quarta-feira, 30 de abril de 2008

ARGUMENTOS QUE PROVAM DA EXISTÊNCIA DE DEUS

VALOR DO ARGUMENTO DA EXISTÊNCIA DE DEUS


Guy P. Duffield e Nathaniel M. Van Cleave, na obra Fundamentos da Teologia Pentecostal, coerentemente, declaram que algumas pessoas, com boa razão, questionarão o valor dos argumentos sobre a existência de Deus. A Bíblia em ponto algum argumenta a esse respeito; em toda parte as Escrituras assumem sua existência como um fato aceito. O primeiro versículo das Sagradas Escrituras afirmai “No princípio criou Deus os céus e a terra” (Gn 1:1). O salmista proclama mais adiante: “Diz o insensato no seu coração: Não há Deus” (S1 14:1a). O cristão e todos os adoradores de Deus aceitaram a existência de Deus como um ato de fé. Alguns teólogos, tais como Soren Kierkegaard e Karl Barth, rejeitam toda teologia geral ou natural e afirmam que Deus só pode Ser conhecido por um ato de fé. Todavia, a fé possuída pelo crente não é cega nem irracional. A fé é um dom de Deus (Rm 10:17); todavia, ela é sustentada por evidências claras para a mente imparcial. O salmista diz, como consolo para os crentes: “Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras das suas: mãos” (S1 19:1). Paulo destaca em Romanos, capítulo um, que mesmo aqueles que não têm uma revelação da Escritura não possuem uma justificativa para a sua incredulidade:

“Porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das cousas que foram criadas. Tais homens são por isso indesculpáveis: porquanto, tendo conhecimento de Deus não o glorificaram como Deus...” (Rm 1:19-21).

Assim, podemos ver que a Bíblia sustenta a validade de uma teologia natural. Devemos lembrar, no entanto, que, apesar de uma teologia natural poder indicar um criador poderoso, sábio e benévolo, nada diz para resolver os problemas do pecado do homem, sua dor, seu sofrimento e sua necessidade de redenção. Também não pode afirmar, com João Batista: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (Jo 1:29). Além disso, e importante lembrar que os argumentos da existência de Deus, tais como os fornecidos por uma teologia natural, não constituem uma demonstração absoluta. Os seres finitos não podem demonstrar a existência de um Deus infinito. J. O. Buswell afirma:

“Não existe um argumento conhecido por nós que, como argumento, leve a uma conclusão provável (altamente provável). Por exemplo, acredita que o sol irá levantar-se amanhã cedo, mas se fôssemos analisar as evidências, os argumentos que levam a essa conclusão, seríamos for que eles, por melhores que sejam, são caracterizados pela probabilidade. Os argumentos teístas não são uma exceção à regra de que todos os argumentos indutivos sobre o que existe são argumentos de probabilidade. Este é o ponto em que os argumentos, afirmam chegar.”

Os argumentos sobre a existência de Deus que se seguem não são um substituto para a revelação de Deus nas Escrituras, nem podem levar a uma fé salvadora. Eles são um consolo par o crente e podem servir ao pregador do evangelho para despertar uma audiência atenta. Só o Espírito Santo suprirá a verdadeira fé em Deus.
PROVAS DA EXISTÊNCIA DE DEUS

Champlin conta que certa feita, estava pregando em uma igreja batista sobre as provas da existência de Deus. Procurei usar algumas poucas referências bíblicas que concordam em espírito com as provas filosóficas, mas que não se acham ali com o propósito específico de provar a existência de Deus. Fui severamente criticado devido aquele sermão, e uma da senhoras chegou a dizer: “Espero que o pastor não torne a convidar aquele filósofo para falar à igreja!”. Em uma outra ocasião, um jovem de um seminário batista, na cidade de São Paulo, referiu-se ao que aquela senhora dissera, concordando inteiramente com ela. Eu estava presente e ouvi a observação dele, mas não me dei ao trabalho de protestar. Mas eu sabia que tanto os cursos de filosofia como teologia (da escola que ele freqüentava) incluíam a existência de Deus, naquelas disciplinas. A ignorância dos fatos nunca leva a coisa alguma. Quanto mais aprendemos, tanto melhores ficamos. Os filósofos têm feito bem em examinar esse assunto: fazemos bem em ficarmos informados acerca do assunto. – mesmo que não precisemos de tais provas para consubstanciar a nossa fé cristã. Pois os que ainda pertencem ao mundo, talvez sintam que essas provas são úteis para eles consubstanciarem sua fé na existência de Deus. Outrossim, muitas dessas provas têm uma sólida base bíblica, ainda que, na Bíblia, tais conceitos não sejam expostos como provas.
ARGUMENTOS DIVERSOS QUE COMPRAVAM
A REALIDADE DA EXISTÊNCIA DE DEUS

1. Há a idéia do quinque viae exposta por Tomás de Aquino.

Antes de tudo destaca-se o princípio do impulsionador primário, isto é, aquela força que desencadeou o movimento que agora sustenta o mesmo. O mundo seria, essencialmente, “matéria em movimento”. Precisamos explicar a existência tanto do movimento como da causa primária. Pois não é lógico entrarmos em um regresso infinito, afirmando que um movimento foi causado por um antecedente, e este por um outro, anterior a ele, e assim indefinidamente. Precisamos finalmente chagar à declaração da origem do movimento. Em Col. 1:17 vemos que esse poder é atribuído a Cristo (o Logos), ao passo que no trecho de Atos 17:28 essa força é atribuída a Deus Pai. Estes dois trechos foram declarações do Apóstolo Paulo. Por conseguinte, esse argumento de Tomás de Aquino já existe nas Escrituras, ainda que não na forma rigorosa de um argumento, porém meramente como uma afirmação sobre a origem do movimento e como o mesmo tem prosseguimento. O movimento assume muitas formas diversas, e, segundo o conhecimento mais avançado do que dispomos, sobre a particularidade, o movimento mais elementar é aquele que se verifica no interior do átomo, e que envolve os elementos constitutivos do átomo. Existe igualmente movimentos na formação das coisas, no desenvolvimento de qualquer r coisa a que chamamos de crescimento. Tais movimentos são governados por uma inteligência qualquer, porque, de outro modo, tudo não passaria do mais absoluto caos. Os movimentos são dirigidos na direção de alvos fixos, levados a efeito com propósito definido. Somente uma inteligência elevada poderia assim ordenar e dirigir tais movimentos.


2. O argumento cosmológico.

Temos a necessidade de explicar a origem da matéria. Poderíamos encetar uma série infindável de retrocessos, supondo que há uma fileira interminável de causas, sem jamais chegarmos a uma causa primária - mas isso é simplesmente contrário à razão. Assim sendo, precisamos supor que existe uma causa, maior do que qualquer dos seus efeitos, causa essa que originou a matéria. Com base na grandiosidade da criação, podemos averiguar algo da grandiosidade da inteligência de Deus, bem como de seu extraordinário poder. A única alternativa possível a essa posição é aquela que afirma que a matéria é eterna; essa idéia entretanto, é muito menos satisfatória do que aquela que fala de uma Causa inteligente de todas as coisas. Causa essa que é eterna, mas que produziu a criação dentro do tempo. Coisa alguma, de tudo quanto existe, pode ser declarado como sua própria causa, por quanto sempre podemos encontrar uma causa para qualquer coisa, e outra causa para essa causa, e assim por diante. Finalmente, porém, somos forçados a pôr ponto final nesse retrocesso, supondo a existência de uma causa primária. Essa é a solução mais razoável, para o problema da origem, dentre todas as soluções que têm sido apresentadas pelos homens.
Myer Pearlman nomenclatura esse argumento como sendo “Argumento da Criação”. Esse teólogo sustenta que a razão argumenta que o universo deve ter tido um princípio. Todo efeito deve ter uma causa suficiente. O universo, sendo o efeito, por conseguinte deve ter uma causa. Consideremos a extensão do universo. Nas palavras de Jorge W. Grey: “O universo, como o imaginamos, é um sistema de milhares e milhões de galáxias. Cada uma delas se compõe de milhares e milhões de estrelas. Perto da circunferência de uma dessas galáxias - a Via Láctea - existe uma estrela de tamanho médio e temperatura moderada, já amarelada pela velhice - que é o nosso Sol.” E imaginem que o Sol é milhões de vezes maior que a nossa pequena Terra! Prossegue o mesmo escritor: “O Sol está girando numa órbita vertiginosa em direção à circunferência da Via Láctea a 19.300 metros por segundo, levando consigo a Terra e todos os planetas, e ao mesmo tempo todo o sistema solar está girando num gigantesco circuito à velocidade incrível de 321 quilômetros por segundo, enquanto a própria galáxia gira, qual colossal roda gigante estelar. Fotografando-se algumas seções dos céus, é possível fazer a contagem das estrelas. No observatório de Harvard College eu vi uma fotografia que inclui as imagens de mais de 200 Vias Lácteas todas registradas numa chapa fotográfica de 35 x 42 cm. Calcula-se que o número de galáxias de que se compõe o universo é da ordem de 500 milhões de milhões.”
Consideremos nosso pequeno planeta e nele as várias formas de vida existentes, as quais revelam inteligência e desígnio divinos. Naturalmente surge a questão: “Como se originou tudo isso?” A pergunta é natural, pois as nossas mentes são constituídas de tal forma que esperam que todo efeito tenha uma causa. Logo, concluímos que o universo deve ter tido uma Primeira Causa, ou um Criador. “No princípio - Deus” (Gên. 1:1).
Dum modo singelo este argumento é exposto no seguinte incidente: Disse um jovem céptico a uma idosa senhora: “Outrora eu cria em Deus, mas agora, desde que estudei filosofia e matemática, estou convencido de que Deus não é mais do que uma palavra oca”. Disse a senhora “Bem, é verdade que eu não aprendi essas coisas, mas desde que você já aprendeu, pode me dizer donde veio este ovo?” “Naturalmente duma galinha”, foi a resposta. “E donde veio a galinha?” “Naturalmente dum ovo”. Então, indagou a senhora: “Permita-me perguntar: qual existiu primeiro, a galinha ou o ovo?” “A galinha, por certo”, respondeu o jovem. “Oh, então, a galinha existia antes o ovo? Oh, não, devia dizer que o ovo existia primeiro. Então, eu suponho que você quer dizer que o ovo existia antes da galinha”. O moço vacilou: “Bem, a senhora vê, isto é, naturalmente, bem, a galinha existiu primeiro”. “Muito bem” — disse ela — , “quem criou a primeira galinha de que vieram todos os sucessivos ovos e galinhas?” “Que é que a senhora quer dizer com tudo isto?” — perguntou ele. “Simplesmente isto” — replicou ela: — “Digo que aquele que criou o primeiro ovo ou a primeira galinha é aquele que criou o mundo. Você nem pode explicar, sem Deus, a existência dum ovo ou duma galinha, e ainda quer que eu creia que você pode explicar, sem Deus, a existência do mundo inteiro!”



3. O argumento alicerçado da contingência ou da possibilidade.


Esse argumento tem por fundamento a verdade empírica que mostra que tudo quanto conhecemos, através de nossa experiência, é “contingente”. Em outras palavras, depende de alguma outra coisa para explicar a sua existência. Isso subentende que a menos que exista alguma coisa “necessária”, que “não possa deixar de existir”, todas as coisas, finalmente cessariam de existir, porquanto dependem ou são contingentes dessa coisa necesária. Uma vez mais poderíamos iniciar um retrocesso infinito, supondo que todas as coisas realmente dependem de alguma coisa, sem jamais chegarmos a um “ser necessário”, independente, que não depende do que quer que seja para sua existência. Porém, essa idéia é muito menos razoável do que supormos que ao longo do caminho de retrocesso, em algum lugar, se encontra aquela vida necessária, que não depende de qualquer outra coisa para a sua existência , mas antes, é sua própria causadora e existe independentemente de tudo o mais. A esse ser independente é que denominamos “Deus”. O evangelho de João encerra esse conceito em trechos como João 5:25,26 e 6: 57, onde se lê que esse tipo de vida independe, imortal e necesária foi conferida ao Filho de Deus (através das ressurreição), pelo poder de Deus Pai, e então, por intermédio do Filho, a todos quantos nele crêem. Esse é um dos conceitos mais elevados da religião, revelada ou não. O homem, através da doação, vem participar da “vida independente” de Deus, e assim virá a participar do mesmo tipo de imortalidade que Deus Pai possui. Essa é a autêntica vida eterna.

4. Argumento axiológico

Em outras palavras, há uma forma ou graus de perfeição? Sempre que examinamos a bondade, a justiça, a beleza, a nobreza, ou qualquer outra das qualidades morais, observamos neste mundo muitos graus de perfeição. Ora, a própria idéia de “grau” subentende a necessidade de um grau máximo, ou seja, da perfeição – um “maxime ens” ou “ens realissimus”. Esse entre mais real chama-se “Deus” que é o ápice de todos os graus de perfeição.

5. O argumento teleológico.

O argumento teleológico também é chamado pelos pensadores cristãos como “Argumento do Desígnio. Esses estudiosos argumentam que o desígnio e a formosura evidenciam-se no universo; mas o desígnio e a formosura implicam um arquiteto; portanto, o universo é a obra dum Arquiteto dotado de inteligência suficiente para explicar sua obra. O grande relógio de Estrasburgo tem, além das funções normais dum relógio, uma combinação de luas e planetas que se movem, mostrando dias e meses com a exatidão dos corpos celestes, com seus grupos de figuras que aparecem e desaparecem com regularidade igual ao soarem as horas no grande cronômetro.
Declarar não ter havido um engenheiro que construiu o relógio e que este objeto “aconteceu”, seria insultar a inteligência e a razão humana. É insensatez presumir que o universo “aconteceu”, ou, em linguagem científica, que procedeu “do concurso fortuito dos átomos”!
Suponhamos que o livro “O Peregrino” fosse descrito da seguinte maneira: o autor tomou um vagão de tipos de imprensa e com pá os atirou ao ar. Ao caírem no chão, natural e gradualmente se ajuntaram de maneira a formar a famosa história de Bunyan. O homem mais incrédulo diria: que absurdo! E a mesma coisa dizemos nós das suposições do ateísmo em relação à criação do universo.
O exame dum relógio revela que ele leva os sinais de desígnio porque as diversas peças são reunidas com um propósito prévio. Elas são colocadas de tal modo que produzem movimentos e esses movimentos são regulados de tal maneira que marcam as horas. Disso inferimos duas coisas: primeiramente, que o relógio teve alguém que o fez, e em segundo lugar, que o seu fabricante compreendeu a sua construção, e o projetou com o propósito de marcar as horas. Da mesma maneira, observamos o desígnio e a operação dum plano no mundo e, naturalmente, concluímos que houve alguém que o fez e que sabiamente o preparou para o propósito ao qual está servindo.
O fato de nunca termos observado a fabricação dum relógio não afetaria essas conclusões, mesmo que nunca conhecêssemos um relojoeiro, ou que jamais tivéssemos idéia do processo desse trabalho. Igualmente, a nossa convicção de que o universo teve um arquiteto, de forma nenhuma sofre alteração pelo fato de nunca termos observado a sua construção, ou de nunca termos visto o arquiteto.
Do mesmo modo a nossa conclusão não se alteraria se alguém nos informasse que “o relógio é resultado da operação das leis da mecânica e explica-se pelas propriedades da matéria”. Ainda assim teremos que considerá-lo como obra dum hábil relojoeiro que soube aproveitar essas leis da física e suas propriedades para fazer funcionar o relógio.
Da mesma forma, quando alguém nos informa que o universo é simplesmente o resultado da operação das leis da natureza, nós nos vemos constrangidos a perguntar: “Quem projetou, estabeleceu e usou essas leis?” Isso, em razão de ser implícita a presença de um legislador uma vez que existem leis.
Tomemos para ilustrar a vida dos insetos. Há uma espécie de escaravelho chamado “Staghorn” ou “Chifrudo”. O macho tem magníficos chifres, duas vezes mais compridos do que o seu corpo; a fêmea não tem chifres. No estágio larval, eles enterram-se a si mesmos na terra e, silenciosamente, esperam na escuridão pela sua metamorfose. São naturalmente meros insetos, sem nenhuma diferença aparente e, no entanto, um deles escava para si um buraco duas vezes mais profundo do que o outro. Por quê? Para que haja espaço para os chifres do macho se desenvolverem com perfeição. Por que essas larvas, aparentemente iguais, diferem assim em seus hábitos? Quem ensinou o macho a cavar seu buraco duas vezes mais profundo do que o faz a fêmea? É o resultado dum processo racional? Não, foi Deus, o Criador, quem pôs naquelas criaturas a percepção instintiva que lhes seria útil.
De onde recebeu esse inseto a sua sabedoria? Alguém talvez pense que a herdara de seus pais. Mas um cão ensinado, por exemplo, transmite à sua descendência sua astúcia e agilidade? Não. Mesmo que admitamos que o instinto fosse herdado, ainda deparamos com o fato de que alguém havia instruído o primeiro escaravelho chifrudo. A explicação do maravilhoso instinto dos animais acha-se nas palavras do primeiro capítulo de Gênesis: “E disse Deus” - isto é: a vontade de Deus. Quem observa o funcionamento dum relógio sabe que a inteligência não está no relógio mas sim no relojoeiro. E quem observa o instinto maravilhoso das menores criaturas, concluirá que a primeira inteligência não era a delas, mas sim do seu Criador, e que existe uma Mente controladora dos menores detalhes da vida.
O Dr. Whitney, ex-presidente da Sociedade Americana e membro da Academia Americana de Artes e Ciências, certa vez disse que “um ímã repele o outro pela vontade de Deus e ninguém pode dar razão melhor.” “Que quer o senhor dizer com a expressão: a vontade de Deus?” alguém lhe perguntou. O Dr. Whitney replicou: “Como o senhor define a luz?. . . Existe a teoria corpuscular, a teoria de ondas, e agora a teoria do quantum; e nenhuma das teorias passa duma conjetura educada. Com uma explicação tão boa como essas, podemos dizer que a luz caminha pela vontade de Deus. . . A vontade de Deus, essa lei que descobrimos, sem a podermos explicar - é a única palavra final.”
O Sr. A J. Pace, desenhista do periódico evangélico “Sunday School Times”, fala de sua entrevista com o finado Wilson J. Bentley, perito em microfotografia (fotografar o que se vê através do microscópio). Por mais de um terço de século esse senhor fotografou cristais de neve. Depois de haver fotografado milhares desses cristais ele observou três fatos principais: primeiro, que não havia dois flocos iguais; segundo: todos eram de um padrão formoso; terceiro: todos eram invariavelmente de forma sextavada. Quando lhe perguntaram como se explicava essa simetria sextavada, ele respondeu: “Decerto, ninguém sabe senão Deus, mas a minha teoria é a seguinte: Como todos sabem, os cristais de neve são formados de vapor de água a temperatura a temperaturas abaixo de zero, e a água se compõe de três moléculas, duas de hidrogênio que se combinam com uma de oxigênio. Cada molécula tem uma carga de eletricidade positiva e negativa, a qual tem a tendência de polarizar-se nos lados opostos. O algarismo três, portanto, figura no assunto desde o começo”.
“Como podemos explicar estes pontinhos tão interessantes, as voltas e as curvas graciosas, estas quinas chanfradas tão delicadamente cinzeladas, todas elas dispostas com perfeita simetria ao redor do ponto central?” perguntou o Sr. Pace.
Encolheu os ombros e disse: “Somente o Artista que os desenhou e os modelou conhece o processo.”
Sua declaração acerca do “algarismo três que figura no assunto” me pôs a pensar. Não seria então que o trino Deus, que modela toda a formosura da criação, rubrica a própria trindade nestas frágeis estrelas de cristal de gelo como quem assina seu nome em sua obra-prima? Ao examinar os flocos de neve ao microscópio, vê-se instantaneamente que o princípio básico da estrutura do floco de neve é o hexágono ou a figura de seis lados, o único exemplo disso a todo o reino da geometria a este respeito. O raio do círculo cirncunscrevente é exatamente igual ao comprimento de cada um dos seis lados do hexágono. Portanto, resultam seis triângulos equiláteros reunidos ao núcleo central, sendo todos os ângulos de sessenta graus, a terça parte de toda a área num lado duma linha reta. Que símbolo sugestivo do trino Deus é o triângulo! Aqui temos unidade: um triângulo, formado de três linhas, cada: parte indispensável à integridade do conjunto.
A curiosidade agora me impeliu a examinar as referências bíblicas sobre a palavra “neve”, e descobri, com grande prazer, este mesmo “triângulo” inerente na Bíblia. Por exemplo, há 21 (3 x 7) referências contendo o substantivo “neve” no Antigo Testamento, e 3 no Novo Testamento, 24 ao todo. Então achei 3 referências que falam da “lepra tão branca como a neve”. Três vezes a purificação do pecado é comparada à neve. Achei mais três que falam de roupas “tão brancas como a neve”. Três vezes a aparência do Filho de Deus compara-se à neve. Mas a maior surpresa foi ao descobrir que a palavra hebraica, “neve”, é composta inteiramente de algarismos “três”! É fato, embora não seja geralmente conhecido que, não tendo algarismos, tanto os hebreus como os gregos usavam as letras do seu alfabeto como algarismos. Bastava um olhar casual de um hebreu à palavra SHELEG (palavra hebraica que quer dizer “neve”) para ver que ela significa algarismo 333, ba como significa “neve”. No hebraico a primeira letra, que corresponde à nossa “SH”, vale 300; a segunda consoante “L” vale 30; e a consoante final, o nosso “G”, vale 3. Somando-as, temos 333, três algarismos de três. Curioso, não é verdade? Mas por que não esperar exatidão matemática dum livro plenamente inspirado, tão maravilhoso quanto o mundo que Deus criou?
Acerca de Deus disse Jó: “Faz grandes coisas que não podemos compreender. Pois diz à neve: Cai sobre a terra” (Jó 37:5, 6). Eu já gastei dois dias inteiros para copiar com pena e tinta o desenho de Deus de seis cristais de neve e fiquei muito fatigado. E como é fácil para ele fazê-lo! “Ele diz à neve” - e com uma palavra está feito.
Imaginem quanto são milhões de bilhões de cristais de neve caem sobre um hectare de terra durante uma hora, e imaginem, se pudera, o fato surpreendente de que cada cristal tem sua individualidade própria, um desenho e modelo sem duplicata nesta ou em qualquer outra tempestade. “Tal conhecimento é maravilhoso demais para mim; elevado é, não o posso atingir” (Sal. 139:6). Como pode uma pessoa ajuizada, diante de tal evidência de desígnios, multiplicados por um sem-número de variedades, duvidar da existência e da obra do Desenhista, cuja capacidade é imensurável?! Um Deus capaz de fazer tantas belezas é capaz de tudo, até mesmo de moldar as nossas vidas dando-lhes beleza e simetria.
Champlin declara que todos os aspectos da vida e do ser demonstram um desígnio extremamente completo. Tudo quanto é vida possui propósito em seu ser, além de um esquema muito complexo de funções físicas, o que demonstra o mais estupendo desígnio. A complexidade de desígnios existente, por exemplo, no olho humano, é a demonstração suficiente da existência de uma inteligência cheia de propósito para confundir um milhão de ateus. A ordem que impera no universo físico é exata e maravilhosa para nossa apreciação. Ora, por detrás de todo esse propósito e desígnio deve haver um grande Planejador, ou seja, a mais elevada inteligência que se pode imaginar, – que foi capaz de pôr em movimento uma criação magnífica que sempre desperta a nossa observação. O Planejador é Deus e sua inteligência é atualmente demonstrada no mundo por ele criado. Por exemplo, há uma vaidade de mariposa que possui dez tipos diferentes de antenas, e que São receptores de luz. Por meio do seu uso, esse inseto é capaz de dirigir o seu vôo e a sua vida em geral. A ciência dos homens ainda não foi capaz de descobrir a utilidade específica de cada uma dessas variedades de antenas, mas os cientistas se maravilham extasiados ante o fenômeno. O engenho humano jamais foi capaz de desenvolver antenas com essa sensibilidade. No entanto, alguns animais possuem receptores de luz ainda mais complicados e prefeitos, aos quais chamamos de olhos. Por detrás de desígnios tão inteligentes, deve haver um Intelecto Supremo. E essa inteligência extraordinária se chama Deus. Até mesmo as coisas inanimadas têm desígnio, e essas coisas, juntamente com outras coisas de desígnio mais complexo, adicionam o seu testemunho em favor do grande Planejador.

6. O argumento da eficácia da razão.

A razão humana, com sua extraordinária complexidade e com muitíssimas sutilezas e seus poderes abstratos, comprova a necessidade de admitirmos, em nossa ontologia, o Criador e Planejador desses poderes, sendo, ele mesmo, o Intelecto supremo. A razão humana é apenas uma pequena demonstração da razão divina. Até mesmo as tentativas racionais do homem, par provar que Deus não existe, não passam de demonstrações que Deus verdadeiramente existe, porquanto essas tentativas são um uso e uma exibição da razão, o que, quando devidamente examinado, inevitavelmente nos conduz de volta a Deus. Esse argumento é uma faceta do argumento teológico, discutido acima, no ponto anterior.
Alguns teólogos dividem esse argumento didaticamente em fases. A primeira fase deste argumento é de “causa e efeito”. Ao nosso redor existem efeitos tais como matéria e movimento. Há três alternativas para a sua explicação: (1) eles existem eternamente; (2) surgiram do nada ou (3) foram causados. Vamos examinar essas alternativas em ordem. Primeiro, não é provável que o universo tenha existido eternamente, pois toda evidência indica um universo que está se desgastando. De acordo com a segunda lei da termodinâmica, o sol e as estrelas estão perdendo energia em considerável proporção. Se tivessem existido desde a eternidade, já estariam esgotados. Os materiais radioativos estão perdendo a sua radiação. Os estudos espectográficos das estrelas mostram que todos os corpos estão viajando para fora a partir do centro, indicando um começo. Segundo, dizer que a matéria e o movimento emergiram do nada é uma contradição: “Do nada, nada surge.” Terceiro, a explicação mais razoável é que a matéria e o movimento foram criados num ponto do tempo. Atualmente, a maioria dos cientistas data o universo de maneira variada, entre cinco e vinte bilhões de anos de antigüidade. Alguns propõem uma série de emergências ou um criador impessoal, mas, considerando a existência de inteligências e a grande complexidade da criação, é mais provável que o universo seja obra de um Criador inteligente, como exposto na Bíblia. Não é provável que uma fonte suba mais alto que seu manancial, ou que seres racionais surjam de uma fonte irracional.
Outra fase do argumento a partir da razão é que o homem possui um conhecimento inato de Deus. Isto se evidencia pela crença universal num ser supremo de algum tipo. É difícil encontrar uma tribo que não acredite num ser ou força superior. “O homem é incuravelmente religioso”. Isto não significa que todos os homens tenham uma crença completamente firmada em Deus, mas parece indicar que a crença religiosa e a tendência para adorar uma divindade são naturais ao homem. Até mesmo o ateu, que nega a existência de Deus, demonstra que é confrontado com a idéia de Deus e deve de algum modo dispor do conceito.



7. O argumento moral.

Em sua forma original, esse argumento assevera que o elevado senso de moralidade que algumas pessoas possuem pode ser melhor explicado se supormos eu esse senso se assemelha ao do grande Ser moral. Essa explicação é melhorada que atribuímos tal moralidade a fatores meramente biológicos ou físicos. De conformidade com esse ponto de vista, aceitamos que elevado senso moral se deriva da influência exercida por um Deus santo.
Em suas formas mais complexas, compreendemos que esse argumento mostra que até mesmo o vocabulário da moralidade, que se refere a conceitos como “bondade”, “justiça”, e “conduta ideal” subentende um elevadíssimo Padrão de moralidade, o qual inspira a moralidade no homem, o que por sua vez, é refletido na própria natureza da linguagem humana. Outrossim, o argumento moral, em suas formas mais complexas, afirma que existe na mente humana a intuição de que deve haver uma retribuição apropriada às ações morais dos homens, subentendem que deve haver um juiz capaz de dispensar retribuições na forma de bênção ou punição. Além disso a experiência e a observação humanas demonstram que, nesta existência terrena, a injustiça pode prevalecer e freqüentemente o faz, pelo que a injustiça, neste lado terreno da vida, não se cumpre. A razão também nos diz, por conseguinte, que deve forçosamente haver a imortalidade, pois é no “outro lado” da existência que a justiça terá de ser satisfeita. Ora somente o Juiz absoluto pode fazer os ajustamentos necessários para que a justiça repouse sobre todos, através da bênção ou através do castigo.
A este Juiz nós chamamos “Deus”. O raciocínio da pura moral humana requer a existência de Deus. Outrossim, alicerçados em bases bíblicas, como vemos em Rm. 1:19,20, ou como se vê em João 16:8-11, percebemos que esse Juiz transmite pessoalmente aos homens quais sejam as exigências morais deste mundo.
Reiterando toda essa idéia, o homem dispõe de natureza moral, isto é, a sua vida é regulada por conceitos do bem e do mal. Ele reconhece que há um caminho reto de ação que deve seguir e um caminho errado que deve evitar. Esse conhecimento chama-se “consciência”. Ao fazer ele o bem, a consciência o aprova; ao fazer ele o mal, ela o condena. A consciência, seja obedecida ou não, fala com autoridade. Assim disse Butler acerca da consciência: “Se ela tivesse poder na mesma proporção de sua autoridade manifesta, governaria o mundo, isto é, se a consciência tivesse a força de por em ação o que ordena, ela revolucionaria o mundo. ”Mas acontece que o homem é dotado de livre arbítrio e, portanto, pode desobedecer àquela voz íntima. Mesmo estando mal orientada, sem esclarecimento, a consciência ainda fala com autoridade, e faz o homem sentir sua responsabilidade. “Duas coisas me impressionam”, declarou Kant, o grande filósofo alemão, “o alto céu estrelado e a lei moral em meu interior.”
Qual a conclusão que se tira deste conhecimento universal do bem e do mal? Que há um Legislador que idealizou uma norma de conduta para o homem e fez a natureza humana capaz de compreender esse ideal. A consciência não cria o ideal; ela simplesmente testifica acerca dele, registrando a sua conformidade ou não-conformidade. Quem originalmente criou esses dois poderosos conceitos do bem e do mal? Deus, o Justo Legislador! O pecado ofuscou a consciência e quase anulou a lei do ser humano; mas no Monte Sinai Deus gravou essa lei em pedras para que o homem tivesse a lei perfeita para dirigir a sua vida. O fato de que o homem compreende esta lei, e sente a sua responsabilidade para com ela, manifesta a existência dum Legislador que criou o homem com essa capacidade.
Qual é a conclusão que podemos tirar desse sentimento de responsabilidade? Que o Legislador é também um Juiz que recompensará os bons e castigará os maus. Aquele que impôs a lei finalmente defenderá essa lei.
Não somente a natureza moral do homem, como também todos os aspectos da sua natureza testificam da existência de Deus. Até as religiões mais degradadas demonstram o fato de que o homem, qual cego, tateando, procura algo que sua alma anela. A fome física indica a existência de algo que a possa satisfazer. Quando o homem tem fome, essa fome indica que há alguém ou algo que o possa satisfazer. A exclamação, “a minha alma tem sede de Deus” (Sal. 42:2), é um argumento a favor da existência de Deus, pois a alma não enganaria o homem com sede daquilo que não existisse. Assim disse certa vez um erudito da igreja primitiva: “Para ti nos fizeste, e nosso coração estará inquieto enquanto não encontrar descanso em ti.”


8. O argumento axiológico, em sua forma mais complexa.

Todas as sensibilidades humanas, no que diz respeito às perfeições da realidade, das qualidades morais, das qualidades estéticas, das qualidades políticas e da busca pela perfeição, em qualquer campo de conhecimento humano, requerem que exista o Valor supremo na direção do qual todos os demais valores apontam, e cujo padrão esses valores seguem como linha diretriz. Há uma subcategoria desse argumento, denominado “argumento henológico”, o qual afirma que há uma espécie de unidade em todos os conceitos de valor, isto é, o Grande Padrão de valor, que age como o alvo e o unificador de todos os valores, a despeito do que essa disciplina porventura envolva. Essa unidade dos valores exige a aceitação da existência do Unificador de todos os valores, que é Deus.

9. O argumento derivado da autoridade.

Os livros sagrados, as experiências místicas que dão conteúdo que dão conteúdo as esses livros sagrados, a tradição histórica da igreja cristã, os escritos e predições orais dos profetas, o cumprimento dessas suas profecias, etc., mostram-nos que existem “autoridades” de natureza religiosa, o que comprova a existência de um Deus que nos transmitiu a autoridade apropriada para representar a sua própria pessoa.

10. O argumento baseado na experiência religiosa.

A experiência religiosa, como regeneração, e as demais experiências místicas, como as curas, diversas experiências psíquicas, ou milagres, etc., provam que deve haver uma realidade na fé religiosa, cujo ponto mais elevado é o Ser supremo que denominamos “Deus”, o qual, também, é a fonte originária válida de toda a experiência religiosa autêntica.

11. O argumento baseado na esperança religiosa.

Existe uma crença universal dos homens na existência de Deus, que os leva a terem “esperança”. A remoção da esperança deste mundo deixaria a raça humana em estado de miséria íntima. Essa esperança é justificada porque é outorgada por Deus, sendo comprovada pelo consenso humano universal. Os homens esperam em Deus, a não ser quando ensinamos ao contrário, por algum sistema perverso, que os condicione a isso.
12. O argumento baseado na realidade dos milagres.

A ciência não conta com qualquer explicação e nem com qualquer teoria geral que explane as muitas maravilhas extraordinárias que se verificam neste mundo. Somente a verdade religiosa pode explicar tais fenômenos. O princípio religioso afirma a existência de Deus como o grande poder que há por detrás dos milagres. Existem leis mais elevadas do que aquelas que são explicadas pela ciência humana, e que podem ultrapassar as supostas limitações, impostas pela ciência natural. Deus é controlador das leis cósmicas, e, se assim quiser fazer; pode agir contrariamente a elas, fazendo intervenção, ultrapassando-as ou utilizando-se de leis superiores a elas, a fim de produzir acontecimentos que desafiam qualquer explicação “lógica”, de conformidade com a lógica científica.


13. O argumento do consensus gentium.

Essas palavras latinas significam “opinião popular”. Sempre fez parte da opinião de todas as culturas humanas que existe algum Ser supremo, ou existem alguns seres divinos. O ateísmo, em contraste com isso, precisa ser aprendido; não ocorre naturalmente a quem quer que seja. Não existe um único ser humano, à face da terra que seja ateu de nascimento. Usualmente os indivíduos aceitam o ateísmo nas escolas seculares e profanas, onde os mestres, inchados de orgulho intelectual, pensam ser suficientes para si mesmos, sem necessitarem de qualquer Poder Supremo. Todavia, em todas as culturas onde a sofisticação do ceticismo ainda não penetrou, à a crença na existência de Deus, ou pelo menos, de vários deuses. A opinião geral da humanidade, entretanto, não nos pode conduzir à natureza exata de Deus, mas, pelo menos pode conduzir-nos à “idéia de existência da divindade” – Deus existe.
Alguns teólogos chamam esse argumento de “argumento da crença universal”. A crença na existência de Deus é praticamente tão difundida quanto a própria raça humana, embora muitas vezes se manifeste em forma pervertida ou grotesca e revestida de idéias supersticiosas. Esta opinião tem sido contestada por alguns que argumentam existirem raças que não têm a menor concepção de Deus. Mas o Sr. Jevons, autoridade no assunto de raças e religiões comparadas, diz que esta opinião, “Como é do conhecimento de todos os antropólogos, já foi para o limbo das controvérsias mortas. . . todos concordam que não existem raças, por mais primitivas que sejam, totalmente destituídas de concepção religiosa! Embora alguém cite exceções, sabemos que a exceção não inutiliza a regra. Por exemplo, se fossem encontrados alguns seres humanos inteiramente destituídos de todo sentimento humano e compaixão, isso não serviria de base para dizer que o homem é essencialmente uma criatura destituída de sentimentos. A presença de cegos no mundo não prova que todos os homens são cegos.” Como disse William Evans: “o fato de certas nações não conhecerem a tabuada de multiplicação não afeta a aritmética.”
Como se originou esta crença universal? A maior parte dos ateus parece imaginar que um grupo de teólogos se tenha reunido em sessão secreta na qual inventaram a idéia de Deus, a qual depois apresentaram ao povo. Mas os teólogos não inventaram Deus como também os astrônomos não inventaram as estrelas, nem os botânicos as flores. É certo que os antigos mantinham idéias erradas acerca dos corpos celestes, mas esse fato não nega a existência dos corpos celestes. E visto que a humanidade já teve idéias defeituosas acerca de Deus, isso implica que existe um Deus acerca do qual podiam ter noções errôneas.



14. O argumento baseado na revelação e no misticismo.

Deus tem achado por bem revelar-se a si mesmo aos homens: e isso ele tem feito por intermédio de visões e sonhos. Essa revelação aparece em forma mais concreta nas Santas Escrituras. O senhor Deus simplesmente dá conhecimento de si mesmo como um dom aos homens, porque sabe que precisam desse conhecimento. Essa revelação se origina em sua graça e sua bondade. Que o misticismo é uma realidade é fato que se pode provar facilmente, através de pesquisas e da mera observação. O impulso que há por detrás de todas as experiências místicas, quer se trate de milagres ou de visões, é a Mente divina. E formas falsas de misticismo não eliminam o que é verdadeiro: e, além disso, qualquer grau de misticismo já serve de prova sobre a existência de Deus. As experiências místicas conseguem descrever Deus, em certo sentido, não sendo meramente uma afirmação de sua existência.

15. O argumento baseado na felicidade do crente.

A profunda felicidade e senso de confiança que têm os crentes em Deus, a alegria e a segurança que a fé teísta confere aos possuidores, servem de provas da validade da crença na existência de Deus.

16. O argumento baseado na melhor crença.

Sendo inquiridores sérios da verdade, sentimos a necessidade de escolher entre as muitas idéias que existem, e, ao sermos defrontados por tal necessidade de escolha, a “melhor fé”, obviamente é a teísta. Essa crença explica melhor a existência da criação, de seu desígnio, das experiências místicas e dos milagres. Isso é uma explicação melhor do que a idéia da mera “chance”, da “evolução” ou da “seleção natural”, ou mesmo da coincidência sem desígnio, das “forças naturais e cósmicas”, que são suas alternativas, a crença em Deus fica melhor fundada, psicologicamente falando, na realidade das coisas, do que o ateísmo, e é muitíssimo mais satisfatória. O ateísmo perde a sua utilidade quando o indivíduo morre.

17. O argumento da aposta, apresentado por Blaise Pascal.

Pascal ensinava que é impossível provar ou negar a existência de Deus, mas dizia que, sob bases pragmáticas, a crença em Deus é superior à descrença, porquanto essa crença agrada a Deus, ao passo que o ateísmo lhe é desagradável. De acordo com essa idéia, quando um homem morre, se porventura descobrir que Deus não existe, ou se ele mesmo simplesmente deixa de existir, nada terá perdido. Por outro lado se um homem, ao morrer, descobrir que Deus realmente existe, então só terá a ganhar com a sua crença teísta. Essa idéia entretanto, não é válida, pois é extremamente imperfeita. Pois Deus existe, e, segundo podemos estar plenamente certos, não é nenhum tolo, o que significa que não ficará satisfeito com alguém que se aferra à crença teísta somente por motivo de vantagens egoísticas. De fato, talvez Deus se sinta mais agradado com um ateu sincero e honesto do e não com um teísta jogador com a sorte. Essa forma de crença é uma hipocrisia, e jamais poderá agradar a Deus. Outrossim, do ponto de vista teológico, a mera crença na existência de Deus não é mais vantajosa do que a crença que têm os poderes demoníacos na existência de Deus, pois os demônios crêem e estremecem.


18. O argumento do teísmo pragmático.


Paralelamente ao argumento anterior, alguns pensam que é pragmaticamente melhor ser alguém religioso, não somente no que tange à questão da crença na existência de Deus, ma também no que diz respeito à questão da prática religiosa. O ateísmo não oferece qualquer futuro a quem quer que seja, e nem mesmo reivindica oferecer isso. É melhor ,portanto, do ponto de vista do pragmatismo prático, lançarmos nossa sorte à religião, com a existência de Deus e da alma, fazendo profissão geral e prática da religiosidade. Se, ao descobrirmos que estávamos equivocados em nossas crenças, nada poderemos com isso. Por outro lado, se alguma parte ou a totalidade das crenças religiosas estiverem de conformidade com a realidade, descobrirmos que fizemos uma acertada decisão, ao seguirmos a fé teísta e as práticas religiosas, porquanto, presumivelmente, obteremos algum mérito com isso. Do ponto de vista evangélico, entretanto, essa “fé pragmática” não se reveste de valor algum, porquanto somente uma fé verdadeira em Jesus Cristo pode transformar os remidos segundo a sua própria imagem. Seja como for, o teísmo pragmático é melhor do que o ateísmo, com o expressão para a existência terrena presente.

19. Deus é a melhor explicação possível para a conjuntura.

A existência de Deus é a melhor explicação possível para tudo quanto está envolvido em todos esses argumentos, considerados como um conjunto. Ao examinarmos a gama inteira das possibilidades, dos argumentos, das teses e das contrateses, o teísmo mostra-se mis convincente do que o ateísmo. Isso é verdade, ainda que não possamos chegar a uma conclusão racional definitiva. A melhor idéia é a teísta, e esse ;é o resultado líquido de todos os argumentos, considerados em sua totalidade.

20. Argumento alicerçado na fé pura.

Alguns cristãos especialmente nas igrejas evangélicas, têm chegado à conclusão de que nenhum argumento “racional” ou “físico” verdadeiramente demonstra a existência de Deus, mas antes, que essa certeza só ocorre através da fé bíblica. Nas igrejas evangélicas, que seguem o ensinamento bíblico, acredita-se que essa fé é conferida pelo próprio Deus, o qual dá, dessa maneira, certeza de sua existência, inteiramente à parte de evidências externas. Alguns crentes chegam mesmo a alegrar-se nessa idéia, rejeitando totalmente quaisquer outras idéias, como se estivessem próximas da blasfêmia, as quais dizem ser necessário ser comprovada a existência de Deus para que nela possamos acreditar. Porém, apesar das escrituras Sagradas em parte alguma se lançarem à tarefa de tentarem provar que Deus existe, contudo, passagens bíblicas como aquela de Rm. 1:20 dão a entender que verdadeiramente existem provas, físicas e racionais, acerca dessa existência. Portanto, não é crime procurarmos delinear a validade de tais provas, pois, para os incrédulos, esse delineamento pode ser muito útil e valioso. Um dos primeiros passos que uma alma pode dar na direção de Cristo, pode ser a crença firme na existência de Deus. Ninguém poderá jamais avizinhar-se de Cristo, segundo um sério ponto de vista evangélico, se for um ateu convicto. (Esse argumento baseado na “fé pura” na realidade é uma variedade do argumento “místico”, que aparece no décimo quarto lugar nesta lista de argumentos sobre a existência de Deus.
Para fortalecer a fé daqueles que já crêem. Eles estudam as provas, não para crer, mas sim porque já crêem. Esta fé lhes é tão preciosa que aceitarão com alegria qualquer fato que a faça aumentar ou enriquecer.

21. O argumento da história.

A marcha dos eventos da história universal fornece evidência de um poder e duma providência dominante. Toda a história bíblica foi escrita para revelar Deus na história, isto é, para ilustrar a obra de Deus nos negócios humanos. “Os princípios do divino governo moral encontram-se na história das nações tanto quanto na experiência dos homens”, escreve D.S. Clarke. (Sal. 75:7; Dn. 2:21; 5:21.) “O protestantismo inglês vê a derrota da Armada Espanhola como uma intervenção divina. A colonização dos Estados Unidos por imigrantes protestantes salvou-os da sorte da América do Sul, e desta maneira salvou a democracia. Quem negaria que a mão de Deus estivesse nesses acontecimentos?” A história da humanidade, o surgimento e declínio de nações, como Babilônia e Roma, mostram que o progresso acompanha o uso das faculdades dadas por Deus e a obediência à sua lei, e que o declínio nacional e a podridão moral seguem a desobediência” (D.L. Pierson). A.T. Pierson, em seu livro, “Os Novos Atos dos Apóstolos” expõe as evidências da dominante providência de Deus nas missões evangélicas modernas.
Especialmente o modo de Deus tratar com os indivíduos fornece provas de sua ativa presença nos negócios humanos. Charles Bradlaugh, que foi em certo tempo o ateu mais notável na Inglaterra, desafiou o pastor, Charles Hugh Price, para um debate. Foi aceito o desafio e o pregador, por sua vez, desafiou o ateu da seguinte maneira: como todos sabemos, Sr. Bradlaugh, “o homem convencido contra a própria vontade mantém sempre seu ponto de vista”, e, visto que o debate, como ginástica mental que é, provavelmente não converterá a ninguém, proponho-lhe que apresentemos algumas evidências concretas da validade das reivindicações do cristianismo na forma de homens e mulheres redimidos da vida mundana e vergonhosa pela influência do cristianismo e pela do ateísmo. Eu trarei cem desses homens e mulheres, e desafio-o a fazer o mesmo.
Se o Sr. Bradlaugh não puder apresentar cem, contra os meus cem, Ficarei satisfeito se trouxer cinqüenta homens e mulheres que se levantem e testifiquem que foram transformados duma vida vergonhosa pela influência dos seus ensinos ateus. Se não puder apresentar cinqüenta, desafio-o a apresentar vinte pessoas que testifiquem com rostos radiantes, como o farão os meus cem, que tenham um grande e novo gozo na sua vida elevada, em resultado dos ensinos ateus. Se não puder apresentar vinte, ficarei satisfeito se apresentar dez. Não, Sr. Bradlaugh, desafio-o a trazer um só homem ou uma só mulher que dê tal testemunho acerca da influência enobrecedora dos seus ensinos. Minhas pessoas redimidas trarão prova irrefutável quanto ao poder salvador de Jesus Cristo sobre as suas vidas redimidas da escravidão do pecado e da vergonha. Talvez, senhor Bradlaugh, essa será a verdadeira demonstração da validade das reivindicações do cristianismo.
O Sr. Bradlaugh retirou o seu desafio!
Para Guy P. Duffield e Nathaniel M. Van Cleave o argumento da história se apóia sobre o alicerce da divina providência. Os estudantes de história, a não ser que sejam cegos ou parciais, irão descobrir a obra da divina providência. Isto não significa que um propósito sábio é visível em todos os eventos. Deve-se ter em conta que o homem é pecador e rebelde e, ate certo ponto, um agente moral livre. Deus não causa cada evento individual, mas está no controle do fluir dos eventos, executando seus propósitos. Ele cumpre suas profecias inspiradas que se acham registradas na sua Palavra. Se alguém estudar a Bíblia junto com a história, irá perceber um modelo divino enfocando Jesus Cristo, o Filho de Deus. Este enfoque não é apenas sobre a vida terrena de Jesus. O propósito de Deus em Cristo é visto na história de Israel e na sua esperança de um redentor (Gn 12:13; Is 52:10-53:12); na encarnação, vida, morte e ressurreição de Cristo; no triunfo da igreja através de múltiplas oposições; e na indestrutibilidade de Israel através dos séculos.
A originalidade de Cristo foi bem expressa por Napoleão em uma carta ao General Bertrand:
“Efeitos divinos me obrigam a crer numa causa divina. É verdade, existe uma causa das causas… existe um ser infinito, comparado com o qual você, general, não passa de um átomo; comparado com o qual eu, Napoleão, com todo o meu gênio, nada sou realmente; puramente nada. Eu o percebo - Deus. Eu o vejo, tenho necessidade dele, creio nele, pior para você. Mas você, general, crerá um dia em Deus. Posso perdoar muitas coisas, mas sinto horror diante de alguém ateu e materialista… os deuses, os legisladores da Índia e da China, de Roma e de Atenas, nada possuem que possa espantar-me sobremaneira…mas isso não acontece com Cristo. Tudo nele me assombra. Seu espírito me faz ficar maravilhado e sua vontade me contunde. Não existe termo de comparação entre Ele e qualquer pessoa no mundo. Ele, em si mesmo, é verdadeiro. Suas idéias e seus sentimentos, as verdades que anuncia, sua maneira de convencer não são explicadas por organização humana, nem pela natureza das coisas. Seu nascimento e a história da sua vida; a profundidade da sua doutrina, que luta com as maiores dificuldades, a mais admirável solução; seu evangelho… sua marcha através das idades e dos reinos, tudo para mim e um prodígio, um mistério insolúvel, que me faz mergulhar num desvaneio do qual não posso escapar, diante de meus olhos está um mistério, o qual não posso negar nem explicar… procuro encontrar em vão na história alguém igual a Jesus Cristo.”




22. O argumento que apresenta o homem como imagem e semelhança de Deus:

A Palavra de Deus declara que o homem foi criado à imagem de Deus. “Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra. Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gn 1:26-27). Não devemos buscar a imagem de Deus no homem físico, pois Deus é Espírito (Jo 4:24). Em lugar disso, devemos procurar a imagem de Deus no homem espiritual: “...e vos revestistes do novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou...” (Cl 3:10).
A imagem de Deus no homem é vista no fato de ele ter domínio sobre as criaturas inferiores e especialmente em sua capacidade e desejo ardente de comunhão com Deus. A outra marca da imagem divina é vista na natureza moral do homem, seu senso de dever e responsabilidade, e na posse de uma consciência: “Estes mostram a norma da lei gravada nos seus corações, testemunhando-lhes também a consciência, e os seus pensamentos mutuamente acusando-se ou defendendo-se...” (Rm 2:15). C.S. Lewis diz: “Estes são, portanto, os dois pontos que eu queria ressaltar. Primeiro, que os seres humanos, em toda a terra, têm esta idéia curiosa de que devem comportar-se de certa maneira, e não conseguem livrar-se dela. Segundo, eles na verdade não se comportam deste modo. Eles conhecem a lei da natureza e a quebram. Esses dois fatos são a base de todo pensamento claro a respeito de nós mesmos e do universo em que vivemos.”
Um Deus pessoal nos faz responsáveis por nossa conduta e atitude. Devemos render-nos à vontade dele ou viver com a consciência pesada. É possível cauterizar a consciência ou silencia-la, enganando-nos a nós mesmos. Mas, desse modo, o indivíduo irá então invariavelmente criar seu próprio sistema de valores. A experiência mostrou que o sistema bíblico de ética, afinal de contas, e o mais adequado à natureza moral do homem, criado por Deus.


23. O argumento da Escritura


Esse argumento se apóia sobre as declarações e na exatidão das Sagradas Escrituras. A Bíblia afirma ser a Palavra inspirada de Deus (2 Tm 3:16-17; 2 Pe 1:20, 21; 1 Co 2:12, 13; Tt 1:1-13). Nenhum livro na terra foi tão amplamente aceito como uma mensagem de Deus. Seus oponentes e os céticos lançaram todo tipo de ataque concebível contra ele, mas sua popularidade permanece. Sua exatidão tem sido repetidamente impugnada, mas a pá dos arqueólogos confirma a cada instante a exatidão de alguma passagem posta em dúvida. O Dr. W.F. Albright, reconhecido arqueólogo, escreve: “Nada que tenda a perturbar a fé religiosa do judeu ou do cristão foi descoberto... Descoberta após descoberta têm estabelecido a exatidão de inúmeros detalhes e trazido maior reconhecimento do valor da Bíblia como um livro fonte da história.” Nenhum outro livro se compara com a Bíblia no que diz respeito aos seus ensinos morais e espirituais; escrita há centenas de anos, ela é mais moderna que os jornais de hoje. Nunca deixa de falar com poder, sanando os problemas mais profundos da alma e do espírito.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Creia e Seja Salvo

"Olhai para mim, e sereis salvos, vós, todos os termos da terra; porque eu sou Deus, e não há outro." [Isaías 45:22]

As luzes piscaram enquanto eu digitava o texto acima e, para evitar perdê-lo por falta de energia (algo que ocorre com bastante freqüência onde moro), imediatamente cliquei no botão "Salvar". Isso gravou as informações na memória não-volátil do computador (o disco rígido), onde elas ficam relativamente protegidas da falta de energia. Toda sorte de coisas pode acontecer com discos rígidos que os tornam inoperantes, e é por isso que digo "relativamente protegidas". Mas mesmo se o disco rígido quebrar ou se as informações forem apagadas por acidente ou intencionalmente, os especialistas em informática normalmente conseguem recuperá-las. O motivo é que os bits de dados são gravados magneticamente na unidade de disco rígido e somente se algo for gravado por cima é que as informações se perdem.

Não seria maravilhoso se tivéssemos um botão "Salvar", no que diz respeito às nossas almas? Um recente comercial da TV está divulgando um botão "Fácil" pelo qual os problemas do mundo dos negócios podem ser resolvidos instantaneamente, mas todos sabemos que essas soluções não existem no mundo real - muito embora muitos pastores da atualidade estejam tentando convencer as pessoas de que uma combinação dos dois botões está disponível! "Apenas aceite Jesus e Ele o salvará" é a mensagem excessivamente simplista que eles usam para seduzir as pessoas para os seguirem e os enriquecerem:

"Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências." [2 Timóteo 4:3]

Esse tempo sobre o qual o apóstolo Paulo falou está sobre nós. A mensagem do Evangelho - a mensagem da salvação - é bem simples. Mas a razão da simplicidade é para demonstrar que as reações genuínas são sobrenaturais e não se devem à eloqüência ou aos poderes de persuasão daqueles que a transmitem. Você não estranharia se soubesse que algum amigo, tido como uma pessoa ponderada, colocasse todas as suas economias em algum produto simplesmente por causa de uma propaganda? A reação inicial da maioria das pessoas provavelmente seria pensar que o tal amigo perdeu a cabeça. Mas se essa ação aparentemente impulsiva resultasse em sucesso e independência financeira, aquelas opiniões reverter-se-iam muito rapidamente!

Algo similar acontece quando alguém passa a professar a fé em Cristo. Os membros não-regenerados da família, os amigos e conhecidos da pessoa imediatamente olham com uma certa desconfiança essa "nova religião". Então a inspeção silenciosa começa, enquanto eles esperam que as ações da pessoa confirmem a opinião de que tudo aquilo era "fogo de palha". Vale dizer que, infelizmente, na maior parte dos casos, eles não precisarão esperar muito tempo antes de que a vida da pessoa volte ao "normal". É claro que o indivíduo pode continuar a freqüentar a igreja todas as vezes que as portas estiverem abertas e aparentar um bom comportamento, mas aqueles que o conhecem bem, reconhecem que nada realmente mudou. Mas, louvado seja o Senhor, existem exceções notáveis! Freqüentemente, alguma pessoa irá responder ao Evangelho e "enriquecer", por assim dizer. Suas vidas serão tão dramaticamente modificadas que ninguém perto delas poderá negar. O impacto de sua transformação radical será acentuado nas mentes daqueles que testemunharam a conversão, quando eles considerarem a simplicidade da mensagem que a gerou.

O Evangelho, ou as "boas novas", como ensinado pelo apóstolo Paulo, está delineado em negrito, abaixo:

"Também vos notifico, irmãos, o evangelho que já vos tenho anunciado; o qual também recebestes, e no qual também permaneceis. Pelo qual também sois salvos se o retiverdes tal como vo-lo tenho anunciado; se não é que crestes em vão. Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras. E que foi visto por Cefas [Pedro], e depois pelos doze". [1 Coríntios 15:1-5, ênfase adicionada]

Todos os que ouvem a mensagem sobrenatural deveriam ser exortados pelo mensageiro (pregador, folheto, etc.) para se arrependerem de seus pecados e "crer" - para que eles possam receber Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador. Não há sermão evangelístico algum registrado no Novo Testamento, do Pentecostes em diante, que não pudesse ter sido apresentado em quinze minutos, ou menos! Veja, por exemplo, o primeiro sermão pregado pelo apóstolo Pedro em Pentecostes:

"Pedro, porém, pondo-se em pé com os onze, levantou a sua voz, e disse-lhes: Homens judeus, e todos os que habitais em Jerusalém, seja-vos isto notório, e escutai as minhas palavras. Estes homens não estão embriagados, como vós pensais, sendo a terceira hora do dia. Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel: 'E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, Que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, Os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos terão sonhos; e também do meu Espírito derramarei sobre os meus servos e as minhas servas naqueles dias, e profetizarão; e farei aparecer prodígios em cima, no céu; e sinais em baixo na terra, sangue, fogo e vapor de fumo. O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes de chegar o grande e glorioso dia do Senhor; e acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo'. Homens israelitas, escutai estas palavras: A Jesus Nazareno, homem aprovado por Deus entre vós com maravilhas, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis; a este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, prendestes, crucificastes e matastes pelas mãos de injustos; ao qual Deus ressuscitou, soltas as ânsias da morte, pois não era possível que fosse retido por ela; porque dele disse Davi: Sempre via diante de mim o Senhor, porque está à minha direita, para que eu não seja comovido; por isso se alegrou o meu coração, e a minha língua exultou; e ainda a minha carne há de repousar em esperança; pois não deixarás a minha alma no inferno, nem permitirás que o teu Santo veja a corrupção; fizeste-me conhecidos os caminhos da vida; com a tua face me encherás de júbilo. Homens irmãos, seja-me lícito dizer-vos livremente acerca do patriarca Davi, que ele morreu e foi sepultado, e entre nós está até hoje a sua sepultura. Sendo, pois, ele profeta, e sabendo que Deus lhe havia prometido com juramento que do fruto de seus lombos, segundo a carne, levantaria o Cristo, para o assentar sobre o seu trono, nesta previsão, disse da ressurreição de Cristo, que a sua alma não foi deixada no inferno, nem a sua carne viu a corrupção. Deus ressuscitou a este Jesus, do que todos nós somos testemunhas. De sorte que, exaltado pela destra de Deus, e tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vós agora vedes e ouvis. Porque Davi não subiu aos céus, mas ele próprio diz: Disse o SENHOR ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, Até que ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés. Saiba, pois, com certeza toda a casa de Israel que a esse Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo." [Atos 2:14-36]

E quando Pedro terminou de transmitir essa breve mensagem para os muitos milhares reunidos em Jerusalém para Pentecostes, os versos seguintes nos dizem como eles reagiram à mensagem:

"E, ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração, e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, homens irmãos? E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo." [Atos 2:37-38]

O verso 41 então nos diz que "quase três mil almas" foram salvas!

"De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas." [Atos 2:41]

Uau!! Essa tremenda resposta nos chama a um exame adicional. Primeiro de tudo, precisamos entender que a audiência era formada unicamente de judeus - alguns dos quais estavam entre os que gritaram "Crucifica-o!" apenas 50 dias antes, quando Pôncio Pilatos pensou em libertar Jesus Cristo. Mas a vasta maioria eram visitantes de muitos países diferentes (versos 9, 10 e 11 de Atos 2) que haviam ido a Jerusalém em obediência ao mandamento de Deus quanto à observância da festa de Pentecostes. O pouco que esse último grupo sabia sobre o Senhor e Sua crucificação era somente o que eles haviam ouvido falar. Por qualquer padrão de avaliação, eles eram uma "multidão difícil" - uma audiência hostil e pouco amigável. Todos estavam influenciados por 1500 anos de tradição religiosa e, no tocante àquela mensagem em particular, seria impossível encontrar um grupo mais duro, tendencioso e com tantas opiniões formadas. Não obstante, cerca de três mil deles "compungiram-se em seu coração" e creram!

Mas quando consideramos as circunstâncias - particularmente a brevidade de Pedro e tudo o que ele não falou ou fez - como aquilo foi possível? Não houve nenhuma ameaça de condenação eterna se eles não cressem, nenhum teatro emocional ou ardil psicológico cuidadosamente planejado foi usado para pressioná-los! A mensagem do Evangelho foi simplesmente apresentada e atingiu seus objetivos sem a necessidade de nenhum artifício humano! O Espírito Santo tomou a Palavra de Deus e abalou quase três mil homens no fundo de seus corações - assim como Ele fez comigo mais de cinqüenta anos atrás. A luz sobrenatural da VERDADE transpôs a mais alta escuridão da morte espiritual e a crença foi o resultado. Somente após Pedro ser questionado por aqueles que "compungiram-se em seu coração" sobre qual deveria ser a resposta deles é que ele continuou com muitas outras palavras e exortações para eles serem salvos daquela geração má e perversa (verso 40).

Então, em Atos 10, encontramos outro breve sermão pregado por Pedro. Foi quando Deus concedeu a ele o abençoado privilégio de abrir a porta da salvação aos gentios (a casa de Cornélio). Do mesmo jeito que foi no Dia de Pentecostes, a resposta daqueles ouvintes da mensagem foi imediata:

"E, abrindo Pedro a boca, disse: Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas; Mas que lhe é agradável aquele que, em qualquer nação, o teme e faz o que é justo. A palavra que ele enviou aos filhos de Israel, anunciando a paz por Jesus Cristo (este é o SENHOR de todos); esta palavra, vós bem sabeis, veio por toda a Judéia, começando pela Galiléia, depois do batismo que João pregou; como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo bem, e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele. E nós somos testemunhas de todas as coisas que fez, tanto na terra da Judéia como em Jerusalém; ao qual mataram, pendurando-o num madeiro. A este ressuscitou Deus ao terceiro dia, e fez que se manifestasse, não a todo o povo, mas às testemunhas que Deus antes ordenara; a nós, que comemos e bebemos juntamente com ele, depois que ressuscitou dentre os mortos. E nos mandou pregar ao povo, e testificar que ele é o que por Deus foi constituído juiz dos vivos e dos mortos." [Atos 10:34-42]

O verso 44 então diz que, enquanto Pedro ainda falava, o Espírito Santo "caiu" sobre todos os que estavam ouvindo! Uma vez mais, vemos que a verdade do Evangelho trouxe fruto espiritual imediatamente. Devemos ter em mente que esse grupo de gentios não estava, de forma alguma, em superioridade de conhecimento sobre as coisas de Deus em relação aos judeus em Pentecostes. Então a minha pergunta é: Parece minimamente plausível para você que aquelas pessoas foram persuadidas pela mensagem, ou não é óbvio que a crença delas foi inspirada de forma sobrenatural?

Em contraste, consideremos um sermão em Atos 26 em que houve um resultado muito diferente. Lá, encontramos o apóstolo Paulo defendendo-se diante do rei Agripa e em sua defesa ele usou a mensagem do Evangelho como uma parte central de seu argumento. Daquela narrativa, aprendemos que Festo, o procurador da Judéia, estava presente - juntamente com uma multidão aparentemente hostil de espectadores (Atos 25:24). E, enquanto Paulo ainda estava falando, Festo gritou em alta voz acusando-o de insanidade! Então, na conclusão, o rei Agripa fez a seguinte declaração:

"E disse Agripa a Paulo: Por pouco me queres persuadir a que me faça cristão!" [Atos 26:28]

Tudo indica que a mesma brevidade de apresentação que produziu tanto fruto anteriormente não ocorreu aqui! Por que você supõe que houve uma diferença? Permita-me sugerir que o Senhor nos dá a resposta na seguinte declaração:

"Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia." [João 6:44]

"Do SENHOR vem a salvação" (Jonas 2:9), e nenhuma quantidade de argumentos persuasivos bem intencionados podem produzir uma crença genuína se o Espírito Santo não estiver cooperando. Mas o uso de técnicas psicológicas para habilmente manipular as emoções humanas com certeza promoverá falsas profissões de fé! Hoje, técnicas de vendas de alta pressão vindas do púlpito estão transformando igrejas em cemitérios espirituais, em que os pregadores se esforçam para superar uns aos outros no número de ouvintes. Em quantidades cada vez maiores, o trigo no meio do joio nessas igrejas está começando "a acordar e a sentir o cheiro do café" - notar que algo está errado. O coração dessas pessoas fica partido com a perspectiva de deixar para trás amigos e familiares, mas elas estão fazendo isso porque o Espírito Santo as impele a se separarem da descrença:

"Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei; e eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso." [2 Coríntios 6:14-18; ênfase adicionada]

Você se encontra nessa situação no que concerne à sua igreja? Em caso afirmativo, caia fora e procure outros crentes que estejam desejosos de se reunir com você para o estudo da Bíblia, oração e adoração. Apenas dois ou três indivíduos reunidos para esse propósito já atendem à definição neo-testamentária de uma igreja e o Senhor prometeu estar "no meio deles". (Mateus 18:20) Muitos continuam a cometer o erro de continuar nessas igrejas, pensando que conseguirão provocar uma mudança para melhor. Mas não conheço um único exemplo em que isso já tenha acontecido. Todos devemos nos dar conta de que o Senhor está edificando a Sua igreja (Mateus 16:18) - e não um grupo de pregadores zelosos que competem uns com os outros para ver quem consegue construir o maior e mais próspero ministério.

Se você nunca colocou sua confiança em Jesus Cristo como Salvador, mas entendeu que ele é real e que o fim dos tempos está próximo, e quer receber o Dom Gratuito da Vida Eterna, pode fazer isso agora, na privacidade do seu lar. Após confiar em Jesus Cristo como seu Salvador, você nasce de novo espiritualmente e passa a ter a certeza da vida eterna nos céus, como se já estivesse lá. Assim, pode ter a certeza de que o Reino do Anticristo não o tocará espiritualmente. Se quiser saber como nascer de novo, vá para nossa Página da Salvação agora.

Esperamos que este ministério seja uma bênção em sua vida. Nosso propósito é educar e advertir as pessoas, para que vejam a vindoura Nova Ordem Mundial, o Reino do Anticristo, nas notícias do dia a dia.

Fale conosco direcionando sua mensagem a um dos membros da equipe de voluntários.
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Que Deus o abençoe.

Autor: Pr. Ron Riffe
Tradução: Eliane
Texto revisado por: V. D. M. - Campo Grande / MS e V. C. C. C. - Brasília / DF
Data da publicação: 2/11/2007
Transferido para a área pública em 10/4/2008
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/p256.asp

A Prática de Magia Branca no Catolicismo Romano Tradicional

Relato fictício de um demônio poderoso incumbido de mover gradualmente, ao longo de vários séculos, o catolicismo romano para a prática da feitiçaria de Magia Branca, por meio da introdução de diversas doutrinas e práticas de origem pagã. Por mais chocantes que sejam, as informações que compartilhamos com você neste artigo são absolutamente verdadeiras e estão baseadas no conhecimento do ocultismo.

A Nova Ordem Mundial está chegando! Você está preparado?

Compreendendo o que realmente é essa Nova Ordem Mundial, e como está sendo implementada gradualmente, você poderá ver o progresso dela nas notícias do dia a dia!!

Aprenda a proteger a si mesmo e aos seus amados!

Após ler nossos artigos, você nunca mais verá as notícias da mesma forma
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"THE CUTTING EDGE"

Nos últimos anos, muitos católicos romanos angustiados nos escreveram, em resposta aos nossos artigos que expõem o flagrante satanismo de Magia Negra propagado pelos papas João Paulo II e Paulo VI. Essas boas pessoas concordam conosco que o Vaticano está agora sob o controle das forças tenebrosas de Satanás, mas insistem que esses papas são os antipapas a respeito dos quais há muito tempo elas tinham sido advertidas, e que esses dois papas conseguiram tomar o controle de sua amada e verdadeira Igreja Católica Romana tradicional, ou histórica. Essa visão está se tornando cada vez mais comum nos círculos católicos a cada dia.

Ao mesmo tempo em que apreciamos a boa vontade desses católicos romanos sinceros em reconhecer que o papa atual é um praticante de satanismo de Magia Negra, sentimos a incumbência especial de mostrar a eles a verdade a respeito da histórica "igreja-mãe". Lembre-se, este ministério examina a cena inteira do reinado do fim dos tempos do Anticristo (a Nova Ordem Mundial) a partir do ponto de observação do ocultismo. Os ocultistas e adoradores da Mãe-Terra não têm dificuldade alguma em compreender que a Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR) tradicional é simplesmente a prática de poderoso satanismo de Magia Branca. A definição de Magia Branca é aquela prática do ocultismo que usa a força do oculto para o "bem", ou para o "benefício" da humanidade. Desse ponto de vista, o catolicismo romano tradicional é puro satanismo de Magia Branca.

O capítulo 10 do livro de Daniel revela uma coisa muito interessante sobre a guerra espiritual. Nesse capítulo, o profeta pediu a Deus um esclarecimento especial referente ao futuro de Israel. Um anjo chegou com a resposta após três semanas, ou 21 dias completos. Quando ele se apresentou, disse a Daniel que Deus tinha ouvido e respondido sua oração no primeiro dia em que ele começou a orar e o enviou para entregar a resposta. Entretanto, o anjo foi impedido de chegar a Daniel porque foi atacado por um demônio muito poderoso, identificado como o Príncipe da Pérsia [Daniel 10:12-13]. O anjo disse então que "ficou ali com os reis da Pérsia". [Daniel 10:13]

Finalmente, como ele não conseguisse derrotar esse demônio sozinho, pediu ajuda ao arcanjo Miguel, o anjo guardião de Israel. Com a intervenção do Miguel, o anjo pôde finalmente chegar até Daniel. Então, o anjo disse a Daniel, que quando retornasse à esfera celestial, iria participar na luta contra o Príncipe da Pérsia e, mais tarde, contra o príncipe da Grécia. [Daniel 10:20]

Nesse capítulo, Daniel está falando sobre um aspecto pouco compreendido da guerra espiritual - a batalha entre Satanás e Deus pela mente e pelo coração dos líderes nacionais e espirituais em toda a história. A Bíblia declara que Satanás conspirou contra Deus antes da fundação do mundo [Isaías 14:12-14], quando se rebelou contra Deus e arrastou um terço dos anjos na rebelião [Apocalipse 12:4]. Então, no Jardim de Éden, Satanás falou a Eva por meio da serpente, outra vez conspirando contra o plano de Deus. Por toda a história humana, Satanás tem batalhado contra as forças de Deus pelo coração e pela mente dos governantes-chave das nações e religiões de todas as épocas. O demônio poderoso designado ao líder humano particular de cada nação em cada época sussurra seu plano nos ouvidos do líder, enquanto o anjo de Deus designado ao mesmo governante trabalha para contrabalançar a influência demoníaca e assegurar que o plano de Deus seja realizado.

Embora Deus seja onipotente e possa vencer todas as batalhas, às vezes ele prefere não vencer. Em alguns casos, em algumas épocas, Deus decide permitir que Satanás obtenha a vitória. Eu não compreendo as complexidades das tomadas de decisão de Deus, mas tenho fé que, no fim dos tempos, ele vencerá as batalhas finais que então darão o governo da Terra a Jesus Cristo.

Como discutimos em artigos anteriores, Satanás deve ter um de seus mais poderosos demônios trabalhando com os líderes humanos-chave dos Estados Unidos especialmente, já que escolheu esse país nos anos 1740 para ser o líder das nações no estabelecimento do Reinado do Anticristo, agora conhecido como a Nova Ordem Mundial.

Mas, e a Igreja Católica Romana? Satanás tem um demônio especialmente capacitado trabalhando para mover essa igreja para o lado de Satanás? Pode apostar que sim. O alvo final de Satanás é fazer toda a humanidade adorar seu super-homem, o Anticristo. Visto que a Bíblia declara que o Anticristo praticará satanismo de Magia Negra (Daniel 8:23-24 diz que ele "será entendido em advinhações ... feroz de semblante ... destruirá maravilhosamente, e prosperará"), devemos esperar que ele possa desejar uma igreja tão grande e poderosa como a Igreja Católica Romana para virar, no fim dos tempos, para o satanismo de Magia Negra. Provaremos que os papas Paulo VI e João Paulo II são na verdade satanistas de Magia Negra e examinaremos essa verdade outra vez no fim deste artigo.

Entretanto, o demônio designado à igreja de Roma não podia, na parte inicial da Época da Igreja, mover a Igreja diretamente para a feitiçaria de Magia Negra. Em vez disso, ele poderia mais provavelmente ser bem sucedido se movesse a igreja de Roma primeiro para a feitiçaria de Magia Branca, disfarçada de cristianismo. Então, depois de um período muito longo de prática disfarçada de feitiçaria de Magia Branca, ele poderia então mover o catolicismo romano para o mesmo tipo de Magia Negra de feitiçaria que o Anticristo praticará.

Agora, por favor mantenha sua mente aberta o bastante para eu provar esse conceito para você.

Se eu fosse o demônio designado para a igreja de Roma, que mudanças faria na prática do catolicismo que moveriam a igreja para a feitiçaria e ao mesmo tempo disfarçariam o que estou realmente fazendo das massas de pessoas?

Eu faria várias mudanças.

Primeiro, criaria um elemento central de adoração que violasse a Jesus Cristo o tanto quanto possível, e ao mesmo tempo enganasse as pessoas e as levasse a pensar que o estão honrando. Eu criaria um serviço que poderia ser repetido diariamente que "ferisse" Jesus muitas vezes, colocando-o de volta na cruz todos os dias. Veja, o apóstolo Paulo disse de forma bem clara que o Messias deveria ser ferido uma única vez e que a razão por que Moisés teve problemas com Deus [de ser impedido de entrar em Canaã - Números 20:8-12 e Deuteronômio 3:25-26, N. do T.] foi por que feriu a rocha uma segunda vez, em vez de simplesmente falar à rocha. Jesus Cristo era aquela rocha [1 Coríntios 10:4]. Destarte, quando Moisés feriu a rocha pela segunda vez para obter água, não apenas desobedeceu a Deus, que lhe disse para simplesmente falar à rocha, mas também feriu o Messias duas vezes.

Em toda a epístola aos Hebreus, o autor fala do sacrifício "uma vez por todas" de Jesus Cristo. Jesus morreu apenas uma vez na cruz e, então, após sua ressurreição e ascensão, assentou-se à direita do Pai. Vemos que o sacrifício foi tão excelente e tão aceitável ao Pai, que nunca mais precisou ser repetido. De fato, somos proibidos de repeti-lo. O escritor aos Hebreus arrojadamente declara, "... temos sido santificados pela oferta do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez." [Hebreus 10:10]

Portanto, para violar o mandado de Deus o mais severamente possível, eu criaria uma cerimônia que sacrificasse Jesus Cristo repetidas vezes e que pudesse ser repetida diariamente em todo o mundo, ao mesmo tempo que levasse as pessoas a pensarem que estão glorificando a Jesus Cristo. É claro que estou falando da missa, que faz exatamente isso. A missa, segundo o catecismo da Igreja Católica, duplica o sacrifício na cruz. Citando diretamente, "A missa é o mesmo sacrifício que o sacrifício na cruz, porque na missa a vítima é a mesma, e o sacerdote principal é o mesmo, Jesus Cristo." (My Catholic Faith [Minha Fé Católica], pg 286)

Além disso, eu escreveria a missa em latim, a língua dos pagãos romanos originais, de tal forma que ela pudesse derivar grande poder de feitiçaria. Doc Marquis, o ex-satanista de Magia Negra, diz inequivocamente que a missa, quando rezada em latim, contém grande poder ocultista! Os feiticeiros praticantes de magia negra no início do século VI descobriram que a Igreja Católica Romana tinha criado uma cerimônia de magia branca poderosa com a missa; portanto, tentaram captar esse poder para eles mesmos criando a infame missa negra, rezada de trás pra frente.

Então, como se isso não fosse dano bastante ao sacrifício consumado realizado de uma vez por todas na cruz, eu criaria um símbolo para representar Jesus na cruz permanentemente. Esse símbolo poderia ser pendurado nas paredes das casas das pessoas e em seus escritórios, e também nos carros, mantendo constantemente Jesus Cristo na cruz, onde eu gostaria que ele ficasse, não à mão direita do Pai na glória.

Agora que conservei Jesus na cruz, tanto na missa quanto no crucifixo, você tem idéia de que espécie de vitória espiritual alcancei? Acabo de impedir que a salvação seja possível para qualquer pessoa que pratique a missa e reverencie o crucifixo! Isso é impossível, você diz? Veja o que escreveu o autor da epístola aos Hebreus, falando sob a autoridade do Espírito Santo:

"Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus, e as virtudes do século futuro, e recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus, e o expõem ao vitupério." [Hebreus 6.4-6]

Expor Jesus Cristo continuamente em vitupério e desgraça pública é exatamente o que fazem a Missa e o crucifixo. De fato, os católicos são encorajados a contemplar diariamente o sacrifício supremo de Jesus na cruz. Em seguida, eu atacaria o perfeito sacrifício pelos pecados que a morte de Jesus realizou. Apesar de as últimas palavras de Jesus na cruz terem sido, "Está consumado" (uma palavra do vocabulário comercial grego, teleo que significa "Totalmente quitado"), eu sussurraria aos teólogos da igreja que Jesus não quitou completamente a dívida do pecado. Eu sussurraria que, embora o sacrifício de Jesus tenha aberto o caminho para a humanidade finalmente alcançar os céus, não removeu a mancha do pecado do homem. Os homens e mulheres precisam remover tanto desse pecado quanto possível praticando boas obras durante toda a vida, guardando os dias santos, participando dos sacramentos, e até mesmo infligindo dor em si mesmos por meio das penitências. Assim, eu tornaria a salvação na igreja católica uma questão de fé mais obras, uma questão contra a qual o apóstolo Paulo batalhou vigorosamente na igreja cristã primitiva. Como Paulo disse de forma sucinta:

"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie." [Efésios 2:8,9]

Depois de efetivamente vedar o acesso da congregação inteira à salvação, em seguida eu atacaria a suficiência da Bíblia. Eu sussurraria nos ouvidos dos teólogos católicos e do papa que a Bíblia foi escrita por homens - meros homens que têm as mesmas paixões que todos os outros homens [Tiago 5:17] - de modo que ela contém erros. Conhecendo a Bíblia de cor do jeito que conheço - como um dos chefes dos demônios do Inferno - conheço a âncora da alma que a crença na inerrância da Bíblia fornece aos santos de Deus. Portanto, eu atacaria a inerrância das Escrituras. Além disso, sussurraria que a Bíblia é tão difícil de compreender que o fiel mediano não pode querer compreendê-la sem a "interpretação" dos sacerdotes, ou instrução oficial do Vaticano. Finalmente, eu proibiria a leitura individual da Bíblia, receoso que eles lessem um verso como, "Salvos pela fé, não pelas obras", ou que lessem a epístola aos Hebreus e pudessem instantaneamente ver o que fiz.

Depois de proibir o acesso à verdadeira Palavra de Deus, viria o tempo de introduzir uma falsa palavra de Deus, que eu chamaria de Tradições da Igreja ou as Tradições dos Pais. Eu me lembro como Jesus ficou zangado com os fariseus e saduceus por eles terem criado um corpo extrabíblico de escritos, que chamavam de tradições dos anciãos. Essas tradições eram apresentadas às pessoas como uma explicação da Palavra de Deus, e tão dignas de confiança quanto a verdadeira Palavra de Deus. Na verdade, ao longo dos séculos, essas tradições mudaram gradualmente, de modo a levar as pessoas para longe do Deus verdadeiro, efetivamente impossibilitando a genuína salvação.

Além disso, estou perfeitamente ciente que Deus proibiu fazer acréscimos ou subtrações na Bíblia Sagrada. Eu garanto a você que essa prática infernal leva Deus a ter acessos de ira toda vez que alguém adiciona ou subtrai de sua Palavra. Mas, tendo tomado essa decisão de mudar a Palavra de Deus, que espécie de versos quero adicionar e que espécie de versos quero subtrair? Primeiro, quero acrescentar versos e doutrinas que movam a ICAR suave e continuamente para a prática da feitiçaria de Magia Branca; afinal, queremos muito usar os poderes do ocultismo para o "bem" das pessoas! Isso significa que tenho de decidir que doutrinas pagãs trazer, bem vestidas com nomes cristãos, alegorias, e velhas e boas histórias bíblicas, tudo com minha pequena distorção, é claro. Estou muito satisfeito com essa perpectiva, já que o paganismo de 4.000 anos atrás oferece uma rica variedade de crenças e práticas satânicas que posso escolher; entretanto, precisarei ser cuidadoso e trazer somente aquelas que possam ser bem disfarçadas de "cristãs".

Uma das primeiras doutrinas que introduzirei será a oração pelos mortos e a adoração às imagens fabricadas em suposta semelhança a esses mortos. Esse é um dos mais velhos e eficientes modos de levar as pessoas para o satanismo e posso facilmente disfarçá-lo como cristianismo. Continuamente tornarei a Virgem Maria uma figura semelhante a Deus, dizendo que ela pode ouvir as orações de milhões de pessoas de todo o mundo ao mesmo tempo, declarando que ela nasceu sem pecado original e que nunca morreu, mas ascendeu aos céus. Em seguida, tornarei todos os "santos" mortos da igreja semelhantes a Deus em sua capacidade de também ouvir as orações de todo o mundo simultaneamente.

Mas, espere, se vou trazer a adoração aos velhos ídolos pagãos para dentro da igreja, preciso fazer alguma coisa quanto ao Primeiro Mandamento, que clara e inequivocamente proíbe a fabricação e adoração aos ídolos. Como posso levar isso adiante e ainda ter dez mandamentos? Obviamente, seria muito ruim ter apenas nove mandamentos. Já sei! Vou pegar o décimo mandamento, que é um mandamento longo sobre a cobiça, e quebrá-lo em dois, preservando assim o número de dez mandamentos. Posso seguramente deixar o primeiro mandamento nas Bíblias católicas, já que ninguém mesmo vai ler, mudando apenas os ensinos do catecismo.

Eu digo a você, meu plano funcionou perfeitamente, começando com a introdução da missa, onde coloquei Jesus Cristo de volta na cruz do Calvário todo dia que este velho mundo estiver em existência. Além disso, da forma como escrevi a missa no velho latim original dos pagãos, grande poder ocultista é produzido. Os praticantes de feitiçaria de Magia Negra ficaram realmente com ciúmes do grande poder com o que imbui essa igreja. De fato, no século VII, os ocultistas de Magia Negra criaram a missa negra para tentar captar para si o poder ocultista da missa católica. E eles realmente criaram seu próprio crucifixo. Eles pegaram a cruz, entortaram suas quatro pontas para dentro e colocaram uma figura esquelética e totalmente patética de Jesus nela, exibindo-o pendurado de uma forma que ele realmente parece um fracassado. Eles chamaram esse crucifixo de "Crucifixo Vergado", e decidiram fazer dele o símbolo do vindouro Anticristo do Apocalipse 13.

Quais outras doutrinas pagãs pude depois trazer para dentro da Igreja Católica Romana? Eu digo a você, isso tudo foi tão fácil que estou saltitante de alegria. Desde o estabelecimento da missa na poderosa língua latina por volta do ano 600, recebi carta branca para trazer toneladas de outras doutrinas pagãs, desde que nunca me desfizesse de minha roupagem cristã. Certamente, à medida que os séculos passaram, cada geração de pessoas tornou-se mais fácil de enganar. Decidi trazer as seguintes doutrinas do paganismo, além das que já descritas anteriormente:

1. Dar ao papa poder religioso e político - Ano 754. Ninguém se lembra que Jesus disse, "Meu Reino não é deste mundo" [João 18:36]. Essa decisão deu ao papa o poder para vencer toda e qualquer oposição contra essa nova, ocultista e poderosa igreja. De fato, os satanistas de Magia Negra estão fazendo um grande barulho ultimamente. Quando dei ao papa o poder político sobre os reis da Europa, ele pôde forçar a Inquisição sobre esses praticantes de Magia Negra, matando-os e forçando-os à clandestinidade. Se havia alguém que poderia expor a Magia Branca da ICAR ao povo, eram os praticantes de Magia Negra. Assim, iniciei a Inquisição uns 800 anos antes do aparecimento daquele traidor, Martinho Lutero.

2. Adoração das relíquias, especialmente da cruz e das imagens - Ano 788. Visto que todos os pagãos adoram a criatura em lugar do Criador [Romanos 1:25], sei que será realmente simples introduzir essa prática pagã. Sussurrei nos ouvidos dos respeitáveis teólogos da igreja que as pessoas deveriam adorar objetos que são supostamente partes da cruz, dos santos mortos, e de qualquer coisa que o papa quisesse "abençoar".

3. Jejum nas sextas-feiras e observância da Quaresma - Ano 988. A Quaresma é uma celebração pagã, de modo que posso trazê-la inteira. O jejum é uma coisa boa, pois Jesus o ensinou sob certas circunstâncias, e porque abster-se de carnes é uma daquelas "doutrinas de demônios" [1 Timóteo 4:1-3]. Além disso, visto que a sexta-feira é o sexto dia da semana, sempre foi um dia favorito entre os satanistas. Portanto, ensinei que ninguém pode comer carne na sexta-feira. Perfeito!

4. Celibato dos sacerdotes - Ano 1123. Eu não aguentava mais esperar pela oportunidade de introduzir essa doutrina, uma vez que ela vai totalmente contra a constituição natural do homem. Aquele terrível apóstolo Paulo identificou o celibato como uma das "doutrinas de demônios" [1 Timóteo 4:3] e advertiu que uma pessoa pode ser tentada a pecar sexualmente se não mantiver relações sexuais apropriadas com seu cônjuge [1 Coríntios 7:5]. Mas, mais importante, sei que ao longo dos séculos, essa proibição desnaturada ao sexo normal aos sacerdotes e freiras permitirá que meu compatriota do inferno, o demônio Larz, faça seu trabalho poderosamente dentro da igreja. Veja, Larz é o demônio que Satanás colocou a cargo da lascívia, da homossexualidade, da bissexualidade, do adultério e outros prazeres sexuais (leia o artigo N1050, para conhecer os detalhes). Ao longo dos muitos séculos, desde que persuadi o papa a decretar o celibato absoluto, o fogo do pecado sexual varreu repetidamente as fileiras do clero, destruindo suas vidas e também as vidas de muitos jovens paroquianos. A doutrina do celibato é um de meus maiores triunfos!

5. Rezar o Rosário - Ano 1090. Visto que Jesus proibiu as orações repetitivas, esse é exatamente o tipo de oração que quis estabelecer na ICAR. Felizmente, os mistérios satânicos babilônios ofereciam o exemplo perfeito. Eles inventaram e aperfeiçoaram o uso do rosário, especialmente a devoção à adoração do "sagrado coração" babilônio. Também foi possível tomar algo do modelo da Índia antiga, do Tibete e da China [The Two Babylons, Alexander Hislop, pg 188, leia a resenha]. Na missa e no crucifixo, impedi o caminho para a verdadeira salvação e, agora, com o Rosário, garanti que Deus não ouvirá as orações deles, ainda que usem de muitas palavras.

6. Venda de Indulgências - Ano 1190. Sussurrei nos ouvidos do papa que ele era o guardião dos "tesouros celestiais" dos santos que viveram no passado e cujas obras meritórias estão prontas para serem liberadas aos mais zelosos católicos vivos por algumas boas obras que eles praticarem. Eu disse ao papa que ele mantinha as chaves dessa Tesouraria e podia liberar a "riqueza espiritual" para quem quisesse, por qualquer razão que quisesse. O poder que essa mentira deu ao papado foi enorme. Os cruzados recebiam a promessa de grandes indulgências se lutassem contra os infiéis no Oriente Médio. Mais tarde, o papa colocou à venda as indulgências, para todos os tipos de invenções: Ofertas para missas, velas, estátuas, sociedades tremendamente indulgentes, e centenas de outros itens religiosos que os católicos podem adquirir em troca das indulgências. Essa doutrina pagã contribuiu em muito para enriquecer a igreja e dar ao papa tremendo poder sobre as pessoas.

7. Proclamação do Purgatório - Ano 1438. Satanás ama a doutrina do Purgatório e propagou essa mentira em todas as religiões pagãs em todas as épocas. No entanto, a doutrina do Purgatório é especialmente deliciosa ao Senhor Satanás quando é aplicada à doutrina "cristã". O Purgatório deprecia a plenitude do sacrifício de Jesus na cruz, negando que seu sacrifício adquiriu perdão completo para o pecado individual. Mencionei anteriormente o todo-perfeito sacrifício pelos pecados que a morte de Jesus na cruz obteve para todas as pessoas que viveriam dali para a frente. Para certificar-se de que todos compreendessem quão perfeito foi seu sacrifício, Jesus Cristo exclamou antes de morrer, "Está consumado", usando uma palavra grega que significa "concluído", mas que era também utilizada naqueles tempos para dizer "Dívida totalmente quitada"! O Purgatório, porém, nega que a dívida foi paga completamente e nega a justificação contínua que o sangue de Cristo dá a todas as pessoas salvas que necessitam de justificação contínua [1 João 1:9, a justificação contínua está em vista aqui].

A doutrina do Purgatório afirma que todos os homens devem passar por um processo de justificação para serem "puros o bastante" para entrarem no Paraíso, ainda que Deus, o Pai, tenha reconhecido o sacrifício de Jesus como suficiente, perfeito e por toda eternidade [Hebreus 5:9; 9:11; 12:23; 13:20].

Mas, deixando a doutrina de lado, o Purgatório sempre fez transbordar os cofres das religiões pagãs que o ensinam. O Purgatório abre a porta para todo o tipo de extorsões por parte dos sacerdotes. Os sacerdotes da religião de mistérios do antigo Egito ensinavam que as orações pelos mortos não seriam tão "eficientes" se os sacerdotes não interviessem, e todos sabem que os sacerdotes não intervêm se não forem especialmente pagos para isso. Em todas as terras e em todas as épocas, os sacerdotes pagãos usaram essa doutrina do Purgatório para auferir grandes lucros para si mesmos, ao aprenderem a explorar os sentimentos ternos de perda de pessoas queridas, prometendo rezar pelas pobres almas que tinham partido, e tornar a permanência delas no Purgatório a mais curta possível.

Agradeço a Lúcifer pelo fato de termos estabelecido previamente em suas mentes a noção de que a Bíblia não é confiável e é muito difícil lê-la sozinho! De outro modo, eles poderiam compreender como essa doutrina do Purgatório é falsa. Eles poderiam ler as palavras de Jesus ao ladrão na cruz, que pediu perdão pelos seus pecados, reconhecendo-o como o Messias. Eles poderiam ler que Jesus disse ao ladrão agonizante, "Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso" [Lucas 23:.43]. Vocês não sabem como aprecio a ignorância sobre a Bíblia!

8. Invenção dos Escapulários, Medalhas e Moldes Religiosos Comestíveis - Ano 1600. As pessoas estão ávidas em pensar que podem obter salvação eterna sem terem de mudar seus corações e suas mentes por meio do sangue de Jesus Cristo e não pude pensar em nenhum caminho melhor para fornecer uma falsa "garantia" de salvação fácil que por meio dos escapulários, das medalhas, e dos moldes religiosos comestíveis. Eu amo o escapulário. Veja as "garantias" que são dadas ao fiel pagão incauto:

"Quem morrer vestido com este escapulário não sofrerá o fogo eterno." (promessa de Maria a São Simão Stock, 16 de julho de 1251)

"Nosso Senhor nos ensinou a falar com Nosso Pai. Maria nos ensinou o valor do escapulário. Quando o usamos como uma oração, Nossa Senhora nos leva ao Sagrado Coração de Seu Divino Filho. Portanto, é bom ter o escapulário nas mãos ao dirigir preces à Nossa Senhora." (The Blue Army of Our Lady of Fatima, Washington, NJ 07882, Imprimatur, Thomas M. O'Leary, digníssimo bispo de Springfield)

O quanto amo a mentira do sagrado coração! Ela tem funcionando tão bem desde que a inventei na Babilônia tantos anos atrás!

9. Infalibilidade do Papa - Ano 1870. Estou especialmente orgulhoso dessa invenção. Como um demônio ao serviço do Senhor Satanás, estou totalmente dedicado a promover o aparecimento do nosso futuro super-homem espiritual, o Anticristo. Ele será auxiliado poderosamente pelo Falso Profeta Religioso, que sabemos que será o papa católico romano (leia o artigo N1519). Portanto, para se preparar para essa ocasião maravilhosa, quando o Falso Profeta religioso exercerá controle ditatorial global (Apocalipse 13:16-18), que melhor plano podemos executar que o tornar um ditador espiritual absoluto dentro de sua própria igreja na última parte do século XIX?

Mais uma vez, estou muito contente de ter desencorajado os católicos de lerem as Bíblias por si mesmos. De outro modo, poderiam ler que o apóstolo Paulo confrontou a Pedro diante de todos, dizendo que ele estava procedendo de forma errada! [Gálatas 2:11-21]. Não seria bom que eles vissem o suposto primeiro papa ser repreendido por Paulo, e admitir que estava agindo errado no tratamento dado aos cristãos gentios.
Sacrifício Humano

Como você pode notar, por volta do ano 1200, eu já tinha a ICAR praticando poderosa feitiçaria de Magia Branca. A introdução da Missa rezada em latim foi fundamental, pois produziu tremendo poder espiritual. No entanto, eu ainda não tinha o sacrifício humano, e o Senhor Satanás não estava satisfeito com isso. Veja, toda a feitiçaria requer sacrifício, e Satanás quer que seja sacrifício humano. Mesmo os praticantes de Magia Branca que sacrificam animais, ou que não sacrificam coisa alguma, não sabem que alguém, em algum lugar, está sacrificando em seu lugar. Onde no mundo eu poderia conseguir um sistema de sacrifício humano operando na ICAR e ainda manter as aparências de uma igreja cristã?

Ah, tenho a resposta: posso invocar as propriedades mágicas de um sacerdote que realiza um "mistério"! Todos os sacerdotes pagãos em todas as épocas impressionavam seus fiéis com a idéia de que podiam realizar um "mistério" que ninguém mais poderia realizar. Deixe-me ver como posso fazer isso funcionar. Precisarei de um corpo, preferivelmente o corpo de Jesus Cristo, e precisarei de sangue, outra vez preferivelmente de Jesus Cristo.

Eu tenho isso! Propaguei a mentira que, no momento da comunhão, a hóstia torna-se o corpo de Jesus Cristo, e o vinho realmente torna-se seu sangue (Doutrina da Transubstanciação). Então, não há diferença entre a cerimônia do "mistério" que o sacerdote católico misticamente realiza e a cerimônia de sacrifício real que um sacerdote satânico realiza. No campo sobrenatural, não há nenhuma diferença, e tive meu sacrifício humano! Uma vez mais, posso continuar sacrificando aquele odiado Jesus Cristo repetida e interminavelmente! Quão maravilhoso é esse conceito! As pessoas pensam que estão fazendo uma grande honra a Jesus, quando estão na verdade sacrificando-o no altar de Satanás.

Finalmente, visto que todos os verdadeiros pagãos comem a carne de sua vítima de sacrifício humano e bebem o sangue dela no fim do sacrifício, fiz os católicos comerem a hóstia e beberem o vinho depois de o sacerdote concluir o sacrifício simbólico. Perfeito!
A Verdadeira Essência da Feitiçaria

A essência da feitiçaria é o controle absoluto que um bruxo ou feiticeiro exerce sobre uma relutante e até resistente deidade. O bruxo ou feiticeiro está seguro de que, uma vez que execute um ritual precisamente da forma prescrita, pode forçar qualquer demônio ou demônios a descerem de seu campo sobrenatural para este campo natural. Uma vez que eles estejam neste campo, o bruxo ou feiticeiro pode forçá-los a fazerem o que quiser que eles façam, mesmo se estiverem resistentes às suas ordens.

Esse poder sobre a deidade é o mais importante atrativo da feitiçaria. Na feitiçaria do catolicismo romano, o sacerdote é o feiticeiro, e seu ritual básico é a missa. Lembre-se, existem muitas missas diferentes para coisas diferentes que o feiticeiro queira que o demônio execute. Em seguida, relaciono os vários tipos de missas:

1. Missa Matutina Dominical
2. Missa Fúnebre
3. Missa do Purgatório
4. Para honrar os santos nos céus e obter sua mediação para:

1. Favores espirituais
2. Favores temporais
3. Saúde
4. Bem-estar
5. Uma boa viagem
6. Proteção contra a chuva
7. Proteção contra o granizo (ou saraiva)
8. Proteção contra as pragas de insetos
9. Missas a serem rezadas em santuários ou em igrejas históricas
10. Para obter boas notas nos exames escolares

(I Was A Priest [Fui um Sacerdote], de Lucien Vinet, Protestant Information Bureau, Englewood, Colorado, 1949.)

A feitiçaria tem rituais para todos esses tipos de bênçãos especiais, exatamente como o catolicismo.

Para provar que estabeleci o catolicismo romano como feitiçaria de Magia Branca, citarei um respeitado teólogo católico, o padre John A. O'Brien, da Universidade de Notre Dame, em seu livro Faith For Millions. Veja:

"O supremo poder do ofício sacerdotal é o poder da consagração. 'Nenhum ato é maior', diz São Tomé, 'que a consagração do corpo de Cristo'. Nessa fase essencial do sagrado ministério, o poder do sacerdote não é suplantado pelo poder do bispo, do arcebispo, do cardeal ou do papa. Portanto, ele é igual ao de Jesus Cristo. Porquanto nesse papel o sacerdote fala com a voz e a autoridade do próprio Deus."

"Quando o sacerdote pronuncia as tremendas palavras da consagração, ele alcança os céus, faz Cristo descer de seu trono e coloca-o sobre nosso altar para ser oferecido novamente como a oferta pelos pecados do homem. Esse poder é maior que o dos monarcas e dos imperadores; é maior que o dos santos e dos anjos, maior que o dos serafins e dos querubins. Na verdade, é maior que o poder da Virgem Maria: porque, enquanto a Virgem Bendita foi o agente humano por meio de quem Cristo se encarnou, uma única vez, o sacerdote faz Cristo descer dos céus, e o oferece presente sobre nosso altar como a eterna vítima pelos pecados do homem - não uma vez, mas mil vezes! O sacerdote fala e eis que Cristo, o eterno e onipotente Deus, abaixa sua cabeça em humilde obediência às ordens do sacerdote."

Permita-me repetir esta última e mais importante frase:

"O sacerdote fala e eis que Cristo, o eterno e onipotente Deus, abaixa sua cabeça em humilde obediência às ordens do sacerdote."

Essa é a essência da feitiçaria, e a incorporei profundamente na feitiçaria de Magia Branca da ICAR. Não é de admirar que Satanás me designou para essa importantíssima tarefa, pois essa posição como demônio soberano sobre a igreja católica exige grande habilidade e sabedoria.
Frutos Práticos

De repente, sem mais nem menos, inimigos mortais apareceram! No século VI, os satanistas praticantes de Magia Negra compreenderam o que eu estava tentando fazer, e perceberam o grande poder que dei à ICAR com a missa em latim. Tentando captar esse poder, eles criaram a Missa Negra e o crucifixo da cruz vergada. No entanto, não é com isso que fiquei preocupado. Fiquei preocupado que, como colegas ocultistas, eles pudessem alertar as pessoas sobre o que eu estava fazendo com a igreja católica e soprar o apito, chamando a atenção de todos. Assim, meus esforços poderiam se tornar vãos e eu ficaria impedido de colocar toda a ICAR no caminho da feitiçaria de Magia Branca.

Portanto, instiguei uma Inquisição contra os satanistas praticantes de Magia Negra - também conhecidos como seguidores da Tradição Hermética. Os pagãos tratam seus inimigos mortais exatamente desse modo. Ao passo que Jesus disse aos seus discípulos que eles não podiam fazer descer fogo dos céus para punir aqueles que não se arrependessem e não dessem ouvidos ao evangelho [Lucas 9:54], os pagãos perseguem vigorosamente seus inimigos com malícia e ódio. Tão logo compreendi que os satanistas de Magia Negra poderiam divulgar a todos em que a igreja de Roma tinha se tornado, sussurrei na mente do papa que ele precisava perseguir, torturar, e matar a todos esses inimigos. A Inquisição começou assim e foi maravilhosamente bem sucedida. Assegurei que a Magia de Roma fosse a magia dominante na Terra.

Então, no ano 1515, o mais ignóbil de todos os eventos ocorreu. O sacerdote católico Martinho Lutero, repentinamente teve seus olhos espirituais abertos pelo Espírito de Deus, e viu que o homem é salvo unicamente por meio da fé, não pelas obras que possa praticar, ou obras que a igreja possa atribuir a ele. O Espírito de Deus agiu poderosamente e o protestantismo floresceu e até cresceu de forma surpreendente em muitos países. Alguns países na Europa, especialmente a França, pareciam em perigo de perder sua maioria católica.

Felizmente, a máquina da Inquisição estava implantada e foi eficiente. Sussurrei na mente do papa que ele deveria lançar a Inquisição contra aqueles emergentes cristãos protestantes. O papa cumpriu meu mandado e iniciou um reinado de terror e matança de trezentos anos que resultou na morte de mais de oito milhões de protestantes. Até o dia de hoje, os túmulos desses oito milhões de protestantes servem como um testemunho maravilhoso do poder bruto do Inferno que pode ser lançado contra qualquer um que ouse cruzar com um satanista ou com sua igreja.
Símbolos Que Comprovam Que a Feitiçaria de Magia Branca Realmente Foi Estabelecida na Igreja Católica Romana Tradicional

Os símbolos são extremamente importantes na prática de qualquer forma de satanismo. "O verdadeiro símbolo mágico é uma imagem que esconde um significado interior. Esse significado é engenhosamente oculto atrás de uma forma que a maioria das pessoas pensa que pode compreender..." (Magic Symbols, livro de um autor ocultista, pg 6) Nós, demônios, absolutamente amamos os símbolos em todas as formas de bruxaria. Logicamente, os bruxos e feiticeiros praticantes de Magia Negra e Magia Branca usam muitos dos mesmos símbolos. Para colocar minhas impressões digitais nessa transferência da ICAR de uma igreja cristã verdadeira para uma igreja praticante de feitiçaria de Magia Branca, sussurrei nos ouvidos do papa no início do século VII que ele podia importar os símbolos ocultistas e "cristianizá-los", rezando sobre eles e então usá-los na prática católica. Esse é um de meus truques favoritos e é feito mais facilmente quando pessoas como os papas, cardeais, bispos e sacerdotes são terrivelmente ignorantes a respeito da Bíblia. No Velho Testamento, Deus nunca permitiu que os israelitas utilizassem os símbolos pagãos sob qualquer pretexto, e ordenou que eles sempre fossem destruídos e também nunca permitiu que os israelitas "purificassem" os símbolos e os objetos pagãos por quaisquer meios.

O próprio Deus definiu o paganismo como adorar "mais a criatura do que o Criador" [Romanos 1:25], e está certo. Nós, demônios, estamos tentando constantemente fazer os homens adorarem alguma coisa que não ao único Deus verdadeiro. Temos sido bem sucedidos em fazer o homem adorar a natureza, os animais, as árvores, as abelhas, os pássaros, os reptis, o sol, as estrelas, e quase tudo o que Deus criou. Mas, a coisa mais fácil de fazer o homem adorar é o sexo. É por isso que criamos a Roda das Oito Etapas para a Iluminação, com o círculo no meio. Esse círculo representa a vulva feminina em nosso ensino espiritual.

O obelisco foi criado pelo demônio Príncipe do Egito, um dos demônios mais poderosos do Inferno. Ele sussurrou na mente dos líderes egípcios que o espírito de seu deus-sol Rá residia no obelisco. Os egípcios eram instruídos a "encarar o obelisco" pelo menos uma vez por dia, e três vezes, se possível. O obelisco é o símbolo perfeito do falo masculino. Assim, o obelisco representa o falo masculino, enquanto o círculo representa a vulva feminina. Sempre que queremos representar o Grande Ato Sexual, simplesmente inserimos o falo do obelisco na vulva do círculo. É simples e fácil.

Uma vez que persuadi os papas a "cristianizarem" os obeliscos, a ICAR ficou louca sem freios pelos obeliscos. Eles começaram a virtualmente a desnudar o Egito de seus obeliscos, despachando-os para Roma, e erigindo-os em toda a parte. Persuadi o papa a comprar o mais famoso obelisco egípcio de todos os tempos, o Obelisco de Cleópatra. Quando ele o trouxe para Roma, eu então o persuadi a projetá-lo de forma que ficasse bem no meio da Roda das Oito Etapas para a Iluminação, exatamente na Praça da Basílica de São Pedro. Destarte, o papa está em uma posição perfeita para "encarar o obelisco" diariamente, tantas vezes quantas queremos que ele faça.

Quando persuadimos o papa no século VII a recriar o Grande Ato Sexual na Praça da Basílica de São Pedro, eu ainda não tinha feito a ICAR impor o celibato aos seus sacerdotes. Essa inovação só ocorreu no ano 1123, quase cinco séculos mais tarde. No entanto, no século VII eu já sabia que iria trazer a doutrina do celibato para dentro da ICAR, e ria desbragadamente toda vez que pensava que logo chegaria o tempo em que a mais poderosa promotora do celibato no mundo teria o símbolo do Grande Ato Sexual bem diante de seu papa toda vez que ele saísse para falar aos fiéis reunidos na praça.


Tempo Para a Feitiçaria de Magia Negra

Desde o início, recebi ordens do Senhor Satanás para eventualmente mover a ICAR para o satanismo de Magia Negra, visto que essa será a religião do Anticristo [Daniel 7:23-25] e do Falso Profeta [Apocalipse 13:12]. Sabíamos que, se eu fosse bem sucedido em estabelecer a Magia Negra dentro da ICAR, o papa seria a escolha lógica para representar o papel do Falso Profeta. O plano estava armado e o caminho certo. Apenas o tempo era incerto, visto que não estava em nossas mãos.

Finalmente, no fim dos anos 50, recebi minhas ordens do demônio Rege, o general do ocultismo. "Escolha seu papa de Magia Negra agora". Escolhi o homem que deveria tornar-se o papa Paulo VI. Ele era sábio e proficiente nos caminhos da Arte e escutava atentamente nossas instruções. Ele foi eleito papa em 1962.

Logo após a ascensão desse papa, eu quis sinalizar aos ocultistas de todo o mundo que a mudança na ICAR que eles há tempos esperavam tinha finalmente ocorrido. Portanto, sussurrei na mente de Paulo VI que ele deveria começar a portar o crucifixo vergado criado pelos satanistas do século VI. Ele imediatamente achou que essa era uma excelente idéia, de modo que começou a portar o crucifixo satânico, esse símbolo final do Anticristo. Em 1978, o novo papa, que tomou o nome de João Paulo II, também começou a portar esse crucifixo.

Quão delicioso é para mim, e para o Senhor Satanás, que toda vez que os fiéis católicos se reúnem para ouvir o papa falar, eles se encurvam diante do símbolo do Anticristo, sem ter o menor conhecimento disso. Sempre ficamos admirados em ver como é fácil enganar as pessoas, pois elas são tão desesperadamente pecadoras que querem ser enganadas. Mover a ICAR, primeiro para a prática de poderosa feitiçaria de Magia Branca e depois para a prática da Magia Negra, não foi tão difícil, e eu me diverti um bocado.

Verdadeiramente, Karl Marx, um praticante de Magia Negra, estava certo em quando criou estes versos, pois retratam exatamente as atitudes das hordas demoníacas em relação aos patéticos seres humanos.
"Embora eu tenha poder nos meus braços jovens
Para te apertar e esmagar com força tempestuosa,
Para todos nós o abismo abre sua boca em escuridão.
Você afundará e eu seguirei rindo,
Sussurrando em seus ouvidos, 'Desça, venha comigo, amigo."

Agora, finalmente, está perto o tempo do aparecimento do nosso super-homem, o Anticristo. Logo, ele cavalgará vindo dos céus, em seu cavalo branco, e aparecerá na parte oriental de Jerusalém, segundo o Plano. Cumpri minha incumbência de posicionar a ICAR para assumir a liderança da igreja global do Anticristo. Isso tudo foi divertido e gratificante. Logo, a vitória final do Senhor Satanás sobre aquele outro Senhor, Jesus Cristo, ocorrerá no Armagedon. Então, meu Senhor subirá aos céus para depor Deus e reinar para todo o sempre. Este é o Plano final, e tenho uma grande parte nisso tudo.
Resumo

Este foi o relato fictício do demônio poderoso incumbido durante vários séculos da Igreja Católica Apostólica Romana e que moveu essa igreja continuamente, primeiro para a prática poderosa de feitiçaria de Magia Branca, e agora para a feitiçaria de Magia Negra do Anticristo. Todas as evidências estão aí, das doutrinas pagãs aos símbolos que mostramos anteriormente. Os satanistas e adoradores da Mãe-Terra, não têm nenhuma dificuldade em ver a ICAR como a instituição pagã que ela é, e eles a respeitam e temem seu poder pagão. Compreendi isso, com horror cada vez maior, à medida que estudei o ocultismo. As informações que compartilhei com você neste artigo são verdadeiras e estão baseadas no conhecimento do ocultismo.

Desejamos e oramos que você leia este relato com o coração e a mente abertos, porque sua alma eterna e preciosa está em jogo. Oramos que você agora obedeça as palavras de nosso Salvador: "Sai dela povo meu, para que não incorras nas suas pragas" [Apocalipse 18:4]

Agora que a Igreja Católica Romana se moveu para a prática de feitiçaria de Magia Negra, podemos saber positivamente que o aparecimento do Anticristo está muito próximo.

Você está preparado espiritualmente? Sua família está preparada? Você está protegendo seus amados da forma adequada? Esta é a razão deste ministério, fazê-lo compreender os perigos iminentes e depois ajudá-lo a criar estratégias para advertir e proteger seus amados. Após estar bem treinado, você também pode usar seu conhecimento como um modo de abrir a porta de discussão com uma pessoa que ainda não conheça o plano da salvação. Já pude fazer isso muitas vezes e vi pessoas receberem Jesus Cristo em seus corações. Estes tempos difíceis em que vivemos também são tempos em que podemos anunciar Jesus Cristo a muitas pessoas.

Se você recebeu Jesus Cristo como seu Salvador pessoal, mas vive uma vida espiritual morna, precisa pedir perdão e renovar seus compromissos. Ele o perdoará imediatamente e encherá seu coração com a alegria do Espírito Santo de Deus. Em seguida, você precisa iniciar uma vida diária de comunhão, com oração e estudo da Bíblia.

Se você nunca colocou sua confiança em Jesus Cristo como Salvador, mas entendeu que ele é real e que o fim dos tempos está próximo, e quer receber o Dom Gratuito da Vida Eterna, pode fazer isso agora, na privacidade do seu lar. Após confiar em Jesus Cristo como seu Salvador, você nasce de novo espiritualmente e passa a ter a certeza da vida eterna nos céus, como se já estivesse lá. Assim, pode ter a certeza de que o Reino do Anticristo não o tocará espiritualmente. Se quiser saber como nascer de novo, vá para nossa Página da Salvação agora.

Esperamos que este ministério seja uma bênção em sua vida. Nosso propósito é educar e advertir as pessoas, para que vejam a vindoura Nova Ordem Mundial, o Reino do Anticristo, nas notícias do dia a dia.

Fale conosco direcionando sua mensagem a um dos membros da equipe de voluntários.

Se desejar visitar o site "The Cutting Edge", dê um clique aqui: http://www.cuttingedge.org

Que Deus o abençoe.
Tradução: Walter Nunes Braz Jr.
Data da publicação: 30/9/2003
Texto revisado por: A. F. e V. D. M. - Campo Grande / MS
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/n1334.asp