Por Diógenes Brant Ximenes
Tenho caminhado todas terças e quintas-feiras aqui na Base Aérea de São Paulo, durante os horários de educação física e tenho sentido prazer nessa atividade. O local é bastante arborizado e transmite paz, que tem se acentuado, pois de uns tempos para cá tenho pedido para que Cristo caminhe comigo e tal prática tem sido reveladora, pois sei que atende o meu convite pela forma singela que o sinto. O que tenho percebido com essa prática simples, porém tão incomum para mim é que muitas vezes temos um Deus que só está conosco nos cultos ou quando em oração dizemos: “Reunidos em tua presença”. Empedramos a nossa relação com Ele e o que era para ser liberdade vira prisão, pois vira um deus das reuniões, dos domingos e nisso não damos a liberdade ao Espírito e é aqui que eu queria chegar, pois temos datas para as manifestações de Deus e a história toda não pode ser assim e o caminho não se dá assim, visto que nos encontros de Jesus não vemos situações amarradas, antes, vemos casualidade. Ele passa pelos locais e esses encontros geram cura. Ele está chegando às portas da cidade enquanto a mãe chorosa sai com seu único filho que morreu e o resultado deste encontro no caminho é a vida para o rapaz, Ele se move de íntima compaixão por aquela mulher, isso é maravilhoso! Um Deus que se veste de nós e sente nossa dor.
Diante disso e em breves palavras, o que quero passar é que deixamos de viver momentos de total amizade com Ele, amizade de querer estar perto, em qualquer lugar ou hora, porque é bom, porque o amamos, tudo isso sem que depois de momentos a sós com Ele, tenhamos de pedir algo. O fator estimulador deve ser porque esse relacionamento é o mais amoroso e apaixonado que teremos enquanto aqui estivermos, essa é a motivação, não com obrigação, mas por liberdade-amor.
Em assim sendo, curtimos mais a relação, e Deus começa a ser aquele que fala contigo até mesmo quando está calado, quando no vale da sombra e da morte te faz passar com segurança, quando nos “nãos” temos a consciência do melhor porvir, Esse é o Deus verdadeiro, que não cabe em esquemas humanos, nas caixinhas da religião. Quando tudo isso invade o teu pensamento como verdade absoluta, o que se encontra é Deus amigo de todas as horas e momentos, que quer caminhar contigo muito longe de toda a pompa que reconstrói, ou melhor, que costura o véu que foi rasgado.
Um grande Beijo,
Diógenes Brant
sexta-feira, 25 de julho de 2008
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