quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

O som da esperança

Não é exagero afirmar que vivemos a “era” do cansaço. Não só do cansaço, da angústia também. É um mundo de correria. De atropelos. Nosso cotidiano tornou-se taquicardíaco. Está acometido de arritmia. É cada vez mais difícil encontrar um lugar e uma hora para repouso. O ritmo da vida adoeceu a existência; aliás, infernizou-a completamente. As pessoas, quais peregrinos, correm atrás de miragens, que se multiplicam e se repelem constantemente.
Há um sentimento generalizado de frustração em nossos dias. Quanta gente cansada de viver, deserta da vida por não suportar o peso que carrega, especialmente, o da desilusão.
É o cansaço de quem corre a esmo. De quem luta sem nunca derrotar o seu adversário. De quem trabalha sem paga. De quem chora sem conso-lo. De quem rema sem sair do lugar. De quem cansou de esperar.
Nosso século não sofre apenas de cansaço, padece de angústia também. Em alguns casos, de uma inexplicável angústia. De uma angústia sem causa aparente. Penso até que as pessoas sofrem, não raro, sem saber porquê. Contudo, sofrem! E sofrem tanto mais, quanto menos saberem qual a razão.
Recordo-me agora, da expressão angustiante do salmista Davi, quando interrogou a si mesmo: "Porque estais abatida oh minha alma!, e porque te perturbas dentro de mim?" (Sal 42:05). É a projeção da dor de quem já nem consegue mais saber o porque de sua angústia. Esse tipo de frustração tem o poder de destruir nossa fortaleza interior.
O mal estar em nossos dias provém menos de males fisiológicos, do que de perturbações psicológicas. As pessoas sofrem muito mais da alma do que do corpo.
Prova disso é o crescimento, cada vez maior, do consumo de tranqüilizantes; e a procura crescente pela auto-ajuda, esoterismo, pelo orientalismo, como remédios para o corpo cansado e a alma sofrida. “A alma adoece e o corpo padece”, diz o dito popular. Jesus Cristo, o terapeuta da esperança, tem uma mensagem dirigida aos cansados:
“Vinde a Mim e Eu vos aliviarei”. Como então? Tomando sobre si as nossas dores e carregando e, Ele mesmo, os nossos fardos. Ou, carregando junto conosco. Dispondo seus ombros à carga que nos aflige. Chorando as nossas lágrimas e sentindo a nossa dor. Aos cansados e angustiados por causa da arritmia moderna, o melhor remédio não é desertar da vida, mas voltar-se para Deus, a fonte da vida. Ele renova nossas forças e sussurra em nossos ouvidos os sons da esperança: “Vinde a Mim e Eu vos aliviarei”.

Pastor Estevam Fernandes

Fonte: http://www.nazareno.com.br/2vrs/editorialview.php?id=40

Ativista cristão entra ilegalmente no país para pregar arrependimento

Kim Jong II inspecionando campos
COREIA DO NORTE (1º) - Um ativista cristão coreano-americano foi da China até a Coreia do Norte para pedir que o líder do país, Kim Jong-Il, se arrependa e liberte os prisioneiros.

Robert Park, 28, cidadão de Tucson, Arizona, EUA, cruzou o rio Tumen e entrou na Coreia do Norte sem permissão, por volta das 17h do dia 25 de dezembro. Seus companheiros ativistas que liberarão a filmagem no sábado, disseram que ele orou antes de cruzar o rio.

Robert gritou, enquanto cruzava o rio: “Eu sou um cidadão americano. Vim falar do amor de Deus. Deus ama você”, conta Jo Sung-Rae, diretor do grupo Pax Koreana.

Os companheiros de Robert disseram que ele recebeu uma visão de Deus sobre a libertação da Coreia do Norte, e acreditava que Deus queria que ele ajudasse a mostrar todo o abuso dos direitos humanos que acontece no estado comunista.

Robert Park carregava uma carta endereçada a Kim Jong-Il quando entrou no país. A carta dizia: “Eu declaro o amor e o perdão de Cristo sobre você hoje. Deus promete misericórdia e graça para aqueles que se arrependem”. Uma cópia da carta foi publicada no site da Pax Koreana.

“Ele ama você e quer salvá-lo. A você e a toda a Coreia do Norte.”

A carta pedia para que Kim Jong-Il fechasse todos os campos de concentração, libertasse os prisioneiros políticos e permitisse que grupos de ajuda humanitária entrassem no país, para distribuir alimentos e remédio.

Antes dessa entrada ousada no país, Robert serviu como missionário, ministrando para desalojados no México. Depois, ele trabalhou na China para dar assistência humanitária e espiritual para os refugiados norte-coreanos, onde deixar o país é ilegal.

O pai de Robert, Pyong Park, disse que seu filho queria uma mudança mais rápida na situação da Coreia do Norte do que a diplomacia estava alcançando. Jo, da Pax Koreana, disse que Robert já se tornou um mártir quando entrou ilegalmente na Coreia do Norte.

Pyong Park também afirmou que seu filho não tinha medo de morrer, mas estava mais preocupado que o mundo conhecesse a situação da Coreia do Norte.

Os pais de Robert receberam notícias de seu filho pela última vez em 23 de dezembro, quando ele escreveu um email: “Saibam que eu estou muito feliz. Milagres maravilhosos estão acontecendo em libertações de norte-coreanos. Veremos uma grande mudança na Coreia e em todo o mundo”.

De acordo com os governos sul-coreano e americano, existem cerca de 160.000 prisioneiros políticos em campos na Coreia do Norte. Entre esses prisioneiros, estima-se que de 40.000 a 60.000 são cristãos. Ser cristão na Coreia do Norte é ilegal.


Tradução: Missão Portas Abertas