalmente exatas.
É também importante observar que a interpretação de sonhos não era uma técnica a ser aprendida. Nem todo os sonhadores eram de Deus e nem todos os sonhos eram necessariamente significativos. A soberania de Deus escolheu usar certos indivíduos para compreender os sonhos. Esses indivíduos não reivindicavam algum poder inato para saber o significado dos sonhos, que poderia ser usado quando quisessem. Conhecer o significado de certos sonhos era um dom que Deus concedeu, particularmente a Daniel (Daniel 1:17). Aqueles que usavam as técnicas de adivinhação para interpretar os sonhos fracassaram quando foram convocados para interpretar o sonho do rei. "Então entraram os magos, os astrólogos, os caldeus e os adivinhadores, e eu contei o sonho diante deles; mas não me fizeram saber a sua interpretação." [Daniel 4:7] Mas Deus deu a interpretação a Daniel. [Daniel 4:8 em diante]
Houve um grande problema com o uso falso dos sonhos durante o ministério de Jeremias. Por exemplo: "Tenho ouvido o que dizem aqueles profetas, profetizando mentiras em meu nome, dizendo: Sonhei, sonhei." [Jeremias 23:25] Os falsos profetas tentavam ganhar legitimidade por meio de seus sonhos, embora estivessem se afastando da vontada revelada de Deus:
"Até quando sucederá isso no coração dos profetas que profetizam mentiras, e que só profetizam do engano do seu coração? Os quais cuidam fazer com que o meu povo se esqueça do meu nome pelos seus sonhos que cada um conta ao seu próximo, assim como seus pais se esqueceram do meu nome por causa de Baal. O profeta que tem um sonho conte o sonho; e aquele que tem a minha palavra, fale a minha palavra com verdade. Que tem a palha com o trigo? diz o SENHOR." [Jeremias 23:26-28; ênfase adicionada]
Isso mostra que mesmo com aquelas práticas que Deus permite ou ordena, sempre precisa haver discernimento. O critério definido em Deuteronômio precisa ser seguido.
Em resumo, se uma prática é uma forma proibida de adivinhação, ela é sempre pecaminosa e nunca é um método "neutro". Se uma prática é permitida ou ordenada sob certas circunstâncias, ela ainda precisa ser examinada. Até mesmo os meios prescritos por Deus podem sofrer abusos.
Os Meios Prescritos por Deus no Novo Testamento
Como vimos, Moisés profetizou a respeito da vinda daquele que falaria com autoridade da parte de Deus. O Novo Testamento afirma que esse é ninguém outro senão o próprio Jesus Cristo, como mencionado anteriormente. O próprio Criador, o Filho eterno, veio e falou de Deus em uma revelação plena e final. [Hebreus 1:1-2]. Os apóstolos escreveram os ensinos de Cristo no Novo Testamento. Aqueles que se afastam da fé são tão falsos quanto aqueles que afirmavam falar em nome de Deus nos tempos do Antigo Testamento mas se afastavam da Lei dada a Moisés.
Existem usos legítimos da adivinhação para o crente no Novo Testamento? Isso somente seria possível se Deus especificamente ordenasse certos métodos. Eu não vejo qualquer evidência de Deus fornecer aos cristãos no Novo Testamento métodos de adivinhação por meio dos quais Ele falará. O uso do sorteio em Atos 1 envolveu uma prática do Antigo Testamento. Não é dito se o uso do sorteio neste caso foi ordenado por Deus, o texto apenas diz que eles agiram assim. Além disso, após o Pentecostes, essa prática nunca mais foi repetida.
Existem sonhos e profecias mencionadas no Novo Testamento. Quando Pedro pregou no Dia de Pentecostes, ele citou o profeta Joel:
"Nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos terão sonhos; e também do meu Espírito derramarei sobre os meus servos e as minhas servas naqueles dias, e profetizarão." [Atos 2:17-18]
O ponto fundamental aqui é "sobre toda a carne". Em vez de apenas certos indivíduos como os profetas que receberam o Espírito Santo, Deus irá agora, de um modo muito maior, habitar em todos os que crêem. O ato de "profetizar" não estará mais restrito a algumas poucas pessoas. Todos os tipos de pessoas receberão o Espírito Santo (jovens, velhos, homens, mulheres, escravos, livres, etc) e todos poderão profetizar. (1 Coríntios 14:24,31)
Que existem sonhos e profecias não é diferente, mas o propósito agora está restrito. Como já recebemos a plenitude da autorizada e divina revelação até que Cristo retorne, o propósito dos sonhos e profecias está restrito à orientação para "edificação, exortação e consolação" (1 Coríntios 14:3) sem ser acréscimo às Escrituras. Os sonhos e profecias estão sujeitos ao julgamento exatamente como no Antigo Testamento. Não existe a arte legítima da interpretação de sonhos no Novo Testamento. Nem no Antigo nem no Novo Testamento há um processo a ser aprendido para fazer de alguém um intérprete de sonhos.
Existem modos prescritos no Novo Testamento pelos quais o cristão cresce na graça e no conhecimento do Senhor: a Palavra (o estudo bíblico), as ordenanças e a oração. Além disso, a comunhão é um modo de toda a comunidade cristã compartilhar da graça que Deus nos tem dado. Se pela fé fazemos uso dos modos prescritos por Deus, temos a certeza que Cristo trará os benefícios da redenção ao Seu povo. [11] Como no Velho Testamento, afastar-se dos meios prescritos por Deus é colocar-se fora do alcance das bênçãos e da proteção de Deus. Da mesma forma como no Velho Testamento, até aquilo que Deus prescreveu pode sofrer abuso. Por exemplo, a Palavra pode ser mal-interpretada, o batismo pode ser visto como um modo de justificação separado da fé, a comunhão pode ser transformada em uma obra meritória, e a oração pode ser transformada em um processo místico para buscar novas revelações. Não somente precisamos dos meios prescritos por Deus, mas precisamos fazer uso deles nos termos em que Deus estabeleceu.
A adivinhação sempre envolve uma ambição por obter conhecimento secreto. Os meios que Deus ordenou parecem mundanos e lentos para muitas pessoas. Elas querem uma experiência ou uma revelação especial que instantaneamente responda às suas questões, ou solucione seus problemas imediatos. Como Saul, que não estava obtendo uma resposta pelos meios prescritos por Deus e então consultou uma feiticeira, muitos hoje vão atrás das práticas proibidas. Eles dizem: "Tentei estudar a Palavra de Deus, orar e ter comunhão na igreja, mas isto não funcionou." Assim, vão atrás de alguém que supostamente pode obter informações secretas de Deus para eles.
A adivinhação é atraente para as pessoas por duas razões básicas: temor e cobiça. Elas temem que não superarão suas feridas e então buscam informações secretas sobre seu passado. Elas temem um mau resultado e então procuram os presságios. Elas esperam encontrar um quebrador de maldições ungido para evitar um destino ruim. Elas ambicionam o sucesso e a riqueza nesta vida e então buscam informações secretas sobre o futuro. Elas imaginam que com a informação sobrenatural correta poderão ser bem sucedidas em tudo o que fizerem. Elas temem que os demônios estão impedindo que elas sejam felizes e então procuram informações secretas sobre os nomes e as funções dos demônios, esperando com isso escapar de seu estado de infelicidade. Como na história do vidente no início deste artigo, elas querem informações que as ajudem a solucionar seus problemas.
O que realmente precisamos é fazer uso continuamente dos meios da graça que Deus prescreveu para nós. Fazendo isso fielmente pela fé, teremos todas as bênçãos e benefícios que são prometidos nesta vida. Coloquemos de lado a ambição pelo conhecimento secreto e proibido e aceitemos que existe o sofrimento. A vasta arena do conhecimento espiritual que é desconhecida para nós precisa ser deixada dessa forma. Mas o que é conhecido é a vontade revelada de Deus e a alegria de vir até Ele em Seus próprios termos por meio do Messias Jesus. Há uma passagem com uma exortação e uma promessa: "Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno." [Hebreus 4:16] Deus honrará Suas promessas quando viermos a Ele em Seus próprios termos por meio do Messias Jesus.
As Falsas Reivindicações dos Adivinhos Cristãos
A adivinhação é qualquer técnica para a obtenção de informações secretas ou ocultas que não está prescrita nas Escrituras. A prática da adivinhação é pecaminosa e proibida. As pessoas que não querem estar restritas de usar as técnicas de adivinhação oferecem dois argumentos: "Os métodos são neutros" e "Deus pode usar qualquer coisa."
A partir das Escrituras, mostramos que a primeira afirmação não tem fundamento bíblico. Os métodos não são neutros. Permita-me compartilhar um exemplo. A maioria das pessoas concorda que o Tabuleiro de Ouija é uma forma de adivinhação proibida para os cristãos. Mas e se alguém criasse um Tabuleiro de Ouija que fosse exatamente como um tabuleiro real, com a diferença que estivesse coberto com versos bíblicos. Duas pessoas poderiam colocar suas mãos no dispositivo apontador e permitir que forças quaisquer fizessem o tabuleiro "funcionar", apontando para o verso apropriado. Isso, então seria interpretado como orientação de Deus. Isso pode parecer absurdo, mas é uma coisa logicamente válida se na verdade "os métodos são neutros". Na verdade, aqueles que usam a prática de fechar os olhos, abrir a Bíblia em uma página aleatória e apontar seu dedo para um verso qualquer de modo a obter direção estão usando uma técnica similar. Essas pessoas estão praticando adivinhação. Alguns métodos para obter conhecimento espiritual são prescritos por Deus, todos os outros são proibidos.
A afirmação que Deus pode usar qualquer coisa é enganosa. Embora tecnicamente seja verdade, ela é enganosa porque há uma distinção a ser feita entre o que Deus tem o poder de usar e o que Ele prescreve. Há também o fato que Deus pode usar alguma coisa que é contra sua vontade moral de modo a trazer o julgamento. Deus realmente usou a feiticeira de En-Dor, mas isso foi muito ruim para o rei Saul. Deus pode usar o mal para propósitos bons, mas é algo muito ruim para os praticantes do mal serem usados dessa forma. Outro exemplo encontra-se na seguinte passagem: "Porque Deus tem posto em seus corações, que cumpram o seu intento, e tenham uma mesma idéia, e que dêem à besta o seu reino, até que se cumpram as palavras de Deus." [Apocalipse 17:17]. Deus usará a rebelião da raça humana durante a Tribulação para fazer a profecia ser cumprida, mas será algo muito ruim para aqueles que forem assim usados.
O que é verdadeiramente importante é que determinemos pelas Escrituras qual é a vontade de Deus e nos submetamos a ela. Conjecturar sobre o que Deus poderia usar é enganoso se terminarmos nos colocando sob julgamento por participar de algo que Deus poderia possivelmente estar usando. Deus usou o Faraó, mas isso foi algo ruim para ele e para todo o seu exército.
Conclusão
A adivinhação não é proibida porque não funciona, mas porque realmente funciona. Ela funciona de modo a colocar as pessoas em contato com as forças espirituais e com conhecimentos secretos. Os seres espirituais assim contactados têm informações factuais à sua disposição que não poderiam ser obtidas pelos meios que Deus nos deu para conhecer as coisas espirituais ou secretas. Essas informações podem tornar uma pessoa muito rica, ou podem destruí-la. Os espíritos malignos que fornecem essas informações pretendem impedir as pessoas de virem a Deus por meio do Messias. Eles também procuram enganar os cristãos a pensar que aquilo que recebem por meio de Cristo é insuficiente. Eles são muito bons naquilo que fazem.
Quinze anos atrás organizei um encontro de pastores, esperando apelar aos pastores para que pregassem e ensinassem a Bíblia corretamente. Um pastor que veio ao encontro tinha recentemente ido conhecer os profetas de Kansas City. Eu lhe perguntei o que acontecera ali. A resposta foi que um profeta tinha conseguido identificar corretamente seu ministério, embora não tivesse nenhuma fonte natural para essa informação. Perguntei como ele tinha feito isso. A resposta foi que o profeta fez o homem erguer sua mão com os dedos abertos. O profeta viu as cores que emanavam da mão, que revelavam quais dos cinco ministérios ele possuia. Eu disse para ele: Isto é leitura da aura, uma prática ocultista". Ele respondeu: 'Deus pode usar qualquer coisa e, além do mais, o profeta acertou."
O mais grave disso é que as informações secretas não fizeram nada mais do que convencer o pastor que a leitura cristã da aura era algo válido e que ele tinha encontrado um verdadeiro profeta. O pastor sabia que era um pastor antes de ter ido ao profeta, ele não precisava de conhecimento secreto para mostrar o que era conhecido por meios ordinários. Esse é o mesmo tipo de procedimento que muitos praticantes de adivinhação usam para convencer suas vítimas que eles têm poderes legítimos. Existem dezenas de versões "cristãs" de adivinhação que estão sendo praticadas na igreja atualmente. A próxima edição exporá várias delas.
O que precisamos fazer é deixar de lado a ambição por conhecimentos secretos e nos colocar debaixo dos meios de graça prescritos por Deus. Ele usará Seus meios prescritos para nos dar toda a cura e a ajuda que precisamos obter nesta vida. Submetendo-nos ao evangelho por meio da fé temos a certeza da ressurreição futura para a vida eterna.
Notas Finais
1. Dr. Joel Nordtvedt, Presidente das Escolas dos Irmãos Luteranos.
2. Eugene H. Merrill, Deuteronomy in The New American Commentary; (Broadman & Holman: Nashville, 1994) pg 271.
3. Holman Illustrated Bible Dictionary (Holman: Nashville, 2003) s.v. "Divination", 433.
4. Eerdmans Dictionary of the Bible (Eerdmans: Grand Rapids, 2000) s.v. "Divination", 349.
5. Op. cit. Holman
6. Scribners Dictionary of the Bible (Scribners: New York, 1903) Vol. 1. s.v. "Divination", 612.
7. Duane L. Christensen, Deuteronônio 1-21:9 no Word Biblical Commentary; (Nelson: Nashville, 2001); 408.
8. Op. cit. Eerdmans, 350. exemplo, Oséias 4:1 anuncia um "caso" contra Israel. Veja Gary V.
9. Smith, The Prophets as Preachers, (Broadman & Holman: Nashville, 1994) 40 para uma discussão do processo da aliança.
10. Op. Cit. Scribners, s.v. "lots", pg 153.
11. Charles Hodge, Systematic Theology Vol. III; (Eerdmans: Grand Rapids, Edição 1995) pg 499. Veja 466-708 para uma discussão completa dos meios da graça.
Sobre o Autor
Bob DeWaay é pastor da Twin City Fellowship, uma igreja evangélica não-denominacional em Minneapolis, MN. "Somos um corpo de crentes que tenta viver a fé cristã de acordo com Atos 2:42, dedicando-se à oração, comunhão, estudo das Escrituras e celebração da Ceia do Senhor. Nossa missão é equipar os santos para o trabalho do ministério e para alcançar os perdidos com o evangelho de Jesus Cristo. Fazemos isso por meio da pregação expositiva, estudos bíblicos, publicações, nosso sítio na Internet e evangelismo na vizinhança."
Autor: Pastor Bob DeWaay, http://cicministry.org/commentary/issue82.htm
Texto revisado por: V. D. M. - Campo Grande / MS
Fonte: A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/adivinhos.asp
"Quando entrares na terra que o SENHOR teu Deus te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daquelas nações. Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR teu Deus os lança fora de diante de ti." [Deuteronômio 18:9-12]
Recentemente, fui convidado a pregar em um seminário. Antes da reunião, almoçei com alguns professores, um dos quais tinha trabalhado por muitos anos como missionário em Taiwan. O ex-missionário contou a seguinte história que ilustra a realidade do mundo espiritual:
Um menino de doze anos em Taiwan estava tendo algumas experiências estranhas. Ele tinha a impressão que alguém sempre o estava seguindo mas quando ele se virava e olhava para trás, não via ninguém. Algumas vezes na manhã após uma noite de sono ruim, ele se sentia machucado e disse aos seus pais que alguém tinha batido nele à noite, enquanto ele dormia. Os pais do menino o levaram aos médicos, mas estes não conseguiram encontrar nada de errado. Finalmente, os pais o levaram a um vidente cego - que tinha a reputação de conseguir sentir o mundo espiritual.
O vidente disse ao menino e aos seus pais que havia um irmão gêmeo e que a outra criança tinha morrido ao nascer. Isso, é claro, era do conhecimento dos pais, mas poucas pessoas sabiam sobre o fato, pois a família o mantinha em segredo. O vidente também disse que os problemas do menino eram causados pelo espírito do irmão gêmeo falecido, que estava com raiva por ter sido negligenciado. Os pais não o estavam venerando com fidelidade e provendo para ele no mundo espiritual. Portanto, o espírito dele os estava punindo e assediando o filho deles (o irmão gêmeo sobrevivente). A solução era erguer um altar para o espírito do falecido, venerá-lo com alimentos e com incenso, e queimar notas de dinheiro em seu favor. Quando a família fez isso, conforme as instruções, as estranhas experiências do menino cessaram. [1]
Alguém pode perguntar: "Como isso pode ter funcionado?" A resposta é que Satanás tem boas razões para fazer isso funcionar. Os espíritos que estavam atormentando a criança estavam fazendo aquilo que os espíritos malignos gostam de fazer. O vidente estava conectado com o conhecimento espiritual real. Os espíritos contaram ao vidente a respeito do irmão gêmeo. Os espíritos deram ao vidente a "prescrição" e os outros espíritos pararam de atormentar porque com isso, fizeram com que toda a família imergisse nas crenças animistas da adoração aos espíritos. Imagine quão sólidas serão as crenças deles e quão difícil será para eles se converterem a Jesus Cristo. A adivinhação e o espiritismo funcionam - isto é o que torna o perigo tão grande. As enganações que não funcionam têm vida curta.
A Natureza e História da Adivinhação
O erudito em Antigo Testamento Eugene H. Merrill dá uma definição geral da adivinhação: "A frase 'praticantes de adivinhação' refere-se geralmente a todo o conjunto de meios de se obter conhecimento dos deuses, independente de qualquer técnica em particular." [2]
Aqui está outra definição: "A prática de tomar decisões ou predizer o futuro por meio da leitura dos sinais e dos presságios." [3]
Todas as sociedades pagãs, antigas e modernas, praticam a adivinhação. As pessoas nessas sociedades sabiam que viviam em um mundo de 'deuses' e de seres espirituais e que precisavam de meios de obter informações sobre os espíritos que supostamente criavam o bom e o mau destino. Várias técnicas foram desenvolvidas para obter esse conhecimento. Nâo há limite lógico para a variedade de técnicas que podem funcionar. Essas técnicas persistem porque funcionam com alguma precisão e os espíritos estão mais do que dispostos a fornecer suas informações enganosas.
Existem categorias de adivinhação que foram muito comuns no mundo antigo. A prática da astrologia surgiu porque os planetas eram anomalias no sentido que seguiam um curso diferente do movimento das estrelas. As pessoas costumavam examinar o fígado ou as entranhas dos animais para obter informações dos deuses. Isso é mencionado na Bíblia. "Porque o rei de Babilônia parará na encruzilhada, no cimo dos dois caminhos, para fazer adivinhações; aguçará as suas flechas, consultará as imagens, atentará para o fígado." [Ezequiel 21:21] O que eles estavam procurando era encontrar anormalidades que pudessem ser lidas como presságios. As setas podiam ser derrubadas ou lançadas no chão e a direção ou padrão em que elas caíam podiam ser lidos como indicação de onde atacar. [5]
Nem todas as formas de adivinhação tinham que ver com a leitura de anomalias. Algumas formas eram modos de fazer contato direto com os espíritos. A necromancia é uma delas. "A necromancia, a consulta dos espíritos dos mortos (Levítico 19:31; Isaías 8:19 e 19:3) é um modo de obter conhecimento prévio de uma fonte sobrenatural que era ilícita entre os judeus... mas lícita entre os outros povos." [6] O que a adivinhação está sempre buscando é informações secretas, sejam do passado, do presente, ou do futuro.
A adivinhação está freqüentemente vinculada com a feitiçaria, os encantamentos, e outras práticas. Por exemplo: "E deixaram todos os mandamentos do SENHOR seu Deus, e fizeram imagens de fundição, dois bezerros; e fizeram um ídolo do bosque, e adoraram perante todo o exército do céu, e serviram a Baal. Também fizeram passar pelo fogo a seus filhos e suas filhas, e deram-se a adivinhações, e criam em agouros; e venderam-se para fazer o que era mau aos olhos do SENHOR, para o provocarem à ira. Portanto o SENHOR muito se indignou contra Israel, e os tirou de diante da sua face; nada mais ficou, senão somente a tribo de Judá." [2 Reis 17:16-18]
A frase "fizeram passar pelo fogo a seus filhos e suas filhas" é também mencionada em Deuteronômio 18:10 junto com a adivinhação. É bem possível que no contexto isso se refira a uma forma específica de adivinhação, e não ao sacrifício de crianças. Possivelmente, era uma forma de adivinhação que envolvia a interrogação pelo fogo. A natureza exata da prática não é clara. Mas o que é claro é que era uma prática pagã associada com a adivinhação e que era proibida por Deus. Em muitas passagens, diversos termos intimamente relacionados são citados para mostrar que toda essa atividade é proibida. Por exemplo, falando a respeito do rei Manassés: "E até fez passar a seu filho pelo fogo, adivinhava pelas nuvens, era agoureiro e ordenou adivinhos e feiticeiros; e prosseguiu em fazer o que era mau aos olhos do SENHOR, para o provocar à ira." [2 Reis 21:6]
Existem algumas práticas que podem ser vistas como adivinhação em um sentido pagão, ou algo que Deus usa. Um exemplo disso é a interpretação de sonhos e outra é o lançamento de sortes. Há um termo técnico para a interpretação de sonhos que é descrito como segue: "Oniromancia, a interpretação de sonhos, é tolerada no Antigo Testamento (Gênesis 40:5-8; Daniel 1:17). As narrativas atribuem a interpretação completamente a Iavé, excluindo aqueles que eram treinados nas disciplinas da interpretação de sonhos (que era de enorme interesse no Egito e na Mesopotâmia)." [8] Na Bíblia, Deus forneceu a interpretação de sonhos quando quis a indivíduos específicos, como José e Daniel. A interpretação pagã dos sonhos era uma arte praticada como outras formas de adivinhação. Um sonhador de sonhos precisava ser julgado como um profeta, como veremos quando discutirmos Deuteronômio 13:1-5. Posteriormente, discutiremos o uso correto e incorreto dos sonhos.
A prática de lançar as sortes (fazer sorteios) para determinar a decisão do Senhor era permitida em certas circunstâncias. O urim e tumim no peitoral de Arão evidentemente serviam a esse propósito (veja Êxodo 28:30 e Números 27:21) A passagem a seguir mostra que Deus nem sempre respondia: "E perguntou Saul ao SENHOR, porém o SENHOR não lhe respondeu, nem por sonhos, nem por Urim, nem por profetas." [1 Samuel 28:6] Quando isso aconteceu, Saul afastou-se daquilo que Deus tinha ordenado: "Então disse Saul aos seus criados: Buscai-me uma mulher que tenha o espírito de feiticeira, para que vá a ela, e consulte por ela. E os seus criados lhe disseram: Eis que em En-Dor há uma mulher que tem o espírito de adivinhar." [1 Samuel 28:7]
Qualquer um dos meios que Deus tinha prescrito, seja sonhos, profetas, ou o lançamento de sorte, poderia ser mal-empregado. Os meios que Deus forneceu no Antigo Testamento somente poderiam ser usados pelas pessoas que Ele realmente tinha chamado e do modo como Ele tinha prescrito. Posteriormente discutiremos os testes que o Senhor dá para determinar se essas pessoas são legítimas. Também é importante observar que todos os outros métodos da buscar informações espirituais são ilegítimos em todos os casos.
Por Que Deus Proíbe a Adivinhação?
A Bíblia proíbe a adivinhação porque ela envolve o desejo ardente de obter conhecimento secreto que Deus preferiu não revelar. "As coisas encobertas pertencem ao SENHOR nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei." [Deuteronômio 29:29] Esse desejo de obter conhecimento proibido tem suas raízes no primeiro pecado do homem. "Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal." [Gênesis 3:4-5] Satanás tentou Eva com um desejo de conhecer aquilo que Deus preferiu não revelar e assim transgrediu a fronteira entre o Criador e a criatura. Eva e depois Adão sucumbiram a essa tentação (Gênesis 3:6) A adivinhação é uma tentativa de obter conhecimento proibido.
Existem somente duas fontes legítimas de conhecimento que estão disponíveis para nós: 1) As coisas reveladas por Deus; 2) Aquilo que pode ser aprendido por meio da revelação geral. Aquilo que está revelado por Deus está contido na Bíblia. A revelação geral está limitada àquilo que pode ser aprendido por meio dos sentidos físicos e as implicações racionais daquilo que é visto na criação.
O que é proibido é a informação secreta, não disponível pelos meios comuns de aprendizado e não revelada por Deus. A adivinhação envolve várias técnicas para obter essas informações espirituais. Por exemplo, no caso da criança que foi levada ao vidente, tivesse havido um interrogatório e os resultados de cuidadosa investigação descoberto que a criança teve um irmão gêmeo que morreu, essa seria uma fonte legítima de informação. Que influência, se é que existente, esse fato exercia sobre a criança somente poderia ser discernido na medida em que a evidência e as implicações racionais pudessem fornecer. Entretanto, a informação do vidente, embora verdadeira pelo menos no que se refere ao fato da morte do irmão gêmeo, é ainda proibida porque veio por meio da adivinhação.
A ilustração do vidente mostra por que a adivinhação é proibida. Ela funciona por causa da operação de espíritos malignos. Os espíritos malignos estão dispostos a fornecer algumas informações factuais desde que isso sirva aos seus propósitos de contar uma mentira maior. A pessoas são sugadas para dentro do ocultismo por causa da exatidão da informação secreta que elas obtêm.
Já entrevistei pessoas que participaram de sessões espíritas. Em alguns casos, informações específicas eram dadas a respeito de um parente falecido que o necromante nunca tinha conhecido. Essas informações convenciam os clientes que eles realmente estavam contactando seus familiares já falecidos. Entretanto, os demônios têm essas informações e podem fornecê-las para fazer as pessoas acreditarem em uma mentira maior. Em alguns casos, a mentira é que o parente falecido está em um "lugar melhor", apesar do fato de que nunca creu no evangelho. Isso perpetra a mentira que todas as pessoas vão para um lugar melhor e, portanto, não é necessário se arrepender dos pecados e crer no evangelho. Isso serve ao propósito dos espíritos enganadores que fazem a sessão espírita funcionar.
O que é importante ter em mente com relação à adivinhação é que há uma razão muito boa por que as pessoas em diversas culturas em toda a história humana a praticaram. Ela funciona! É isso que a torna tão sedutora. Afirmar ingenuamente que ela não é real e não funciona nunca fará as pessoas renunciarem à adivinhação. O que precisa ser conhecido é que esses métodos são proibidos porque dão acesso ao mundo dos espíritos. Esses espíritos não são seres do bem, embora queiram nos fazer pensar que sim. Eles são espíritos enganadores e praticam suas enganações há milhares de anos. O principal objetivo deles é evitar que as pessoas entrem em um relacionamento com Deus por intermédio de Jesus Cristo. Se eles não conseguirem impedir as pessoas de virem a Cristo, o objetivo secundário é enganá-las a adotar falsas doutrinas, desse modo distorcendo a compreensão delas da verdade revelada de Deus.
A Adivinhação é Rebelião
Considere o que o profeta Isaías teve a dizer: "Quando, pois, vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram: Porventura não consultará o povo a seu Deus? A favor dos vivos consultar-se-á aos mortos? À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, é porque não há luz neles." O mundo obscuro do conhecimento espiritual secreto é caracterizado por "chilreios e murmúrios" não muito claros. Buscar essas informações secretas é o equivalente a deixar de consultar a Deus, que nos revelou Sua verdade de forma objetiva em Sua Palavra (a Bíblia). Aqueles que não estão satisfeitos com aquilo que Deus escolheu revelar vão para outras fontes espirituais. Isso, como veremos, é uma rebelião contra Deus.
Aquilo que os adivinhos fazem é proibido porque eles não falam em nome de Deus. Deuteronômio 18 contém uma lista das práticas proibidas:
"Quando entrares na terra que o SENHOR teu Deus te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daquelas nações. Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR teu Deus os lança fora de diante de ti." [Deuteronômio 18:9-12]
O que Moisés diz mostra que essas práticas eram uma alternativa a ouvir os porta-vozes escolhidos de Deus. "Porque estas nações, que hás de possuir, ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém a ti o SENHOR teu Deus não permitiu tal coisa. O SENHOR teu Deus te levantará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, como eu; a ele ouvireis." [Deuteronômio 18:14-15] Moisés foi um legislador. O profeta que Deus levantou é Jesus Cristo [veja Hebreus 1:1-2; João 5:37-57; Atos 3:22-23]
Moisés foi aquele por meio de quem Deus outorgou a lei. Os profetas não faziam acréscimos à lei de Deus, mas a usavam para exortar e também profetizaram sobre o futuro. Eles especificamente profetizaram acerca do Messias, o profeta de quem Moiséis falou. De acordo com Hebreus 1:1-2, Jesus Cristo falou a nós nestes últimos tempos a plena e final revelação. Ir além daquilo que foi dado no Antigo Testamento e dito por Jesus Cristo e por Seus apóstolos no Novo Testamento é rebelião; é praticar adivinhação de modo a obter revelações espirituais sobre coisas que Deus não revelou.
Em 1 Samuel 15, Saul recusou-se a ouvir a Deus. Ele tomou os despojos que Deus disse para não tomar. Isto é o que o profeta Samuel disse ao rei Saul: "Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e o porfiar é como iniqüidade e idolatria. Porquanto tu rejeitaste a palavra do SENHOR, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei." [1 Samuel 15:23]
Aqueles que rejeitam a palavra de Deus são "adivinhos" no sentido que eles se recusam a reconhecer aquilo que foi revelado. Essa recusa é literalmente adivinhação, pois eles vão a outro lugar para obterem sua informação espiritual. Ou a pessoa ouve aquilo que foi objetivamente revelado ou busca informações do reino da adivinhação e do conhecimento secreto. Esse é o reino dos espíritos. O resultado da ação de Saul foi que ele logo passou a ser atormentado por um espírito maligno. "E o Espírito do SENHOR se retirou de Saul, e atormentava-o um espírito mau da parte do SENHOR" [1 Samuel 16:14]
Pode ser chocante saber que o espírito mau veio da parte do Senhor, mas isso é coerente com outras Escrituras que falam sobre o resultado de rejeitar a verdade. Aqueles que propositadamente vão para longe daquilo que Deus escolheu revelar colocam-se sob o julgamento da reprovação. Isso significa que Deus permite que eles sejam enganados.
"A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem. E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira; para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade." [2 Tessalonicenses 2:9-12; ênfase adicionada]
Como Saul, os indivíduos enganados pelos sinais e maravilhas do Anticristo serão desviados por suas próprias cobiças. Os adivinhos e médiuns espíritas satisfazem a esses desejos e cobiças dos pecadores. Deus não envia a enganação diretamente, pois Deus não pode mentir, mas indiretamente, dando a Satanás a permissão de enviar espíritos enganadores para iludir as vítimas.
No texto grego original, a passagem em 2 Tessalonicenses diz: "para que eles possam acreditar na mentira". O artigo definido é importante pois aponta para a mentira que Satanás contou no Jardim do Éden: "Sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal." A mentira aponta para o conhecimento oculto. Na forma mais simples, a mentira aponta para conhecimento secreto que Deus não revelou e a verdade aponta para o evangelho de Jesus Cristo. Aqueles que praticam a adivinhação estão se afastando do evangelho para aprender aquilo que Deus preferiu não revelar. Eles terminam iludidos pela mentira!
A Adivinhação e os Falsos Profetas
Balaão era um ocultista. Em Josué 13:22 ele é chamado de "adivinho". Ele ia aos lugares altos para interpretar os augúrios. Ele cria nos augúrios. Sua fama em lidar com maldições espirituais era tal que o rei moabita Balaque estava disposto a pagar para que Balaão amaldiçoasse Israel. Sempre que mencionado na Bíblia, Balaão é condenado (a história de Balaão está em Números 22-24; ele é condenado em 2 Pedro 2:15; Judas 1:11 e Apocalipse 2:14.
Uma coisa que chama a atenção em Balaão é que embora ele fosse um falso profeta, fez uma profecia verdadeira significativa. Ele profetizou sobre a vinda do Messias! Ele disse: "Vê-lo-ei, mas não agora, contemplá-lo-ei, mas não de perto; uma estrela procederá de Jacó e um cetro subirá de Israel, que ferirá os termos dos moabitas, e destruirá todos os filhos de Sete." [Números 24:17] Embora Balaão normalmente praticasse a adivinhação, o Espírito de Deus veio sobre ele. "Vendo Balaão que bem parecia aos olhos do SENHOR que abençoasse a Israel, não se foi esta vez como antes ao encontro dos encantamentos; mas voltou o seu rosto para o deserto. E, levantando Balaão os seus olhos, e vendo a Israel, que estava acampado segundo as suas tribos, veio sobre ele o Espírito de Deus." [Números 24:1-2] Balaão abençou Israel embora tivesse sido contratado para amaldiçoá-lo.
Existem três testes para os profetas em Deuteronômio: 1) Se eles usam métodos proibidos então esses profetas são falsos. (Deuteronômio 18:10-12). Se fazem uma predição que não se cumpre, então esses profetas são falsos (Deuteronômio 18:22), e 3) Se fizerem uma predição verdadeira que levar o povo para longe da fidelidade a Deus, então esses profetas também são falsos. (Deuteronômio 13:1-5)
Dado o fato que Deus falou com e por meio de Balaão, como pode ele ter sido um falso profeta? Balaão falhou em dois dos testes dados em Deuteronômio. Ele era um falso profeta de acordo com Deuteronômio 18 porque usava métodos proibidos. Os israelitas estavam instruídos especificamente a não ouvirem a ninguém que praticava a adivinhação. Balaão também falhou no teste dos profetas dado em Deuteronômio 13.
"Quando profeta ou sonhador de sonhos se levantar no meio de ti, e te der um sinal ou prodígio, e suceder o tal sinal ou prodígio, de que te houver falado, dizendo: Vamos após outros deuses, que não conheceste, e sirvamo-los; não ouvirás as palavras daquele profeta ou sonhador de sonhos; porquanto o SENHOR vosso Deus vos prova, para saber se amais o SENHOR vosso Deus com todo o vosso coração, e com toda a vossa alma." [Deuteronômio 13::1-3]
Um profeta pode fazer uma predição exata ou realizar um sinal que indicaria que ele tem o poder de Deus, mas mesmo assim levar o povo para longe da fidelidade à Palavra de Deus.
Embora Balaão não tenha amaldiçoado Israel por meio da adivinhação, ele ensinou o rei Balaque a levar Israel para o mau caminho, fazendo assim com que caísse sob maldição. Aprendemos isso no Novo Testamento. "Mas algumas poucas coisas tenho contra ti, porque tens lá os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel, para que comessem dos sacrifícios da idolatria, e se prostituíssem." [Apocalipse 2:13] Mesmo sem ter amaldiçoado Israel, Balaão ensinou Balaque a fazer os israelitas caírem sob a maldição de Deus. Assim, ele levou Israel para longe da fidelidade à aliança com Deus, e falhou no teste de Deuteronômio 13.
Os falsos profetas estão vinculados com a adivinhação na seguinte passagem: "E disse-me o SENHOR: Os profetas profetizam falsamente no meu nome; nunca os enviei, nem lhes dei ordem, nem lhes falei; visão falsa, e adivinhação, e vaidade, e o engano do seu coração é o que eles vos profetizam." [Jeremias 14:14] Esses profetas estavam dizendo ao povo aquilo que o povo queria ouvir, que o julgamento predito por Jeremias não se tornaria realidade. [Jeremias 14:15] Em pouco tempo ficaria provado que eles estavam errados. O ponto é este: O povo de Deus precisa saber distingüir entre os profetas e os adivinhos. O critério para fazer isso é objetivo, não subjetivo. Os falsos profetas eram adivinhos cuja fonte era subjetiva: "o engano de seu coração".
O Verdadeiro Papel do Profeta
O verdadeiro profeta no Antigo Testamento exercia vários papéis importantes. Um deles era o de exortar o povo à fidelidade à Lei de Moisés, que continha os estatutos da aliança. Um tipo de material profético no Antigo Testamento chama-se "processo da aliança". [9] O profeta listava os termos da aliança, depois trazia em testemunho a transgressão do povo e pronunciava o veredito. Os profetas não eram legisladores, mas exortavam o povo. Outro papel era o predizer o futuro. Os tópicos da predição deles incluia o futuro de Israel e seu relacionamento com as outras nações, profecias contra as nações, e os detalhes da vinda do Messias, o "profeta" de quem Moisés tinha falado. Os profetas também entregavam profecias específicas para os reis e davam orientações específicas em momentos cruciais na história de Israel.
Como vimos, se um profeta não pregasse a fidelidade à aliança, ele era falso, se não anunciasse com exatidão o futuro, então era falso, e se usasse técnicas proibidas, também era falso. Os verdadeiros profetas não eram praticantes de adivinhação. Eles foram chamados por Deus e inspirados pelo Espírito Santo. A fonte deles não eram técnicas especiais para sondar 'o divino' e obter informações secretas, mas Deus, que soberanamente falava por meio deles. Não havia uma técnica profética secreta que poderia ser ensinada aos outros. Como era a inspiração de Deus que lhes dava suas palavras, as palavras deles eram verdadeiras.
Os Meios Ordenados por Deus
Resta uma questão sobre as práticas que Deus permitiu que eram consideradas adivinhação quando usadas pelos pagãos. O conceito fundamental é se Deus ordena ou não uma prática. Por exemplo, quando os israelitas entraram na Terra Prometida e a conquistaram, a terra deveria ser dividida entre as tribos por sorte. Eis o que Deus disse: "Segundo sair a sorte, se repartirá a herança deles entre as tribos de muitos e as de poucos." [Números 26:56] Josué 19:51 mostra que eles fizeram isso e dividiram a terra. Como Deus ordenou que eles lançassem a sorte para determinar a divisão da terra, quando eles fizeram isso, o resultado foi a vontade de Deus. Ele falou por meio do sorteio porque ordenou o uso nesta situação.
Houve outras situações em que o sorteio foi usado para tomar decisão. Algumas dessas incluíam casos criminais, indicação para um cargo, a divisão da propriedade, e a seleção do bode no Dia da Expiação (Josué 7:14 e seguintes; 1 Samuel 10:20; Atos 1:26; Levítico 16:10). O último uso do lançamento de sortes na Bíblia foi no livro de Atos, na escolha de Matias. Uma vez que o Espírito Santo foi dado, não há mais o uso do lançamento de sortes. O livro de Atos mostra que o Espírito Santo guiava os apóstolos à medida que eles tomavam as decisões. O fato que Deus ordenou o uso do lançamento de sortes no Antigo Testamento em certas circunstâncias não justifica seu uso para a adivinhação por qualquer pessoa e por qualquer razão. O uso ordenado foi cuidadosamente prescrito.
A interpretação de sonhos é outra prática que era comum entre os pagãos e algumas vezes permitida para o povo de Deus. Deus particularmente usou José e Daniel para interpretar os sonhos de reis pagãos que revelaram-se significativos para o futuro de Israel de seu relacionamento com as nações. Entretanto, como nas outras formas de profecia, nem todas eram válidas. Como vimos em Deuteronômio 13:1-5, um "sonhador de sonhos" poderia dar um sinal que se tornava verdadeiro, mas mesmo assim levar o povo para o mau caminho e promover a idolatria. O mesmo critério de julgamento para alguém que afirma ter tido um sonho dado por Deus, ou a interpretação de um sonho, aplica-se à profecia e aos profetas. Isso significa que eles precisam pregar e praticar a fidelidade à aliança e suas predições precisam ser totalmente exatas.
É também importante observar que a interpretação de sonhos não era uma técnica a ser aprendida. Nem todo os sonhadores eram de Deus e nem todos os sonhos eram necessariamente significativos. A soberania de Deus escolheu usar certos indivíduos para compreender os sonhos. Esses indivíduos não reivindicavam algum poder inato para saber o significado dos sonhos, que poderia ser usado quando quisessem. Conhecer o significado de certos sonhos era um dom que Deus concedeu, particularmente a Daniel (Daniel 1:17). Aqueles que usavam as técnicas de adivinhação para interpretar os sonhos fracassaram quando foram convocados para interpretar o sonho do rei. "Então entraram os magos, os astrólogos, os caldeus e os adivinhadores, e eu contei o sonho diante deles; mas não me fizeram saber a sua interpretação." [Daniel 4:7] Mas Deus deu a interpretação a Daniel. [Daniel 4:8 em diante]
Houve um grande problema com o uso falso dos sonhos durante o ministério de Jeremias. Por exemplo: "Tenho ouvido o que dizem aqueles profetas, profetizando mentiras em meu nome, dizendo: Sonhei, sonhei." [Jeremias 23:25] Os falsos profetas tentavam ganhar legitimidade por meio de seus sonhos, embora estivessem se afastando da vontada revelada de Deus:
"Até quando sucederá isso no coração dos profetas que profetizam mentiras, e que só profetizam do engano do seu coração? Os quais cuidam fazer com que o meu povo se esqueça do meu nome pelos seus sonhos que cada um conta ao seu próximo, assim como seus pais se esqueceram do meu nome por causa de Baal. O profeta que tem um sonho conte o sonho; e aquele que tem a minha palavra, fale a minha palavra com verdade. Que tem a palha com o trigo? diz o SENHOR." [Jeremias 23:26-28; ênfase adicionada]
Isso mostra que mesmo com aquelas práticas que Deus permite ou ordena, sempre precisa haver discernimento. O critério definido em Deuteronômio precisa ser seguido.
Em resumo, se uma prática é uma forma proibida de adivinhação, ela é sempre pecaminosa e nunca é um método "neutro". Se uma prática é permitida ou ordenada sob certas circunstâncias, ela ainda precisa ser examinada. Até mesmo os meios prescritos por Deus podem sofrer abusos.
Os Meios Prescritos por Deus no Novo Testamento
Como vimos, Moisés profetizou a respeito da vinda daquele que falaria com autoridade da parte de Deus. O Novo Testamento afirma que esse é ninguém outro senão o próprio Jesus Cristo, como mencionado anteriormente. O próprio Criador, o Filho eterno, veio e falou de Deus em uma revelação plena e final. [Hebreus 1:1-2]. Os apóstolos escreveram os ensinos de Cristo no Novo Testamento. Aqueles que se afastam da fé são tão falsos quanto aqueles que afirmavam falar em nome de Deus nos tempos do Antigo Testamento mas se afastavam da Lei dada a Moisés.
Existem usos legítimos da adivinhação para o crente no Novo Testamento? Isso somente seria possível se Deus especificamente ordenasse certos métodos. Eu não vejo qualquer evidência de Deus fornecer aos cristãos no Novo Testamento métodos de adivinhação por meio dos quais Ele falará. O uso do sorteio em Atos 1 envolveu uma prática do Antigo Testamento. Não é dito se o uso do sorteio neste caso foi ordenado por Deus, o texto apenas diz que eles agiram assim. Além disso, após o Pentecostes, essa prática nunca mais foi repetida.
Existem sonhos e profecias mencionadas no Novo Testamento. Quando Pedro pregou no Dia de Pentecostes, ele citou o profeta Joel:
"Nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos terão sonhos; e também do meu Espírito derramarei sobre os meus servos e as minhas servas naqueles dias, e profetizarão." [Atos 2:17-18]
O ponto fundamental aqui é "sobre toda a carne". Em vez de apenas certos indivíduos como os profetas que receberam o Espírito Santo, Deus irá agora, de um modo muito maior, habitar em todos os que crêem. O ato de "profetizar" não estará mais restrito a algumas poucas pessoas. Todos os tipos de pessoas receberão o Espírito Santo (jovens, velhos, homens, mulheres, escravos, livres, etc) e todos poderão profetizar. (1 Coríntios 14:24,31)
Que existem sonhos e profecias não é diferente, mas o propósito agora está restrito. Como já recebemos a plenitude da autorizada e divina revelação até que Cristo retorne, o propósito dos sonhos e profecias está restrito à orientação para "edificação, exortação e consolação" (1 Coríntios 14:3) sem ser acréscimo às Escrituras. Os sonhos e profecias estão sujeitos ao julgamento exatamente como no Antigo Testamento. Não existe a arte legítima da interpretação de sonhos no Novo Testamento. Nem no Antigo nem no Novo Testamento há um processo a ser aprendido para fazer de alguém um intérprete de sonhos.
Existem modos prescritos no Novo Testamento pelos quais o cristão cresce na graça e no conhecimento do Senhor: a Palavra (o estudo bíblico), as ordenanças e a oração. Além disso, a comunhão é um modo de toda a comunidade cristã compartilhar da graça que Deus nos tem dado. Se pela fé fazemos uso dos modos prescritos por Deus, temos a certeza que Cristo trará os benefícios da redenção ao Seu povo. [11] Como no Velho Testamento, afastar-se dos meios prescritos por Deus é colocar-se fora do alcance das bênçãos e da proteção de Deus. Da mesma forma como no Velho Testamento, até aquilo que Deus prescreveu pode sofrer abuso. Por exemplo, a Palavra pode ser mal-interpretada, o batismo pode ser visto como um modo de justificação separado da fé, a comunhão pode ser transformada em uma obra meritória, e a oração pode ser transformada em um processo místico para buscar novas revelações. Não somente precisamos dos meios prescritos por Deus, mas precisamos fazer uso deles nos termos em que Deus estabeleceu.
A adivinhação sempre envolve uma ambição por obter conhecimento secreto. Os meios que Deus ordenou parecem mundanos e lentos para muitas pessoas. Elas querem uma experiência ou uma revelação especial que instantaneamente responda às suas questões, ou solucione seus problemas imediatos. Como Saul, que não estava obtendo uma resposta pelos meios prescritos por Deus e então consultou uma feiticeira, muitos hoje vão atrás das práticas proibidas. Eles dizem: "Tentei estudar a Palavra de Deus, orar e ter comunhão na igreja, mas isto não funcionou." Assim, vão atrás de alguém que supostamente pode obter informações secretas de Deus para eles.
A adivinhação é atraente para as pessoas por duas razões básicas: temor e cobiça. Elas temem que não superarão suas feridas e então buscam informações secretas sobre seu passado. Elas temem um mau resultado e então procuram os presságios. Elas esperam encontrar um quebrador de maldições ungido para evitar um destino ruim. Elas ambicionam o sucesso e a riqueza nesta vida e então buscam informações secretas sobre o futuro. Elas imaginam que com a informação sobrenatural correta poderão ser bem sucedidas em tudo o que fizerem. Elas temem que os demônios estão impedindo que elas sejam felizes e então procuram informações secretas sobre os nomes e as funções dos demônios, esperando com isso escapar de seu estado de infelicidade. Como na história do vidente no início deste artigo, elas querem informações que as ajudem a solucionar seus problemas.
O que realmente precisamos é fazer uso continuamente dos meios da graça que Deus prescreveu para nós. Fazendo isso fielmente pela fé, teremos todas as bênçãos e benefícios que são prometidos nesta vida. Coloquemos de lado a ambição pelo conhecimento secreto e proibido e aceitemos que existe o sofrimento. A vasta arena do conhecimento espiritual que é desconhecida para nós precisa ser deixada dessa forma. Mas o que é conhecido é a vontade revelada de Deus e a alegria de vir até Ele em Seus próprios termos por meio do Messias Jesus. Há uma passagem com uma exortação e uma promessa: "Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno." [Hebreus 4:16] Deus honrará Suas promessas quando viermos a Ele em Seus próprios termos por meio do Messias Jesus.
As Falsas Reivindicações dos Adivinhos Cristãos
A adivinhação é qualquer técnica para a obtenção de informações secretas ou ocultas que não está prescrita nas Escrituras. A prática da adivinhação é pecaminosa e proibida. As pessoas que não querem estar restritas de usar as técnicas de adivinhação oferecem dois argumentos: "Os métodos são neutros" e "Deus pode usar qualquer coisa."
A partir das Escrituras, mostramos que a primeira afirmação não tem fundamento bíblico. Os métodos não são neutros. Permita-me compartilhar um exemplo. A maioria das pessoas concorda que o Tabuleiro de Ouija é uma forma de adivinhação proibida para os cristãos. Mas e se alguém criasse um Tabuleiro de Ouija que fosse exatamente como um tabuleiro real, com a diferença que estivesse coberto com versos bíblicos. Duas pessoas poderiam colocar suas mãos no dispositivo apontador e permitir que forças quaisquer fizessem o tabuleiro "funcionar", apontando para o verso apropriado. Isso, então seria interpretado como orientação de Deus. Isso pode parecer absurdo, mas é uma coisa logicamente válida se na verdade "os métodos são neutros". Na verdade, aqueles que usam a prática de fechar os olhos, abrir a Bíblia em uma página aleatória e apontar seu dedo para um verso qualquer de modo a obter direção estão usando uma técnica similar. Essas pessoas estão praticando adivinhação. Alguns métodos para obter conhecimento espiritual são prescritos por Deus, todos os outros são proibidos.
A afirmação que Deus pode usar qualquer coisa é enganosa. Embora tecnicamente seja verdade, ela é enganosa porque há uma distinção a ser feita entre o que Deus tem o poder de usar e o que Ele prescreve. Há também o fato que Deus pode usar alguma coisa que é contra sua vontade moral de modo a trazer o julgamento. Deus realmente usou a feiticeira de En-Dor, mas isso foi muito ruim para o rei Saul. Deus pode usar o mal para propósitos bons, mas é algo muito ruim para os praticantes do mal serem usados dessa forma. Outro exemplo encontra-se na seguinte passagem: "Porque Deus tem posto em seus corações, que cumpram o seu intento, e tenham uma mesma idéia, e que dêem à besta o seu reino, até que se cumpram as palavras de Deus." [Apocalipse 17:17]. Deus usará a rebelião da raça humana durante a Tribulação para fazer a profecia ser cumprida, mas será algo muito ruim para aqueles que forem assim usados.
O que é verdadeiramente importante é que determinemos pelas Escrituras qual é a vontade de Deus e nos submetamos a ela. Conjecturar sobre o que Deus poderia usar é enganoso se terminarmos nos colocando sob julgamento por participar de algo que Deus poderia possivelmente estar usando. Deus usou o Faraó, mas isso foi algo ruim para ele e para todo o seu exército.
Conclusão
A adivinhação não é proibida porque não funciona, mas porque realmente funciona. Ela funciona de modo a colocar as pessoas em contato com as forças espirituais e com conhecimentos secretos. Os seres espirituais assim contactados têm informações factuais à sua disposição que não poderiam ser obtidas pelos meios que Deus nos deu para conhecer as coisas espirituais ou secretas. Essas informações podem tornar uma pessoa muito rica, ou podem destruí-la. Os espíritos malignos que fornecem essas informações pretendem impedir as pessoas de virem a Deus por meio do Messias. Eles também procuram enganar os cristãos a pensar que aquilo que recebem por meio de Cristo é insuficiente. Eles são muito bons naquilo que fazem.
Quinze anos atrás organizei um encontro de pastores, esperando apelar aos pastores para que pregassem e ensinassem a Bíblia corretamente. Um pastor que veio ao encontro tinha recentemente ido conhecer os profetas de Kansas City. Eu lhe perguntei o que acontecera ali. A resposta foi que um profeta tinha conseguido identificar corretamente seu ministério, embora não tivesse nenhuma fonte natural para essa informação. Perguntei como ele tinha feito isso. A resposta foi que o profeta fez o homem erguer sua mão com os dedos abertos. O profeta viu as cores que emanavam da mão, que revelavam quais dos cinco ministérios ele possuia. Eu disse para ele: Isto é leitura da aura, uma prática ocultista". Ele respondeu: 'Deus pode usar qualquer coisa e, além do mais, o profeta acertou."
O mais grave disso é que as informações secretas não fizeram nada mais do que convencer o pastor que a leitura cristã da aura era algo válido e que ele tinha encontrado um verdadeiro profeta. O pastor sabia que era um pastor antes de ter ido ao profeta, ele não precisava de conhecimento secreto para mostrar o que era conhecido por meios ordinários. Esse é o mesmo tipo de procedimento que muitos praticantes de adivinhação usam para convencer suas vítimas que eles têm poderes legítimos. Existem dezenas de versões "cristãs" de adivinhação que estão sendo praticadas na igreja atualmente. A próxima edição exporá várias delas.
O que precisamos fazer é deixar de lado a ambição por conhecimentos secretos e nos colocar debaixo dos meios de graça prescritos por Deus. Ele usará Seus meios prescritos para nos dar toda a cura e a ajuda que precisamos obter nesta vida. Submetendo-nos ao evangelho por meio da fé temos a certeza da ressurreição futura para a vida eterna.
Notas Finais
1. Dr. Joel Nordtvedt, Presidente das Escolas dos Irmãos Luteranos.
2. Eugene H. Merrill, Deuteronomy in The New American Commentary; (Broadman & Holman: Nashville, 1994) pg 271.
3. Holman Illustrated Bible Dictionary (Holman: Nashville, 2003) s.v. "Divination", 433.
4. Eerdmans Dictionary of the Bible (Eerdmans: Grand Rapids, 2000) s.v. "Divination", 349.
5. Op. cit. Holman
6. Scribners Dictionary of the Bible (Scribners: New York, 1903) Vol. 1. s.v. "Divination", 612.
7. Duane L. Christensen, Deuteronônio 1-21:9 no Word Biblical Commentary; (Nelson: Nashville, 2001); 408.
8. Op. cit. Eerdmans, 350. exemplo, Oséias 4:1 anuncia um "caso" contra Israel. Veja Gary V.
9. Smith, The Prophets as Preachers, (Broadman & Holman: Nashville, 1994) 40 para uma discussão do processo da aliança.
10. Op. Cit. Scribners, s.v. "lots", pg 153.
11. Charles Hodge, Systematic Theology Vol. III; (Eerdmans: Grand Rapids, Edição 1995) pg 499. Veja 466-708 para uma discussão completa dos meios da graça.
Sobre o Autor
Bob DeWaay é pastor da Twin City Fellowship, uma igreja evangélica não-denominacional em Minneapolis, MN. "Somos um corpo de crentes que tenta viver a fé cristã de acordo com Atos 2:42, dedicando-se à oração, comunhão, estudo das Escrituras e celebração da Ceia do Senhor. Nossa missão é equipar os santos para o trabalho do ministério e para alcançar os perdidos com o evangelho de Jesus Cristo. Fazemos isso por meio da pregação expositiva, estudos bíblicos, publicações, nosso sítio na Internet e evangelismo na vizinhança."
Autor: Pastor Bob DeWaay, http://cicministry.org/commentary/issue82.htm
Texto revisado por: V. D. M. - Campo Grande / MS
Fonte: A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/adivinhos.asp
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