quinta-feira, 26 de junho de 2008

Resumo do livro Pentateuco, de Paul Hoff, da Editora Vida.

Por André Benjamin de Souza Soares

O presente texto trata-se de um resumo do livro Pentateuco, de Paul Hoff, da Editora Vida.
Quem pregue e ensine a palavra de Deus deve ter melhor conhecimento da Bíblia do que de qualquer outro livro, pois ela é ao mesmo tempo uma fonte de vida espiritual e a ferramenta mais importante para a edificação da igreja de Jesus Cristo.
A prova contundente do amor divino encontra-se no fato de que Deus se revelou ao homem, e esta revelação está encontrada na Bíblia. A Bíblia é uma biblioteca de 66 livros escritos por 40 autores num período de 1500 anos.
Mais de três quartas partes da Bíblia correspondem ao Antigo Testamento. O Antigo Testamento divide-se de acordo com seu conteúdo: o Pentateuco ou Lei, de Gênesis a Deuteronômio; História, de Josué a Ester; Poesia, de Jô a Cantares; e Profecia, de Isaías a Malaquias.
O nome Pentateuco significa “O livro de cinco volumes”. Os Judeus lhe chamam de “A Lei” ou “A Lei de Moisés”, porque a legislação de Moisés constitui parte importante do Pentateuco. Embora não se afirme no Pentateuco que Moisés foi o autor em sua totalidade, outros livros do Antigo Testamento citam-no como obra dele. Os escritores do Novo Testamento estão de pleno acordo com os do Antigo, falam dos cinco livros em geral como “a lei de Moisés”, para eles “ler Moisés” significa ler o Pentateuco.
Moisés mais do qualquer outro homem, tinha preparo, experiência e gênio que o capacitavam para escrever o Pentateuco, além disto, foi criado no palácio dos faraós, foi testemunha ocular dos acontecimentos do êxodo e da peregrinação no deserto, mantinha íntima comunhão com Deus e recebia revelações especiais.
O nome Gênesis vem da Septuaginta, antiga versão grega. Significa “princípio”, “origem” ou “nascimento”. O livro do Gênesis é a introdução para toda a Bíblia, nele estão às sementes de toda a doutrina. Além disto, Gênesis narra como Deus escolheu um povo para si.
O tema geral de Gênesis é o princípio de todas as coisas. Porém, à luz do tema da Bíblia toda, seu tema é: Deus começa a redenção escolhendo um povo.
A idéia mais importante que encontramos no relato da criação é a que há um Deus, e por Ele foram feitas todas as coisas. Na segunda parte do relato da criação (2:4-25) insiste no fato de que Deus é um ser pessoal, pois essa seção mostra o homem como seu objetivo.
Sua obra criadora revela que Ele é um Deus de ordem, desígnio e progresso. É possível que Gênesis 1:1 afirme que Deus criou a matéria em um ato. Pois, o vocábulo “bara” traduzido “criou”, só se usa em uma conexão com a atividade de Deus, e significa criar algo do nada, ou criar algo completamente novo, sem precedentes. O grande propósito da criação era criar um ambiente adequado para o homem.
Deus fez o homem a coroa da criação. Deus criou o homem para ser tanto do mundo espiritual como do mundo terrenal, pois tem carne e espírito. O homem foi feito a imagem e semelhança de Deus, portanto tem grande dignidade.
O capitulo 2 do Gênesis nos mostra um belo quadro da vida do homem no Éden. Tudo era bom; não obstante, a cena se altera radicalmente no capítulo 4, pois agora os homens conhecem a inveja, o ódio e a violência.
No capitulo 3, versículo 15 Deus nos faz a primeira promessa de redenção. Uma vez decaído o homem, foi Deus quem o buscou antes que ele buscasse a Deus. Sempre tem sido assim: o Bom Pastor busca o perdido.
Em Gênesis ainda temos o relato do primeiro ato de violência que foi o assassinato de Abel pelo seu irmão Caim. Parecia que Satanás estava prestes a vencer pela força bruta, mas Deus levantou a Sete em lugar de Abel, para perpetuar a linhagem da mulher. Depois disto os homens invocavam publicamente o nome do Senhor.
Nos capítulos de 5 a 9 vemos que a corrupção e a violência do homem doeram em Deus e lhe pesava havê-los criado. Determinou Deus destruir essa perversa geração. O propósito do dilúvio era tanto destrutivo como construtivo. E isto nos ensina que a paciência de Deus tem limites. Nos capítulos 10 e 11 é relatada a dispersão das nações e o porquê que a torre de Babel desagradou a Deus.
Do capítulo 12 a capítulo 50 temos a história patriarcal Ao começar a história de Abraão, o escritor inspirado deixa para trás a história primitiva da raça em gral para relatar a de uma família. Reúne as lembranças que conservam dos grandes antepassados de Israel: Abraão, Isaque, Jacó e José. Todos eles se destacam como homens que ouvem a voz de Deus e a ela obedecem. O grande propósito de Deus ao escolher essas pessoas é formar um povo que realize a sua vontade na terra e seja um meio de cumprir o plano da salvação.
O próximo livro é Êxodo. Êxodo significa saída e a versão grega deu esse título porque ele narra o grande evento da história de Israel: a saída do povo de Deus do Egito. Êxodo é o elo indispensável que une de forma inseparável o Pentateuco. Por isso ao livro de Êxodo se chama “O coração do Pentateuco”.
O livro de êxodo relata como a família escolhida no Gênesis veio a ser uma nação. Registra dois acontecimentos transcendentes da história de Israel; o livramento do Egito e a entrega do pacto da lei no Sinai. O livramento do Egito possibilitava o nascimento da nação; o pacto da lei modelava o caráter da nação a fim de que fosse um povo santo.
O livro descreve, em parte, o desenvolvimento do antigo concerto com Abraão. As promessas que este recebeu de Deus incluíam um território próprio, uma descendência numerosa que chegaria a ser uma nação e benção para todos os povos por meio de Abraão e sua descendência. Primeiro deus multiplica seu povo no Egito, depois o livra da escravidão e a seguir o constitui uma nação.
Êxodo é um livro de redenção. O redentor Jeová não somente livra seu povo da servidão egípcia mediante seu poder manifesto nas pragas, mas também o redime por sangue, simbolizado no cordeiro pascoal. A páscoa ocupa lugar central na revelação de Deus a seu povo, tanto no Antigo Pacto como no Novo, pois o cordeiro pascoal é símbolo profético do sacrifício de Cristo. Por isso, a festa da páscoa converteu-se na comemoração de nossa redenção.
O Senhor provê para seu povo redimido tudo o de que ele necessita espiritualmente: os israelitas precisam de uma revelação do caráter de Deus e da norma de conduta que ele exige; ele lhes dá a lei, mas também faz aliança com eles estabelecendo uma relação incomparável e fazendo-os seu especial tesouro. Os hebreus, redargüidos de pecado pela lei, necessitam de purificação, e o Senhor lhes proporciona um sistema de sacrifícios. Necessitam aproximar-se de Deus e prestar-lhe culto, e Deus lhes dá o tabernáculo e ordena um sacerdócio. Tudo isso tem a finalidade divina de que sejam uma nação santa e um reino de sacerdotes.
Depois de Êxodo nos temos o livro de Levítico. Na versão grega este livro recebeu o nome de Levítico porque ele trata das leis relacionadas com os ritos, sacrifícios e serviço do sacerdócio levítico. Nem todos os homens da tribo de Levi eram sacerdotes, o termo “levita” referia-se aos leigos que faziam o trabalho manual do tabernáculo. O livro não trata destes “levitas” porém o título não é completamente inadequado porque todos os sacerdotes eram da tribo de Levi.
A revelação que se encontra em Levítico foi entregue a Moisés quando Israel ainda se acampava no Sinai. Segue o fio da última parte de Êxodo, a qual descreve o tabernáculo. A seguir, Números continua com o conteúdo de Levítico. Assim, os três livros formam um conjunto e estão estreitamente relacionados entre si. Todavia, Levítico difere dos outros dois em que é quase totalmente legislativo. Assim como Êxodo tem por tema a comunhão que Deus oferece a seu povo mediante sua presença no tabernáculo, Levítico apresenta as leis pelas quais Israel haveria de manter essa comunhão.
O quarto livro do Pentateuco é Números. O título vem da versão grega. Denominou-se Números porque se registram dois recenseamentos: no princípio e no capítulo 26. Contudo, um dos títulos hebreus, Bedmidhbar (no deserto), reflete melhor o caráter do livro, pois relata a história das peregrinações de Israel desde o Sinai até a chegada à margem esquerda do rio Jordão. Abarca um espaço de trinta e nove anos e forma um elo histórico entre os livros de Êxodo e de Josué.
Números é uma miscelânea de três espécies: acontecimentos históricos da peregrinação de Israel no deserto; leis para Israel, de caráter permanente; e regras transitórias válidas para os hebreus até que chegassem a Canaã. A história e as leis vão misturadas em partes aproximadamente iguais em extensão. As exigências das situações vividas davam origem a novas leis.
Considera-se que Números está enfocado para os aspectos de serviço e conduta. No livro de Êxodo e Levítico vemos os ensinos de Deus e em Números vemos Israel aprendendo-os.
Números é um dos livros mais humanos e mais tristes da Bíblia. Mostra como os hebreus fracassaram em cumprir os ideais que Deus lhes havia proposto. Chegaram aos limites da terra prometida, mas tinham a personalidade de um escravo covarde, dependente e incapaz de enfrentar a perspectiva da luta. Perderam a pequena fé que haviam tido e quiseram voltar ao Egito. Daí começaram suas peregrinações que duraram trinta e oito anos. Não obstante, Números relata detalhadamente só a história do primeiro e do último, pois nos anos intermediários de apostasia nada aconteceu de valor religioso permanente. É uma historia de trágica falta de fé, de queixas, murmurações, deslealdade e rebelião. Como conseqüência, quase toda a geração que havia presenciado as maravilhas do livramento do Egito pereceu no deserto sem entrar na terra prometida. Somente três homens, Moisés, Josué e Calebe, sobreviveram, até o final do relato do livro. E somente dois deles, Josué e Calebe, entraram em Canaã.
Por outro lado, Deus levantou uma nova geração de hebreus, instruídos nas leis divinas e preparados para a conquista de Canaã. A vida selvagem e incerta da peregrinação no deserto desenvolveu neles uma personalidade distinta do homem escravo. Acostumaram-se à dureza, a suportar a escassez de alimento e água, ao perigo contínuo de um ataque súbito dos povos do deserto. No final do livro, os israelitas haviam chegado a margem do Jordão e estavam preparados para tomar posse de Canaã.
O quinto e último livro do Pentateuco é Deuteronômio. A palavra deuteronômio vem da versão grega que significa “segunda lei” ou “repetição da Lei”. O livro consiste em sua maior parte nos discurosos de Moisés, dirigidos ao povo na fértil planície de Moabe; Israel estava prestes a cruzar o rio Jordão e iniciar a conquista de Canaã e Moisés estava por terminar sua carreira.
Visto que a primeira geração que saiu do Egito havia morrido e a segunda não havia presenciado as obras maravilhosas de Deus realizadas nos primeiros anos, nem as entendia, Moisés trouxe-as à memória do povo. Também lhes recordou os preceitos da lei do Sinai para que gravassem em seus corações, pois esses preceitos os guardariam da iniqüidade dos cananeus. Depois Moisés escreveu os discursos em um livro. Portanto, distingue-se dos outros livros do Pentateuco por seu estilo oratório e seu fervor exortativo.
Deuteronômio é muito mais que uma mera repetição da Lei. Explicam-se os privilégios e as responsabilidades do povo escolhido e sua relação com o Senhor. Israel é o povo escolhido de Deus em virtude da aliança que fez com eles no Sinai.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Kirk Franklin - Image me

terça-feira, 10 de junho de 2008

Linguagem de Deus

Por André Benjamin de Souza Soares.

O presente texto resenha sobre o livro “A linguagem de Deus: um cientista apresenta evidências de que Ele existe”, de Francis S. Collins – Editora Gente. O Livro é uma produção escrita por um renomado cientista que foi o diretor do maior e mais conhecido projeto de Biologia da história da humanidade, o Projeto Genoma. Este livro tem um tema central muito interessante, e que para muitos parece uma contradição, o qual é: existe a possibilidade de existir uma harmonia entre as visões de mundo científica e espiritual. Ao longo do livro o autor, que já foi ateu, refuta dúvidas e explica as questões à luz da ciência, da bíblia e da fé. O autor faz essas refutações com grande sabedoria da parte de Deus e com um excelente conhecimento científico dignos de um grande cientista e de um homem de Deus autêntico.
Na introdução do livro o autor cita o pronunciamento de Bill Clinton, então Presidente dos Estados Unidos, o país mais poderoso do mundo, sobre a conclusão do primeiro rascunho do genoma humano, que ocorreu no verão do primeiro semestre do presente milênio, mostrando a importância e a repercussão deste grandioso Projeto científico. Neste momento observamos como é importante que os filhos de Deus estejam ocupando altos cargos e postos de honra na sociedade para que o nome de Deus seja louvado por meio da vida destes e para mostrar que pessoas cultas e importantes também podem ter fé, em tempos que a fé é apregoada a pobres e pessoas sem cultura e estudo.
Como líder do Projeto Genoma humano internacional, o doutor Collins ficou ao lado de Bill Clinton no Salão Leste da Casa Branca. E pode, ainda, contribuir na formulação deste pronunciamento presidencial em que Bill Clinton disse “Hoje estamos mais aprendendo como Deus criou a vida”. Portanto, homens de Deus em lugares altos podem ser influentes a outros homens que também ocupam posições importantes e estes influenciem outros, como foi o caso de o Presidente da maior potencia econômica e bélica do mundo ter honrado o nome de Deus neste pronunciamento.
Ainda na introdução o autor afirma com um sonoro sim que nesta era moderna de cosmologia, evolução e genoma humano pode-se ter uma harmonia satisfatória entre visões de mundo cientifica e espiritual, sendo esta afirmação o tema central deste livro.
Na primeira parte do livro que corresponde ao primeiro e segundo capítulos, o autor aborda a cisma entre a ciência e a fé. Nesta parte o autor tenta provar de forma coerente, coesa e sábia que é possível ter fé e conhecimento científico, ele conta, ainda, como foi sua infância, adolescência e seu testemunho de conversão.
No capítulo um do livro o autor relata como foi sua criação, sua infância e como foi que começou a ter prazer pelo aprendizado. Disse, ainda, que a fé não era parte importante na sua infância. Na adolescência recebeu influência de ateus, e tornou-se agnóstico, ou seja, não sabia se Deus existia ou não. E depois de um tempo, já cursando o Doutorado em físico-química passou a ser ateu.
Sua conversão ocorreu quando uma senhora idosa perguntou-lhe em que acreditava e partilhou a ele da crença cristã dela. Isso o deixou intrigado com a pergunta “Existe Deus”. Essa dúvida levou-o a procurar um pastor que indicou ao Francis S. Collins um livro de C.S. Lewis, Cristianismo Puro e Simples. Este livro foi de fundamental importância na conversão do Dr. Collins, pois Lewis também tinha sido um catedrático de Oxford e ex-ateu, tinha percorrido os mesmos caminhos que Collins e respondia neste livro todas as objeções do Diretor do Genoma. Ao longo do livro percebemos que Lewis influenciou muito o Dr. Collins e o livro “A Linguagem de Deus” vai influenciar muitas pessoas também, pois o testemunho do justo é muito importante, além pessoas de muito estudo e conhecimento valorizam mais pessoas que, assim como elas, detêm conhecimento, influência e saber. E pessoas com estas características influenciam além daquelas pessoas de todas as classes sociais.
O capítulo dois o autor muito sabiamente refuta objeções de perguntas como: “como um cientista sério pode aceitar a possibilidade de milagres?”, “a idéia de Deus não é apenas a satisfação de um desejo?”, “por que um Deus de amor permite o sofrimento no mundo?”, dentre outras. O autor-cientista usa argumentos fortes, sábios e com base cientifica, e isso é evidenciado, por exemplo, quando o autor refuta a pergunta “como pode uma pessoa racional acreditar em milagres?” E nesta seção o autor faz até cálculos probabilísticos para provar seus argumentos. Percebe-se, ainda, neste capitulo, bem como no restante do livro, que C.S. Lewis exerceu uma grande influência na vida e na fé do Dr. Collins.
Na segunda parte do livro, que compreende o terceiro, quarto e quinto capítulos o ator discorre sobre as grandes questões da humanidade, como por exemplo, a origem do universo e algumas lições do projeto no qual ele foi diretor e o deu projeção internacional, o Genoma Humano. No capítulo três o autor discorre, com a mesma fé, sabedoria e conhecimento de sempre, sobre as origens do universo, e nesta parte do livro o autor fala sobre a teoria do Big Bang e lança conceitos científicos e evidências que dão base à criação do universo a partir de um ponto de pura energia sem dimensões e de densidade infinita. Logo após, discorre sobre as conseqüências da teoria supramencionada para a teologia, diz ainda, que o Big Bang grita por uma explicação divina e obriga à conclusão de que a natureza teve um principio definido. Posteriormente a isto, o autor aborda outras teorias sobre a origem do universo, fazendo sempre paralelos entre a ciência e a religião, e neste capitulo em especial fez citações bíblicas como a do Salmo 19 e a do Salmo, essas citações são de fundamental importância para a criação e o desenvolvimento da fé cristã nos leitores do livro.
No quarto capítulo, ele passa a falar sobre a complexidade da vida na Terra, desde os micróbios até o homem. Neste capítulo, Collins aborda Deus como um planejador inteligente da natureza e como é possível determinar a idade aproximada do universo, e deu uma introdução biologia molecular, e ao final o autor diz, comentando sobre a evolução desta área da biologia, que a vida se revela maravilhosa e complexa, portanto novamente o Dr. Collis demonstra que a ciência não nega a fé e nem a fé é um empecilho ao desenvolvimento cientifico.
No capítulo seguinte, nosso cientista-homem de Deus, fala sobre as lições do genoma humano e como foi desenvolvido esse grandioso projeto. De fato, louvamos a Deus pela vida deste homem que apesar de ser tão inteligente e ter um conhecimento tão profundo e especializado se mantém fiel a Deus e exaltando seu nome, novamente volto a ressaltar como é importante que os homens de Deus ocupem altos lugares na sociedade, sejam eles acadêmicos, intelectuais, de pesquisa, profissionais e sociais.
Na terceira parte do livro, que compreende o sexto, sétimo, oitavo, nono, décimo, e décimo primeiro capítulos, ou seja, a parte do livro com maior número de capítulos o ator discorre sobre a fé na ciência e a fé em Deus, entrando neste momento de forma mais profunda no tema central do livro, que é: existe a possibilidade de existir uma harmonia entre as visões de mundo científica e espiritual.
No sexto capítulo, faz paralelos entre Gênesis e a teoria da evolução de Darwin e entre citações de Salmos e Eclesiastes e as lições tiradas do cientista e matemático Galileu Galilei. No final verificamos que a teoria de Darwin já não é mais aceita pela comunidade cientifica e que Galileu continuou acreditando convictamente em Deus até o fim da sua vida, e nos deixou uma frase linda e sábia que é a transcrita a seguir: “Não me sinto forçado a acreditar que o mesmo Deus que nos agraciou com senso, razão e intelecto e pretendeu que renunciássemos a seu uso”.
No capítulo seguinte, o autor fala, com a propriedade de quem já foi ateu e agnóstico, sobre a primeira alternativa para o paradigma fé na ciência, fé em Deus, que é o ateísmo e o agnosticismo quando a ciência, aparentemente, no coração de alguns, supera a fé. Collins, muito sabiamente, usa argumentos sólidos, neste capitulo, para dissertar sobre a incapacidade de a ciência ser usada para justificar a inexistência de Deus.
No oitavo capítulo, o diretor do Projeto Genoma Humano, discorre sobre o seguinte tema: quando a fé supera a ciência, que é a segunda alternativa para o paradigma fé na ciência, fé em Deus. Agora com a propriedade de quem é um cientista de renome internacional e que deixou um marco grandioso no avanço da microbiologia. No final desse capitulo, o doutor Collins, dirige-se a nós, evangélicos, e nos motiva e nos incentiva a mantermos-nos firmes às verdades da bíblia e crermos que Deus é o Criador de todas as coisas.
No capítulo seguinte o Doutor Collins, discorre sobre a terceira alternativa para o paradigma fé na ciência, fé em Deus, que é o design inteligente, quando a ciência precisa da ajuda divina para explicar os mistérios de Deus que o homem não conseguiu desvendar por meios científicos. Porém, o ID apresenta objeções cientificas e teológicas, no fim das contas o design inteligente “não agrada nem a gregos, nem a troianos”, pois teologicamente retrata um criador atrapalhado que precisa intervir de tempos em tempos, e para a comunidade cientifica não apresenta um modo fundamental de se qualificar como teoria científica.
No décimo capítulo o autor relata a quarta alternativa para o paradigma fé na ciência, fé em Deus, que é a harmonia entre a fé e a ciência, neste capitulo o autor nos apresenta o interessante conceito da evolução teísta, que é uma teoria que diz que Deus não se limita no tempo e ao espaço, criou o universo e estabeleceu leis naturais que o regem, e outros conceitos que estão em harmonia tanto com a ciência como com a fé. Infelizmente essa teoria não é muito conhecida pelos cientistas e teólogos. Na opinião do autor, e na minha também, o BioLogos é a alternativa mais convincente tanto em termos científicos como do ponto de vista espiritual.
Por fim, no último capítulo, o autor fala sobre aqueles que buscam a verdade. Nesse capítulo o autor apresenta algumas experiências pessoais e deixa uma mensagem muito importante que é que a ciência não é a única forma de aprender, pois a visão de mundo espiritual fornece outra maneira de encontrar a verdade. Além disso, o autor, desta importante obra literária deixa uma advertência aos que acreditam em Deus, que é que a ciência pode ser usada como forma de adoração a Deus conhecendo as poderosas obras daquEle que tudo criou, e outra para os cientistas dizendo a estes que o orgulho intelectual deve ser quebrado e que pode-se ter fé sem deixar de ser racional. Com essas advertências o Doutor Collins sugere, motiva e incentiva, de forma sábia e com uma comunicação adequada, uma harmonia entre a ciência e a fé.
Portanto, posso afirmar que o autor conseguiu demonstrar ao longo do livro que o tema central deste, que é que existe a possibilidade de existir uma harmonia entre as visões de mundo científica e espiritual, é possível. O Doutor, que foi o diretor do projeto Genoma Humano, com a propriedade de quem é um cientista de renome internacional e que deixou um marco grandioso no avanço da microbiologia diz que é possível ter fé e com a propriedade de quem já foi ateu e agnóstico mostra evidencias de que Deus existe e fez todas as coisas para a Sua glória.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Honestidade / Desonestidade

Deus requer e merece honestidade. A Bíblia diz em Salmos 51:6 “Eis que desejas que a verdade esteja no íntimo; faze-me, pois, conhecer a sabedoria no secreto da minha alma” . A desonestidade causa dor e dura tanto quanto a ferida física. A Bíblia diz em Provérbios 25:18 “Malho, e espada, e flecha aguda é o homem que levanta falso testemunho contra o seu próximo.” O Senhor não aprova desonestidade em transações de negócios.

A Bíblia diz em Provérbios 20:23 “Pesos fraudulentos são abomináveis ao Senhor; e balanças enganosas não são boas” . Seja honesto e aberto. A Bíblia diz em 1 Tessalonicenses 2:3 “Porque a nossa exortação não procede de erro, nem de imundícia, nem é feita com dolo.” 2 Coríntios 8:21 “Pois zelamos o que é honesto, não só diante do Senhor, mas também diante dos homens.” Honestidade é parte de dois mandamentos. A Bíblia diz em Êxodo 20:15-16 “Não furtarás. Não dirás falso testemunho contra o teu próximo” .

Os líderes apreciam aqueles que dizem a verdade. A Bíblia diz em Provérbios 16:13 “Lábios justos são o prazer dos reis; e eles amam aquele que fala coisas retas” .A verdade é mais valiosa que os elogios. A Bíblia diz em Provérbios 28:23 “O que repreende a um homem achará depois mais favor do que aquele que lisonjeia com a língua” .Os filhos de pais honestos são bem-aventurados. A Bíblia diz em Provérbios 20:7 “O justo anda na sua integridade; bem-aventurados serão os seus filhos depois dele.” Diga sempre a verdade. A Bíblia diz em Provérbios 12:13-14 “Pela transgressão dos lábios se enlaça o mau; mas o justo escapa da angústia. Do fruto das suas palavras o homem se farta de bem; e das obras das suas mãos se lhe retribui” .

Lucro fraudulento sabe bem só temporariamente. A Bíblia diz em Provérbios 20:17. “Suave é ao homem o pão da mentira; mas depois a sua boca se enche de pedrinhas”. As riquezas que foram ganhas desonestamente não duram. A Bíblia diz em Provérbios 21:6 “Ajuntar tesouros com língua falsa é uma vaidade fugitiva; aqueles que os buscam, buscam a morte” . Siga os caminhos de Deus. A Bíblia diz em Provérbios 11:1 “A balança enganosa é abominação para o Senhor; mas o peso justo é o seu prazer.” Deus prefere que sejamos honestos de que demos ofertas. A Bíblia diz em Provérbios 21:3 “Fazer justiça e julgar com retidão é mais aceitável ao Senhor do que oferecer-lhe sacrifício.”

Fonte: www.jesusvoltara.com.br

A flor da honestidade





Conta-se que por volta do ano 250 a.c, na China antiga, um príncipe da região norte do país, estava às vésperas de ser coroado imperador, mas, de acordo com a lei, ele deveria se casar.

Sabendo disso, ele resolveu fazer uma "disputa" entre as moças da corte ou quem quer que se achasse digna de sua proposta. No dia seguinte, o príncipe anunciou que receberia, numa celebração especial, todas as pretendentes e lançaria um desafio.

Uma velha senhora, serva do palácio há muitos anos, ouvindo os comentários sobre os preparativos, sentiu uma leve tristeza, pois sabia que sua jovem filha nutria um sentimento de profundo amor pelo príncipe.

Ao chegar em casa e relatar o fato à jovem, espantou-se ao saber que ela pretendia ir à celebração, e indagou incrédula :
- Minha filha, o que você fará lá? Estarão presentes todas as mais belas ricas moças da corte. Tire esta idéia insensata da cabeça, eu sei que você deve estar sofrendo, mas não torne o sofrimento uma loucura.

E a filha respondeu :
- Não, querida mãe, não estou sofrendo e muito menos louca, eu sei que jamais poderei ser a escolhida, mas é minha oportunidade de ficar pelo menos alguns momentos perto do príncipe, isto já me torna feliz.

À noite, a jovem chegou ao palácio. Lá estavam, de fato, todas as mais belas moças, com as mais belas roupas, com as mais belas jóias e com as mais determinadas intenções. Então, finalmente, o príncipe anunciou o desafio :
- Darei a cada uma de vocês, uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, me trouxer a mais bela flor, será escolhida minha esposa e futura imperatriz da China.

A proposta do príncipe não fugiu às profundas tradições daquele povo, que valorizava muito a especialidade de "cultivar" algo, sejam costumes, amizades, relacionamentos etc...

O tempo passou e a doce jovem, como não tinha muita habilidade nas artes da jardinagem, cuidava com muita paciência e ternura a sua semente, pois sabia que se a beleza da flor surgisse na mesma extensão de seu amor, ela não precisava se
preocupar com o resultado.

Passaram-se três meses e nada surgiu. A jovem tudo tentara, usara de todos os métodos que conhecia, mas nada havia nascido. Dia após dia ela percebia cada vez mais longe o seu sonho, mas cada vez mais profundo o seu amor. Por fim, os seis meses haviam passado e nada havia brotado.

Consciente do seu esforço e dedicação a moça comunicou a sua mãe que,independente das circunstâncias retornaria ao palácio, na data e hora combinadas, pois não pretendia nada além de mais alguns momentos na companhia do príncipe.

Na hora marcada estava lá, com seu vaso vazio, bem como todas as outras pretendentes, cada uma com uma flor mais bela do que a outra, das mais variadas formas e cores. Ela estava admirada, nunca havia presenciado tão bela cena.

Finalmente chega o momento esperado e o príncipe observa cada uma das pretendentes com muito cuidado e atenção. Após passar por todas, uma a uma, ele anuncia o resultado e indica a bela jovem como sua futura esposa.

As pessoas presentes tiveram as mais inesperadas reações. Ninguém compreendeu porque ele havia escolhido justamente aquela que nada havia cultivado.

Então, calmamente o príncipe esclareceu:
- Esta foi a única que cultivou a flor que a tornou digna de se tornar uma imperatriz. A flor da honestidade, pois todas as sementes que entreguei eram estéreis.

A honestidade é como uma flor tecida em fios de luz, que ilumina quem a cultiva e espalha claridade ao redor
- Que esta nos sirva de lição e independente de tudo e todas as situações vergonhosas que nos rodeiam , possamos ser luz para aqueles que nos cercam .