Por André Benjamin de Souza Soares
O presente texto trata-se de um resumo do livro Pentateuco, de Paul Hoff, da Editora Vida.
Quem pregue e ensine a palavra de Deus deve ter melhor conhecimento da Bíblia do que de qualquer outro livro, pois ela é ao mesmo tempo uma fonte de vida espiritual e a ferramenta mais importante para a edificação da igreja de Jesus Cristo.
A prova contundente do amor divino encontra-se no fato de que Deus se revelou ao homem, e esta revelação está encontrada na Bíblia. A Bíblia é uma biblioteca de 66 livros escritos por 40 autores num período de 1500 anos.
Mais de três quartas partes da Bíblia correspondem ao Antigo Testamento. O Antigo Testamento divide-se de acordo com seu conteúdo: o Pentateuco ou Lei, de Gênesis a Deuteronômio; História, de Josué a Ester; Poesia, de Jô a Cantares; e Profecia, de Isaías a Malaquias.
O nome Pentateuco significa “O livro de cinco volumes”. Os Judeus lhe chamam de “A Lei” ou “A Lei de Moisés”, porque a legislação de Moisés constitui parte importante do Pentateuco. Embora não se afirme no Pentateuco que Moisés foi o autor em sua totalidade, outros livros do Antigo Testamento citam-no como obra dele. Os escritores do Novo Testamento estão de pleno acordo com os do Antigo, falam dos cinco livros em geral como “a lei de Moisés”, para eles “ler Moisés” significa ler o Pentateuco.
Moisés mais do qualquer outro homem, tinha preparo, experiência e gênio que o capacitavam para escrever o Pentateuco, além disto, foi criado no palácio dos faraós, foi testemunha ocular dos acontecimentos do êxodo e da peregrinação no deserto, mantinha íntima comunhão com Deus e recebia revelações especiais.
O nome Gênesis vem da Septuaginta, antiga versão grega. Significa “princípio”, “origem” ou “nascimento”. O livro do Gênesis é a introdução para toda a Bíblia, nele estão às sementes de toda a doutrina. Além disto, Gênesis narra como Deus escolheu um povo para si.
O tema geral de Gênesis é o princípio de todas as coisas. Porém, à luz do tema da Bíblia toda, seu tema é: Deus começa a redenção escolhendo um povo.
A idéia mais importante que encontramos no relato da criação é a que há um Deus, e por Ele foram feitas todas as coisas. Na segunda parte do relato da criação (2:4-25) insiste no fato de que Deus é um ser pessoal, pois essa seção mostra o homem como seu objetivo.
Sua obra criadora revela que Ele é um Deus de ordem, desígnio e progresso. É possível que Gênesis 1:1 afirme que Deus criou a matéria em um ato. Pois, o vocábulo “bara” traduzido “criou”, só se usa em uma conexão com a atividade de Deus, e significa criar algo do nada, ou criar algo completamente novo, sem precedentes. O grande propósito da criação era criar um ambiente adequado para o homem.
Deus fez o homem a coroa da criação. Deus criou o homem para ser tanto do mundo espiritual como do mundo terrenal, pois tem carne e espírito. O homem foi feito a imagem e semelhança de Deus, portanto tem grande dignidade.
O capitulo 2 do Gênesis nos mostra um belo quadro da vida do homem no Éden. Tudo era bom; não obstante, a cena se altera radicalmente no capítulo 4, pois agora os homens conhecem a inveja, o ódio e a violência.
No capitulo 3, versículo 15 Deus nos faz a primeira promessa de redenção. Uma vez decaído o homem, foi Deus quem o buscou antes que ele buscasse a Deus. Sempre tem sido assim: o Bom Pastor busca o perdido.
Em Gênesis ainda temos o relato do primeiro ato de violência que foi o assassinato de Abel pelo seu irmão Caim. Parecia que Satanás estava prestes a vencer pela força bruta, mas Deus levantou a Sete em lugar de Abel, para perpetuar a linhagem da mulher. Depois disto os homens invocavam publicamente o nome do Senhor.
Nos capítulos de 5 a 9 vemos que a corrupção e a violência do homem doeram em Deus e lhe pesava havê-los criado. Determinou Deus destruir essa perversa geração. O propósito do dilúvio era tanto destrutivo como construtivo. E isto nos ensina que a paciência de Deus tem limites. Nos capítulos 10 e 11 é relatada a dispersão das nações e o porquê que a torre de Babel desagradou a Deus.
Do capítulo 12 a capítulo 50 temos a história patriarcal Ao começar a história de Abraão, o escritor inspirado deixa para trás a história primitiva da raça em gral para relatar a de uma família. Reúne as lembranças que conservam dos grandes antepassados de Israel: Abraão, Isaque, Jacó e José. Todos eles se destacam como homens que ouvem a voz de Deus e a ela obedecem. O grande propósito de Deus ao escolher essas pessoas é formar um povo que realize a sua vontade na terra e seja um meio de cumprir o plano da salvação.
O próximo livro é Êxodo. Êxodo significa saída e a versão grega deu esse título porque ele narra o grande evento da história de Israel: a saída do povo de Deus do Egito. Êxodo é o elo indispensável que une de forma inseparável o Pentateuco. Por isso ao livro de Êxodo se chama “O coração do Pentateuco”.
O livro de êxodo relata como a família escolhida no Gênesis veio a ser uma nação. Registra dois acontecimentos transcendentes da história de Israel; o livramento do Egito e a entrega do pacto da lei no Sinai. O livramento do Egito possibilitava o nascimento da nação; o pacto da lei modelava o caráter da nação a fim de que fosse um povo santo.
O livro descreve, em parte, o desenvolvimento do antigo concerto com Abraão. As promessas que este recebeu de Deus incluíam um território próprio, uma descendência numerosa que chegaria a ser uma nação e benção para todos os povos por meio de Abraão e sua descendência. Primeiro deus multiplica seu povo no Egito, depois o livra da escravidão e a seguir o constitui uma nação.
Êxodo é um livro de redenção. O redentor Jeová não somente livra seu povo da servidão egípcia mediante seu poder manifesto nas pragas, mas também o redime por sangue, simbolizado no cordeiro pascoal. A páscoa ocupa lugar central na revelação de Deus a seu povo, tanto no Antigo Pacto como no Novo, pois o cordeiro pascoal é símbolo profético do sacrifício de Cristo. Por isso, a festa da páscoa converteu-se na comemoração de nossa redenção.
O Senhor provê para seu povo redimido tudo o de que ele necessita espiritualmente: os israelitas precisam de uma revelação do caráter de Deus e da norma de conduta que ele exige; ele lhes dá a lei, mas também faz aliança com eles estabelecendo uma relação incomparável e fazendo-os seu especial tesouro. Os hebreus, redargüidos de pecado pela lei, necessitam de purificação, e o Senhor lhes proporciona um sistema de sacrifícios. Necessitam aproximar-se de Deus e prestar-lhe culto, e Deus lhes dá o tabernáculo e ordena um sacerdócio. Tudo isso tem a finalidade divina de que sejam uma nação santa e um reino de sacerdotes.
Depois de Êxodo nos temos o livro de Levítico. Na versão grega este livro recebeu o nome de Levítico porque ele trata das leis relacionadas com os ritos, sacrifícios e serviço do sacerdócio levítico. Nem todos os homens da tribo de Levi eram sacerdotes, o termo “levita” referia-se aos leigos que faziam o trabalho manual do tabernáculo. O livro não trata destes “levitas” porém o título não é completamente inadequado porque todos os sacerdotes eram da tribo de Levi.
A revelação que se encontra em Levítico foi entregue a Moisés quando Israel ainda se acampava no Sinai. Segue o fio da última parte de Êxodo, a qual descreve o tabernáculo. A seguir, Números continua com o conteúdo de Levítico. Assim, os três livros formam um conjunto e estão estreitamente relacionados entre si. Todavia, Levítico difere dos outros dois em que é quase totalmente legislativo. Assim como Êxodo tem por tema a comunhão que Deus oferece a seu povo mediante sua presença no tabernáculo, Levítico apresenta as leis pelas quais Israel haveria de manter essa comunhão.
O quarto livro do Pentateuco é Números. O título vem da versão grega. Denominou-se Números porque se registram dois recenseamentos: no princípio e no capítulo 26. Contudo, um dos títulos hebreus, Bedmidhbar (no deserto), reflete melhor o caráter do livro, pois relata a história das peregrinações de Israel desde o Sinai até a chegada à margem esquerda do rio Jordão. Abarca um espaço de trinta e nove anos e forma um elo histórico entre os livros de Êxodo e de Josué.
Números é uma miscelânea de três espécies: acontecimentos históricos da peregrinação de Israel no deserto; leis para Israel, de caráter permanente; e regras transitórias válidas para os hebreus até que chegassem a Canaã. A história e as leis vão misturadas em partes aproximadamente iguais em extensão. As exigências das situações vividas davam origem a novas leis.
Considera-se que Números está enfocado para os aspectos de serviço e conduta. No livro de Êxodo e Levítico vemos os ensinos de Deus e em Números vemos Israel aprendendo-os.
Números é um dos livros mais humanos e mais tristes da Bíblia. Mostra como os hebreus fracassaram em cumprir os ideais que Deus lhes havia proposto. Chegaram aos limites da terra prometida, mas tinham a personalidade de um escravo covarde, dependente e incapaz de enfrentar a perspectiva da luta. Perderam a pequena fé que haviam tido e quiseram voltar ao Egito. Daí começaram suas peregrinações que duraram trinta e oito anos. Não obstante, Números relata detalhadamente só a história do primeiro e do último, pois nos anos intermediários de apostasia nada aconteceu de valor religioso permanente. É uma historia de trágica falta de fé, de queixas, murmurações, deslealdade e rebelião. Como conseqüência, quase toda a geração que havia presenciado as maravilhas do livramento do Egito pereceu no deserto sem entrar na terra prometida. Somente três homens, Moisés, Josué e Calebe, sobreviveram, até o final do relato do livro. E somente dois deles, Josué e Calebe, entraram em Canaã.
Por outro lado, Deus levantou uma nova geração de hebreus, instruídos nas leis divinas e preparados para a conquista de Canaã. A vida selvagem e incerta da peregrinação no deserto desenvolveu neles uma personalidade distinta do homem escravo. Acostumaram-se à dureza, a suportar a escassez de alimento e água, ao perigo contínuo de um ataque súbito dos povos do deserto. No final do livro, os israelitas haviam chegado a margem do Jordão e estavam preparados para tomar posse de Canaã.
O quinto e último livro do Pentateuco é Deuteronômio. A palavra deuteronômio vem da versão grega que significa “segunda lei” ou “repetição da Lei”. O livro consiste em sua maior parte nos discurosos de Moisés, dirigidos ao povo na fértil planície de Moabe; Israel estava prestes a cruzar o rio Jordão e iniciar a conquista de Canaã e Moisés estava por terminar sua carreira.
Visto que a primeira geração que saiu do Egito havia morrido e a segunda não havia presenciado as obras maravilhosas de Deus realizadas nos primeiros anos, nem as entendia, Moisés trouxe-as à memória do povo. Também lhes recordou os preceitos da lei do Sinai para que gravassem em seus corações, pois esses preceitos os guardariam da iniqüidade dos cananeus. Depois Moisés escreveu os discursos em um livro. Portanto, distingue-se dos outros livros do Pentateuco por seu estilo oratório e seu fervor exortativo.
Deuteronômio é muito mais que uma mera repetição da Lei. Explicam-se os privilégios e as responsabilidades do povo escolhido e sua relação com o Senhor. Israel é o povo escolhido de Deus em virtude da aliança que fez com eles no Sinai.
Assinar:
Postar comentários (Atom)


Um comentário:
Cara! Você é um instrumento nas mãos de Deus! Belíssimo resumo! Continue ajudando o povo de Deus que quer aprender. Muito importante o seu trabalho. Parabéns!!!
Subtenente Marques. Luziânia-GO
10º BPM
Postar um comentário